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sábado, 13 de dezembro de 2025

JÁ LÁ VÃO 57 ANOS (13/12/1968)

 


Ler sobre, é importante. Ter vivido foi terrível. Foi o que aconteceu.

Hoje, dia 13 de dezembro, lamenta-se o ocorrido há exatamente 57 anos, no dia 13/12/1968.

Estudando no meu quartinho para o vestibular de engenharia (o vestibular aconteceria no início de janeiro/1969) e como sempre com o rádio portátil Mitsubishi ligado.

Acrescente-se: radinho comprado pelo meu pai do Sr. Zé Correinha, que sempre aparecia com novidades na terrinha.

Às 20h30 daquele fatídico dia, Alberto Curi, locutor da Agência Nacional, leu em rede de rádio e TV o comunicado do governo anunciando o Ato Institucional nº 5.

Até então, não era possível chamar de ditadura o período de 1964-1968 (até o AI-5), com toda a movimentação político-cultural que havia no País. Com o famigerado AI-5, apagaram as luzes.

Praticamente, todos os direitos, de repente, foram suprimidos pelos militares no poder. O que era uma intervenção militar configurou-se numa ditadura.

Um homem só, o general, poderia intervir no Congresso, Assembleias, Câmaras de Vereadores, Poder Judiciário, Estados e municípios, suspender os direitos políticos de qualquer cidadão, cassar mandatos eletivos, decretar o confisco de bens e o estado de sítio.

Instituiu-se a  censura e o fim do habeas corpus.

De imediato, Carlos Lacerda, JK, Sobral Pinto foram presos. Sessenta e seis professores, como Caio Prado, FHC, Florestan Fernandes, foram expulsos das universidades. Marília Pêra foi trancada num mictório de quartel. Caetano e Gil foram presos em São Paulo, tiveram suas cabeças raspadas e foram expulsos do País. Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Raul Seixas, Geraldo Vandré, os diretores de teatro Augusto Boal e Zé Celso se exilaram. O Congresso Nacional ficou fechado até 21 de outubro de 1969.

Contam velhos políticos que, à época da edição do AI-5, em 1968, o vice-presidente e jurista mineiro Pedro Aleixo não concordou inicialmente com o ato. Temia o que ele representaria.

- “O senhor está com medo de mim, dr. Pedro?”, teria perguntado o presidente, general Costa e Silva.

- “Do senhor, não. Tenho medo é do guarda da esquina”, respondeu Aleixo.

E de fato, a partir daquele dia, toda esquina, real ou imaginária, passaria a ter um guarda carrancudo a espreitar cada ato cidadão.

Viver é Perigoso

BONS COMPANHEIROS

Na retaguarda, Luzimar, que estava junto dos avós. Na frente, Carlos, Edson e Jayme, todos Riera


Amanheceu o dia lembrando, pelo aniversário que seria comemorado hoje, do amigo, guru e primo, Luzimar. Luzi, tomou o barco com muita antecedência e aqui entre nós, estaria completando seus 84 anos.

Colocando na vitrola (isso mesmo) um LP admirado.

É mais comum do que a gente pensa, ou seja: Ser apresentado para uma música. Quando a música é maravilhosa, você nunca a esqueçe, nem o apresentador e nem a ocasião.

Pois bem, no inicio dos anos 60, fui ao bairro da avenida, menino ainda, mas muito antenado, até a Republica onde moravam e estudavam, o Luzimar Riera, meu primo e se não me engano, o Prof. José Carlos Goulart.

Lá pelas tantas, me vendo fuçar nos discos (na época, para mim só existia o Elvis Presley), o Luzi disse: Ô mocorongo, dê uma escutada nesse disco e na musica tal, você vai saber o que é musica.

Eles tinham uma vitrolinha Sonata. Eu coloquei o LP do Ray Charles para tocar Stella by Starlight, conforme sugerido ou ordenado.

Jamais a esqueci.

Fiquei devendo mais essa para o Luzimar.

Viver é Perigoso

ZÉ FERINO



Encontro de passagem com o Sr. Zé Ferino, nesta manhã chuvosa de sábado, na Boa Vista, é claro.

- Camarada, bom dia e a aguente apenas um comentário rápido. O mais antigo presidente da Câmara Federal que me vem à memória, vem a ser o Nereu Ramos, lá por 1955. Lembro-me bem do Raniere Mazili, em 65, do santaritensse Bilac Pinto em 66, do Marco Maciel, do Nelson Marchezan, do Michel Temer e até do Aécio, sem falar do melhor de todos, Ulisses Guamarães. Mas jamais acompanhei em toda vida uma Câmara Federal mais  desgastada que a atual. Fiz uma pesquisa por onde ando e vem ser, numa totalidade impar, a instituição mais desgastada no País.

- Éhh Sr. Zé...faz todos o sentido.

Viver é Perigoso  

CANTINHO DA SALA

 

Merton Simpson

Viver é Perigoso

POIS É...

 



"E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado. "

F. Scott Fitzgerald

Viver é Perigoso

LIVRO, PRESENTE DE AMIGO

 



"QUEM É ESSA MULHER" - Sobre a vida de Zuzu Angel - Editora Todavia - 560 páginas.

Biografia com impressionante riqueza de detalhes sobre a vida da estilista Zuzu Angel, desde o seu sucesso e fama internacional na moda, como mãe, militante, empresária e artista.

Sua luta contra a ditadura militar, incansável luta por justiça após o assassinato do seu filho Stuart Angel

Um retrato comovente e necessário de uma mulher que desafiou o poder em nome da verdade e da memória.

Para os poucos que estão chegando agora, Zuzu nasceu Zuleika de Souza Netto em 1921, na cidade mineira de Curvelo. Além do Stuart, teve as filhas Hildegard e Ana Cristina Angel.

Zuzu tomou o barco em 1976, quando de um estranho acidente acidente de carro ocorrido no Túnel que liga São Conrado à Barra, que inclusive passou a ter o seu nome.

Chico Buarque homenageou Zuzu com a música "Angélica".

Viver é Perigoso

CUMEQUIÉ ?

 


Viver é Perigoso