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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

CANTINHO DA SALA




Robert Motherwell (1915/1991) foi um dos expressionistas abstratos da Escola de Nova York e, como alguns de seus contemporâneos, atribuía grande importância ao automatismo — uma técnica surrealista de acesso ao subconsciente —, do qual emergiam cores e formas, ritmos e intervalos. 

No caso da obra deste artista, essas formas negras características quase sempre apareciam, em algum lugar entre a geometria e o gesto, quase como caligrafia. Repetições. Faziam parte de seu vocabulário pictórico. E eram enormes, imensas, algumas com quase cinco metros de comprimento.

Motherwell criou diversas Elegias à República Espanhola (mais de 100, entre 1948 e 1967).

A que você vê na tela é uma de suas últimas obras. O artista queria homenagear uma morte terrível que não deveria ser esquecida, embora as imagens também sejam metáforas gerais para o contraste entre a vida e a morte, e sua inter-relação. 

Quando jovem, ele ouviu falar da Guerra Civil Espanhola em uma manifestação em São Francisco. Tinha 22 anos e foi profundamente impactado pelo horrível conflito fratricida, que serviria tanto como premonição quanto como campo de provas para os grandes conflitos ideológicos que marcariam o século XX.

Motherwell usou isso como uma força motriz moral para suas explorações artísticas, criando, em última análise, uma canção fúnebre para as coisas que importam, uma canção visual. É impressionante como a pintura abstrata e a música podem, por vezes, se entrelaçar de forma tão íntima.

ThoughtCo

Viver é Perigoso

MOMENTOS DE DECISÃO


              Roberto Farias Thomaz 

O jovem Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, que estava desaparecido no Pico Paraná desde o dia 1°, foi encontrado com vida na manhã desta segunda-feira (5).

"Eu passei por um penhasco e não tinha onde eu me escorar. Me escorei em mato para poder passar. Tinha uma cachoeira de mais de 30 metros e não tinha mais como eu voltar para trás. Olhei para frente e e eu estava com minha última refeição, uma ameixa e um pouco de panetone, e comi. Olhei para a cachoeira e falei: vai, mesmo que eu ande pelo vale da sombra, eu não temo mal algum, porque o Senhor é meu pastor e nada me faltará. Pensei na minha família e pulei"

Roberto

Viver é Perigoso

TAPA NA CARA


 Viver é Perigoso

ZÉ FERINO



Costumeiro encontro com o Sr. Zé Ferino, nas terças, na barraca de pastel da feira livre, na Bo Vista é claro.

- Oi Sr. Zé, dia de festa hoje em termos de Feira Livre. Ha exatos 82 anos aconteceu a inauguração da Feira Livre em Itajubá. Feito do então prefeito, Coronel Alcides Faria. Era localizada na Av. São Vicente de Paula. Aliás, vamos esperar a chegada do camarada Ado Faria, neto do Cel. Alcides, nosso companheiro das terças, para pagar, em comemoração, a conta de hoje. O fato aconteceu no dia 6 de janeiro de 1944.

- Camarada, não gosto de falar sobre idade, mas acredite, moleque ainda, eu me lembro.

- Pois é Sr. Zé, mas o Senhor não imagina o pau que deu no blog a publicação da nossa última conversa, com a sua opinião sobre a agressão do Donald na Venezuela. Até hoje de manhã estive deletando agressivos e ofensivos comentários.

- Pô Camarada, não tive intenção de criar problemas, mas entendo, é a extrema-direita.

- Pior, Seu Zé, é que o cacete está sendo baixado pelos dois lados. Pela direita e pela esquerda.

- Ah é ? desta forma me sinto aliviado, pois sempre desconfiei que desagradando os dois extremos, tenho grandes chances de estar no rumo certo.

- Éh...faz sentido.

Viver é Perigoso

MOMENTOS MÁGICOS


Viver é Perigoso