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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

MERCADO LÓGICO



A dívida pública brasileira, os juros e a política nefasta

Voltou ao debate eleitoral o aumento exponencial da dívida pública brasileira. Principais candidatos deram ênfase nos seus planos (?) de governo.

A dívida pública brasileira vem crescendo em valores nominais. E em relação ao PIB p. ex. desde os anos 1970, Durante o tal Milagre Econômico – 1968 a 1973 o crescimento econômico trouxe com ele endividamento externo. Empresas nacionais e bancos se endividaram em dólares. Os anos 1980 chegaram com a 2º choque do petróleo. A moratória mexicana. E a chamada “Década Perdida”. A crise dessa enorme dívida forçou mudança de rumo. Com as crises externas procuramos menos dependência em dólares.

Como estratégia macro boa parte dessa dívida foi nacionalizada. Culminando com o Plano Real nos anos 1990. Mudamos de preocupação. Acumulando reservas internacionais depois da era FHC a dívida interna passou a preocupar. E vem cresce ano após ano. Governo após governo.

A nossa dívida hoje chega a quase 82% do PiB. E vem crescendo independentes de governos de esquerda ou de direita. Após o descalabro do governo (?) Dilma a dupla Temer/Meireles tentou um equacionamento com o Teto de Gastos. Que limitava o crescimento das despesas federais à inflação do ano anterior. O teto foi sucessivamente contornado nos tempos do Jair e do Lula. O método infeliz era aprovar despesas fora do teto. Jair fez muito e Lula também.

O Teto de Gastos foi formalmente extinto com a aprovação pelo Congresso. 

E promulgação do Arcabouço Fiscal em 2023. Arcabouço com metas variáveis. Referentes ao resultado primário (diferença entre receitas e despesas do governo). Sem contar os juros da dívida. Diferente de um teto essas metas possuem uma banda de tolerância (margem de variação de 0,25% a 0,5% do PIB para cima ou para baixo). Que definem o teto de crescimento dos gastos públicos do ano seguinte. Meta cheia de desculpas para se gastar além da conta. 

Bom chegamos aos dias de hoje com os diagnósticos que do jeito que está o perfil da dívida não pode continuar. Vários fatores contribuem. Entre esses fatores chama atenção papel das taxas de juros. Mais do que resultado direto de gastos públicos elevados o crescimento da dívida pública brasileira está fortemente associado ao custo de seu financiamento. Especialmente em um contexto de juros elevados. (Selic). A taxa básica definida pelo Banco Central amplia o volume de recursos destinados ao pagamento de juros. Fazendo com que a dívida cresça de forma autônoma ao longo do tempo. “Cada ponto percentual na taxa de juros representa um impacto bilionário nas contas públicas”. 

Hoje se discute muito entre economistas que a nossa dívida precisa ser equacionada. Principalmente seu perfil de curto prazo. E corte nas despesas Decisão sempre politicamente difícil pois o governo teria que cortar investimentos em obras. Programas sociais. E aumento do salário mínimo. Quem está disposto a isso? Nem a esquerda nem a direita pois seria suicídio eleitoral futuro. Temer fez porque não era candidato a nada.

Mas analisemos outros casos

A dívida pública bruta dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões. Quase 130% em relação ao PIB. Impulsionada por gastos militares. Cortes de impostos. E devoluções milionárias tarifárias. O país do Donald deve pegar emprestado mais de US$ 1,98 trilhão apenas neste ano para cumprir obrigações financeiras. Esse montante inclui custos com a guerra no Irã. E os amplos cortes de impostos federais que os Republicanos aprovaram em 2025. Gastos com previdência social. Medicamentos e juros da dívida consomem uma parcela elevada do orçamento federal americano.

O Japão tem a maior dívida pública do mundo em proporção ao tamanho de sua economia. Ultrapassando 200% do seu PIB. Em termos de valor absoluto em dinheiro, os Estados Unidos lideram o ranking global devido ao tamanho total de seu mercado e emissão de títulos.

Mas isso é um problema para esses países? Não porque nem passa pela cabeça dos investidores de títulos desses governos que um dia os países vão quebrar. Ou dar um calote. Se derem seria o caos mundial. Quebradeira geral e irrestrita.

No Brasil é diferente. Cada vez mais os investidores (principalmente bancos) estão exigindo taxas mais altas para comprar títulos do governo. Consequências: taxa de juros reais que não cai. Crédito caro. Inadimplência de famílias e empresas. Renda comprometida. Baixo crescimento.

Estão aí as eleições. Planos de futuros executivo/legislativo estão sendo apresentados.

Vencedores terão a coragem de enfrentar essa questão macroeconômica da dívida?

Mercado-Lógico

Viver é Perigoso

SANEAMENTO BÁSICO


 Viver é Perigoso

MOÇO BONITO



Um abração Pedro Riera. Mais um ano preenchendo a nossa vida de admiração e alegria. Um presente de Deus recebido, em Manaus, no dia 26 de agosto de 1980.

Idealizador, junto com a irmã Rachel, do "viver é perigoso".

Viver é Perigoso 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

MOÇA BONITA



Tomou o barco hoje (25) nos EUA, Dolly Rebecca Parton, cantora, compositora, atriz, filantropa e empresária americana. Dolly nasceu de uma família humilde no Tennessee, em 1946.

Inicialmente, alcançou sucesso como compositora para outros artistas. Lançou o seu álbum de estreia " Hello, I´m Dolly, em 1967. Em 1973 ela escreveu “Jolene” e “I Will Always Love You.” As duas se tornaram sucessos no country americano, sendo esta última popularizada internacionalmente por Whitney Houston (O Guarda-Costas).

Dolly Parton foi uma das artistas femininas de música country mais premiadas da história e recebeu diversas honrarias , incluindo 11 prêmios Grammy e três prêmios Emmy, além de indicações a dois Oscars, incluindo um Oscar honorário humanitário em 2025, seis Globos de Ouro e um Tony. Parton vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo.

Ela se casou em 1966 com Carl Dean, com quem ficou por 60 anos. O empresário mantinha uma vida privada, e morreu em março de 2025, aos 82. Eles não tiveram filhos.

Ela é uma das raras artistas incluídas no Country Music Hall of Fame e, também, em 2022, no Rock & Roll Hall of Fame.

Também se destacou por seu trabalho filantrópico, especialmente por meio de iniciativas relacionadas à educação e à leitura infantil.

Viver é Perigoso

SONDANDO


Lendo o OESP e dando uma bicada na seara dos nossos comentaristas experts na área.

Com o El Niño, o dia mais quente da história dos oceanos é registrado.

Impulsionadas por EL Niño que ainda cresce, mas já é de propoções gigantescas, e pelas mudanças climáticas causadas pelo homem, as temperaturas dos oceanos do mundo atingiram  a média de 21,1ºC na sexta-feira e no sábado, superando o recorde estabelecido em março de 2024. 

Quando o oceano se aquece, ele se torna mais ácido e transporta menos oxigênio, o que prejudica as produções de alimentos que dependem dos mares. Isso também altera  as correntes oceânicas e os padrões climáticos, intensificando as tempestades, tornando-as mais fortes.

Blog: Estamos lascados

Viver é Perigoso


KASSAB DORMIU

 





Viver é Perigoso

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

POESIA NESSA HORA ?





De tudo, ficaram três coisas:

A certeza de que estamos sempre começando
A certeza de que precisamos continuar
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar
Portando devemos:
Fazer da interrupção, um caminho vivo
Da queda, um passo de dança
Do medo, uma escada
Do sonho, uma ponte
Da procura, um encontro.

Fernando Sabino

Viver é Perigoso

HELICÓPTERO H 145 - NEYMAR



Dica Comentarista - Deu na FSP

A gigante Airbus está preparando uma linha de produção para fabricar o helicóptero leve H145 na fábrica de sua subsidiária brasileira Helibras, em Itajubá, onde atualmente está sendo fabricado o último helicóptero militar H225M.

Na sua versão executiva, o H145 é a aeronave do atacante Neymar. 

Como informado, a produção do H225M será descontinuada após o término de um contrato com o governo federal para o fornecimento de 47 unidades para as Forças Armadas. O último deles, destinado à Força Aérea Brasileira, deve ser entregue entre o fim de 2026 e o início de 2027.

A ideia de se fabricar o H145 no Brasil vem amadurecendo ao menos desde março de 2024, quando o assunto teria sido discutido entre os presidentes Lula e Emmanuel Macron, durante visita do francês ao Brasil.

Em julho do ano passado, Brasil e França assinaram uma carta de intenções para a fabricação do modelo em Itajubá. Na época, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços estimou o investimento em R$ 1 bilhão.

A ideia é começar a produção pela versão militar, a H145M. Para ativar uma nova linha, a Helibras estaria de olho em um contrato de ao menos 40 helicópteros.

A Airbus/Helibras vê como "enorme" o potencial de venda desse helicóptero. Só para o serviço público há uma demanda estimada em 200 aeronaves.

Atualmente cerca de 15 H145 voam no Brasil, conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil. Desses, seis são executivos (que levam a sigla ACH145), como o do Neymar, comprado em 2019 por R$ 56 milhões, em valores corrigidos.

Viver é Perigoso