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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

TERRAS RARAS EM CALDAS



O projeto de exploração de terras raras Caldeira, foi objeto de uma transação comercial entre as empresas australianas Meteoric Resources e Lynas Rare Earths por R$ 3,5 bilhões anunciado na quarta-feira (30).

Área em Caldas tem 425 hectares e deverá gerar 12,5 mil toneladas anuais de óxidos de terras raras. O projeto de exploração de terras raras Caldeira, que ainda está em fase de licenciamento, tem parte da sua produção futura negociada com a empresa sul-coreana POSCO International Corporation, prevendo que a companhia asiática adquira até 30% da produção de terras raras do projeto por um período de até sete anos.

Anualmente, o empreendimento deverá processar 5 milhões de toneladas de argila iônica e gerar 12,5 mil toneladas de óxidos de terras raras. A área está concentrada dentro de uma caldeira de um vulcão extinto há cerca de 80 milhões de anos.

O projeto está em fase de licenciamento ambiental. Em dezembro de 2025, a licença prévia foi aprovada pelo Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam) e, em março deste ano, a empresa entrou com o processo para a licença de instalação.

Para os que estão chegando agora, terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos estratégicos, fundamentais em tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas, celulares e equipamentos de defesa. Apesar do nome, não são necessariamente raras: o desafio é encontrar depósitos com concentração suficiente para que a extração seja economicamente viável.

Viver é Perigoso

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