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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

RESULTADO DA ELEIÇÃO


 Sinceramente ? Não gostei.

Mas gostei muito de rever as instalações do meu Grupo Escolar Rafael Magalhães.
Bateu uma lembrança gostosa da professoras Dona Ivone, Dona Raimunda, ambas do Morro Chic e da diretora, Dona Geralda.
Em "priscas eras" estudei no "Rafael" durante o curso primário.
Devido ao uniforme no padrão xadrezinho preto e branco, a nossa Escola era chamada pelos "inimigos" de Grupo Carijó.
Na época ainda cruzavam a Boa Vista os trens da Rede Mineira de Viação. Os trens que iam e vinham de Piranguinho, Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre, Brasópolis e Paraisópolis, passavam em frente ao Grupo Escolar.
Nós alunos, quase todos moradores da Boa Vista caminhávamos equilibrando sobre os trilhos no trajeto da Escola.
Interessante. A grande maioria nunca andou fora dos trilhos.
É a vida.
Viver é Perigoso

OBSERVADOR DE CENA



Correndo atrás

Depois da derrota antecipada por alguns, Lula desperta que só o anti bolsonarismo e os escândalos do Master não foram suficientes para derrotar o Flávio.

Mudanças no comando da campanha e só AGORA forte presença nas redes sociais.

Uma ação política que poderia ajudar seria a indicação para o STF do Desembargador Ricardo Couto atualmente governador interino do RJ. Apesar de poucos meses no cargo o governador e Presidente do TJ RJ vem tomando decisões de moralização. Dispensa de milhares em cargos comissionados e corte de gastos supérfluos. Suspensão de exoneração tributária.

Está muito bem avaliado pela população carioca.

Lula atingiria 2 objetivos: indicar que quer a a moralização do STF sinalizando com um nome de peso e abandonar as indicações de compadrio. Além que ganhar milhares de votos fluminenses onde perdeu feio.

Vai fazer isso e abandonar o amigo Messias? Conhecendo o Lula acho que deixará passar essa oportunidade.

Observador de Cena

Viver é Perigoso

MI VIEJO -TOMOU O BARCO


Piero Antonio Franco de Benedicts, simplesmente Piero. Tomou o barco ontem em Buenos Aires o artista argentino nascido na Itália. Explico: Piero nasceu em Gallipoli, na Itália, em 1945. Quando tinha três anos, sua família se estabeleceu na Argentina, onde ele viveria a maior parte de sua vida.

Piero, foi ator, compositor e cantor. Em sua produção artística destaca a canção de protesto.

Na Argentina, o nome Piero bastava para representar um cantor de imagem sacerdotal, de voz pausada e violão a tiracolo, cabelos cacheados e óculos; o intérprete de um punhado de canções cuja essência poderia ser definida por um lema hippie dos anos setenta: paz, amor e protesto social.

Cantava Piero por volta de 1974 : “Para o povo o que é do povo, porque o povo conquistou; para o povo o que é do povo, para o povo, libertação”.

Dizia a letra que ficaria ligada por décadas às lutas populares e ao espírito revolucionário, em uma época marcada por ditaduras, autoritarismo e violência.

Piero quis ser padre. Não o foi, mas sua vocação religiosa se expressaria em sua carreira artística.

O reconhecimento público veio quando ele formou uma dupla artística com o escritor e jornalista José Tcherkaski, autor de várias letras que Piero musicou ou interpretou. Uma das mais famosas, "Mi viejo", gravada em 1969, tornou-se um símbolo musical daquela época.

Após o golpe militar ocorrido na Argentina em 1976, Piero exilou-se na Espanha por alguns anos e, posteriormente, na Colômbia, país com o qual estabeleceu uma relação especial. De fato, em 1994, obteve a cidadania colombiana e foi nomeado Embaixador da Paz.

No início dos anos 80, Piero retornou a Argentina, inspirado pela iminente restauração da democracia. Durante pouco mais de um ano, entre 1998 e 1999, foi secretário de Cultura da província de Buenos Aires.

Viver é Perigoso

MOÇO BONITO



Um grande amigo. Daqueles que após um balanço constatamos que esteve ao nosso lado em importantes momentos da vida. Cá entre nós, estaria completando amanhã, 9/10 , seus 77 anos.

Paulo César Guimães, tão somente para os mais bem chegados, o "Mugango".

Moço Bonito nascido em São Sebastião do Rio Verde, ou seria na vizinha Pouso Alto, em 1949. De família grande e marcante, o mais novo de dez irmãos.

Nos conhecemos e nos tornamos amigos quando do vestibular de Engenharia em 1968.

Paulo César se tornou um brilhante professor e homem político diferenciado. Em 1982, foi vereador em Itajubá pelo PDT, contribuindo de forma decisiva para com a educação de Itajubá. Deputado Estadual Constituinte na legislatura 1987/1991 e ocupou cargos de destaque, como presidente da Comissão de Educação, corregedor e 3º secretário da Mesa Diretora da Constituição Mineira (1989).

Foi autor do artigo 212 da Constituição Mineira, que garante o repasse de parte do orçamento do Estado para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia nas faculdades e escolas de Minas Gerais.

Entre suas importantes conquistas para o Sul de Minas, destaca-se a aprovação, em 1990, de emenda de sua autoria na Assembleia Legislativa que garantiu a permanência da HELIBRÁS em Itajubá. À época, a empresa passava por graves dificuldades financeiras e havia risco de encerramento de suas atividades no município.

Ainda na política, e com ideias de buscar a consolidação de Itajubá como centro irradiador de tecnologia, registramos nossa chapa à prefeitura quando das eleições municipais de 2004. Talvez equivocada na ordem, eu com prefeito e ele de vice. Fomos bem votados, mas não deu. Co todo respeito aos eleitos, pensando no Paulo, Itajubá perdeu.

Entre tantas lembranças, algumas até tristes, uma delas, para mim marcante, aconteceu numa noite de 1969. Entre um chopinho e outro na Lanchonete Fundão, que existia na Rua Nova, ele já de terno e gravata pronto para ir para o Baile de Formatura das professores do Colégio Major João Pereira. Dentro de nossa amizade e quase cumplicidade, atendeu meu pedido e foi o portador de um bilhete rabiscado num guardanapo, a ser entregue para a Moça Mais Bonita no Salão do Diretório Acadêmico. Ele entendeu. 

No dia seguinte, ao encontrarmos ele declarou ter cumprido a sua missão e que teria sido fácil identificar a destinatária. Em tempo, era a Sonia.

Tivemos inesquecíveis momentos juntos. Grande Paulo.

Viver é Perigoso