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sexta-feira, 10 de abril de 2026

PIEDADE

 


Ao comentar o cenário político do estado, Gilmar Mendes fez um desabafo: “Deus tenha piedade do Rio de Janeiro"

Viver é Perigoso

NA BOA VISTA, É CLARO

 


Postado na edição semanal 113 da "Revista do Esporte". Time dos Marianinhos, criado pelo Padre Generoso e dirigido pelo Aires ( ambos na foto).

Viver é Perigoso

quinta-feira, 9 de abril de 2026

FELICIDADE MORA LONGE

 

Jaraguá do Sul -SC

As 30 cidades mais felizes do Brasil em 2026: ranking brasileiro inspirado em critérios da ONU.

Inspirado no World Happiness Report, o levantamento aponta, com base em dados públicos municipais, as cidades brasileiras que oferecem as condições mais consistentes de bem-estar estrutural.

O índice foi construído a partir de oito dimensões, com pesos explícitos. Capacidade material e segurança econômica recebeu 15%. Saúde e longevidade, 15%. Apoio social e proteção contra vulnerabilidade, 12%. Liberdade prática e capacidade de escolha, 12%. Confiança institucional e integridade pública, 12%. Civismo, generosidade e vida comunitária, 8%. Segurança pessoal, 16%. Habitabilidade e serviços urbanos básicos, 10%.

1 - Jaraguá do Sul - SC - Nota 8,94
2 - Joinville - SC - 8,91
3 - São José - SC - 8,90
4 - São José dos Campos -SP - 8,88
5 - Curitiba - PR - 8,86
6 - Pomerode - SC - 8,84
7 - Americana - SP - 8,84
8 - Maringá - PR - 8,83
9 - Vinhedo -SP - 8,81
10 - São Caetano do Sul - SP - 8,80
11 - Ilha Solteira - SP - 8,78
12 - Nova Petrópolis - RS - 8,78
13 - Farroupilha - RS - 8,78
14 - Caxias do Sul -RS - 8,77
15 - Toledo - PR - 8,75
16 - Uberlãndia- MG - 8,73
17 - Campinas - SP - 8,71
18 - Poços de Caldas - MG - 8,69
19 - Lavras - MG - 8,68
20 - Vitória - ES - 8,66
21 - Vila Velha - ES - 8,64
22 - Florianópolis - SC - 8,62
23 - Chapadão do Sul - MS - 8,60
24 - Niterói 0 RJ - 8,58
25 - Brasília - DF - 8,56
26 - Goiânia - GO - 8,55
27 - Campo Grande - MS - 8,54
28 - Qirinópolis - GO - 8,53
29 - Lucas do Rio Verde - 8,52
30 - Ceres - GO - 8,50

Viver é Perigoso

MOMENTOS MÁGICOS


Viver é Perigoso

POIS É...

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontou que Banco Master repassou R$ 27,2 milhões, entre 2024 e 2025, ao Metrópoles, site de notícias comandado pelo ex-senador Luiz Estevão.

Só lembrando, o empresário Luiz Estevão, o primeiro senador cassado no país por quebra de decoro, já foi condenado e preso por corrupção. Eleito pelo PMDB do Distrito Federal em 1998, ele perdeu o cargo em 2000 após a CPI do Judiciário apontar envolvimento dele em desvio de verba federal na construção do Fórum Trabalhista de São Paulo.

Em 2006, o ex-senador foi condenado a 31 anos de prisão por fraudes nas obras. Ele foi sentenciado pelos crimes de corrupção ativa, estelionato, formação de quadrilha e uso de documento falso.

Estevão foi para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, em março de 2016, para começar a cumprir a pena. Em 2022, um indulto natalino do então presidente Jair o perdoou.

Ele tem negócios nos mercados imobiliário, de comunicação e do futebol.

Viver é Perigoso

A VEZ DE POÇOS DE CALDAS



Desde ontem e até spabado (11), Poços de Caldas se transformou na capital simbólica de Minas Gerais. Durante esse período, o governador Mateus Simões cumpre agenda institucional na cidade.

A primeira cidade do Sul de Minas a receber a administração do Estado foi Pouso Alegre. Na oportunidade, o governador anunciou a construção de dois novos colégios Tiradentes, rede de ensino militar mineira, cuja maioria das vagas (50%) é reservada para filhos e netos de servidores da Polícia Militar.

Os colégios serão instalados nas cidades de Extrema e Itajubá.

Pois é...

Viver é Perigoso

ENQUANTO ISSO...

 


Viver é Perigoso

ANA MARINHO




Há algo rasgando o meu peito como um tecido antigo que já não suporta mais remendos.

Vejo dois homens — Benjamin Netanyahu e Donald Trump — caminhando pelos últimos corredores da própria história… e, ainda assim, carregando nas mãos não memórias, não arrependimentos, mas fósforos acesos.

Eles já provaram de tudo o que a vida oferece. Sentaram-se à mesa farta do mundo. Dormiram sob tetos seguros enquanto tantos dormiam sob o medo. Foram aplaudidos, protegidos, elevados como se fossem maiores que o próprio tempo.

E agora… quando o natural seria o silêncio sereno de quem se despede… escolhem o estrondo.

É como se dois crepúsculos se recusassem a virar noite — e, por isso, resolvessem incendiar o céu inteiro.

Há poucos dias, lembrávamos uma história que atravessa séculos — a de Jesus Cristo, o Filho de Deus que aceitou a morte… não por orgulho, não por poder… mas por amor. Aceitou o fim para que outros tivessem vida.

E hoje, o que vemos?

Homens que não aceitam o fim… e por isso distribuem mortes como se fossem ordens banais. Como se vidas fossem números. Como se crianças fossem sombras descartáveis.
Milhares. Milhões. Sonhos que nem chegaram a aprender o próprio nome… sendo apagados.

E o mundo? Ah… o mundo assiste.

Como um teatro silencioso onde a plateia sabe que o palco está pegando fogo — mas continua aplaudindo educadamente entre uma tragédia e outra.

Instituições que deveriam ser muralhas… viraram cortinas frágeis. A diplomacia virou sussurro. A coragem virou ausência.

E eu… eu sou só uma humana.

Pequena diante de tudo isso. Com mãos que não alcançam botões, nem decretos, nem exércitos. Mas sou filha de Deus. E dentro de mim existe algo que grita… algo que não aceita. Não consigo me imaginar em uma guerra. Não consigo aceitar que alguém consiga.

E então eu olho para o chão onde piso… Brasil.

Essa terra imperfeita, mas ainda doce. Ainda acolhedora. Ainda capaz de abraçar, de cantar, de dividir o pão.

E agradeço. Com um nó na garganta, eu agradeço.

Porque, enquanto o mundo treme… ainda existem lugares onde a vida insiste em florescer.

Mas que dor… que dor profunda, pesada, quase sagrada de tão grande. É como se o planeta inteiro estivesse ajoelhado — não em oração… mas em exaustão. O que estamos vendo não é política. Não é estratégia. Não é defesa.

É a insanidade vestida de poder. É o ego transformado em arma. É a velhice que deveria ensinar sabedoria… escolhendo espalhar ruína.

E o mais cruel de tudo?

Eles partirão. Como todos partem. Mas deixarão atrás de si um rastro de cinzas que não caberá em nenhuma lápide.

E nós… nós ficaremos para contar os mortos, reconstruir o impossível e tentar explicar às crianças por que o mundo, que deveria protegê-las, decidiu traí-las.

Se isso continuar…não será o barulho das bombas que marcará a nossa vergonha, mas o silêncio dos que podiam impedir — e não impediram.

O mundo hoje não sangra apenas pelos feridos.

Ele sangra pela ausência de consciência. Pela falência da compaixão. Pela escolha repetida da destruição quando ainda havia tempo de escolher o amor.

E essa dor…essa dor não grita. Ela ecoa. Como um sino rachado no coração da humanidade, anunciando não apenas a guerra…mas a falência da alma humana.

Rezemos...

Ana Marinho

Viver é Perigoso