VIVER É PERIGOSO
Antes que me torne um eremita completo, ocuparei este espaço para falar e discutir um pouco, com simplicidade, sobre a vida, com suas alegrias e tristezas. Pode ser que acabe falando comigo mesmo. Neste caso, pelo menos prevalecerá a minha opinião.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2026
MOMENTOS MÁGICOS
I Call Your Name
É dos Beatles, mais precisamente do John Lennon, que escreveu a música possivelmente antes ainda da existência dos Beatles.
No começo de sua carreira, Lennon tocava banjo. Faz parte do " The Beatles Second Album, de 1964.
No caso aconteceu uma raridade. A gravação com o The Mamas & The Papas parece que ficou melhor que a dos Beatles.
Música para sempre.
Viver é Perigoso
POIS É...ALGUMA COISA ACONTECE
Dados inéditos do Datafolha mostram que, entre mulheres chefes de família, Lula marca 47% das intenções de voto contra 27% do Flávio Zero 1.
Viver é Perigoso
TOMOU O BARCO
1968 - O Ano Que Não Terminou *
Escrito pelo Zuenir Ventura e lido e relido por diversas vezes, sendo a primeira delas em 1989, quando de sua publicação.
Zuenir começa citando Charles Dickens, do final do século XVIII :
" Foi o melhor dos tempos, a idade da sabedoria e da insensatez, a era da fé e da incredulidade, a primavera da esperança e o inverno do desespero. Tínhamos tudo e nada tínhamos."
Serviu para descrever o Brasil em 1968. A leitura ou releitura do livro, para alguns foi como uma visita a lugares antigos; para a grande maioria - os que ainda não tinham começado a viver, e os que estavam lá, mas de longe - foi uma descoberta.
Zuenir Carlos Ventura, Jornalista, repórter, cronista, professor e escritor brasileiro e também preso pela ditadura. Tomou o barco ontem (22) no Rio de Janeiro aos 95 anos
* Para quem está chegando agora, 1968 não terminou para muita gente. No final daquele ano foi decretado o AI-5.
Viver é Perigoso
terça-feira, 22 de setembro de 2026
MOMENTOS MÁGICOS
1970 - For You Blue, era conhecida como "George´s Blues".
George sempre foi o Beatle mais disposto a desenvolver suas habilidades musicais, e foi assim que ele estabeleceu amizades próximas com músicos tão diferentes quanto Ravi Shankar e Eri Clapton. Isso também o levou a fazer experiências constantes com diferentes afinações, instrumentos e modos de tocar.
Escrita para Pattie (Pattie Boyd), "For You Blue" era blues tradicional.
O comentário de George sobre ela foi: "É uma música simples seguindo todos os princípios normais dos doze compassos, exceto por ser otimista"
Blog: George, o Beatle preferido do zelador.
Viver é Perigoso
PRÁ PENSAR
"Um idealista é alguém que, ao perceber que uma rosa cheira melhor que um repolho, conclui que ela também dará uma sopa melhor."
Mencken
Viver é Perigoso
TOMOU O BARCO
Tomou o barco o pintor Carlos Alonso, o mestre que traduziu em cores a dor e a memória da Argentina. Alonso nasceu em 1929, em Tunuyán, Mendoza.
O renomado artista plástico, autor de uma obra marcada pela preocupação política e social, partiu aos 97 anos na província de Córdoba.
Durante a última ditadura vivida pela Argentina, após o sequestro e o desaparecimento de sua filha Paloma Alonso Fauvety, que tinha 21 anos, o pintor deixou o país. Viveu no exílio na Itália e na Espanha. Retornou em 1981.
Reconhecido internacionalmente, seu legado é uma obra marcada por traços neoexpressionistas que revelava, em linhas e cores, suas preocupações políticas e sociais, bem como as feridas abertas pelo autoritarismo e pela violência.
Alonso, comentou que jovem, o que viu na província de Santiago del Estero, no norte da Argentina, marcou sua trajetória e em certo sentido mudou completamente sua linguagem”, :
“Ali descobri crianças com fome; crianças com as barrigas inchadas de fome. Descobri a miséria e as dificuldades de sobrevivência. Em certo sentido, tudo isso mudou completamente a minha linguagem. Acredito que o artista tem certo grau de responsabilidade para com a comunidade a que pertence. Escolhi refletir a necessidade de retratar o que acontecia em situações de emergência, em situações de pobreza, em situações que não correspondiam à capacidade, à possibilidade, à imagem ou ao desejo que se tinha do próprio país. "
Partiu um artista que conseguiu representar a dor própria e a tragédia coletiva como poucos.
El País
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