A vacina contra herpes-zóster
Efeitos colaterais promissores contra a demência.
A imunização contra o vírus demonstrou retardar o Alzheimer.
A vacina Shingrix, desenvolvida pela farmacêutica GSK, tem sido a escolha preferida de governos em todo o mundo para lidar com esse problema de saúde pública. O medicamento foi aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) em março de 2018, mas, durante anos, as vacinas foram caras e escassas, levando os países a imunizar apenas certos grupos populacionais (principalmente aqueles que completam 65 anos).
Embora não fosse o objetivo inicial, essa decisão acabou criando um vasto campo experimental onde pacientes imunizados e não imunizados, praticamente da mesma faixa etária, convivem juntos. Isso agora permite que pesquisadores comparem dados de ambos os grupos e investiguem uma teoria emergente: se um efeito colateral promissor da vacina protege contra a demência.
Pascal Geldsetzer, pesquisador e epidemiologista de Stanford, é uma das pessoas que demonstram essa ligação. Um estudo populacional que ele liderou e publicou na revista Nature no ano passado descobriu que receber a vacina reduziu a probabilidade de um diagnóstico de demência em 20%. Ele fez isso usando um banco de dados com 280.000 pessoas no País de Gales.
Os estudos de Geldsetzer demonstraram fortemente uma ligação entre a vacina e a prevalência de Alzheimer, mas são baseados na população, e o mecanismo subjacente — a explicação médica — permanece um mistério. ra a qual foram projetadas”, destaca o epidemiologista
Até mesmo Geldsetzer prefere ser cauteloso quanto à expansão dos efeitos recomendados da vacina. "Temos evidências convincentes de que a vacina também pode trazer benefícios para a demência, o que, obviamente, é mais um motivo para recomendar a vacinação. Mas isso terá que ser avaliado pelos comitês."
El País
Viver é Perigoso


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