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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

HELICÓPTERO H 145 - NEYMAR



Dica Comentarista - Deu na FSP

A gigante Airbus está preparando uma linha de produção para fabricar o helicóptero leve H145 na fábrica de sua subsidiária brasileira Helibras, em Itajubá, onde atualmente está sendo fabricado o último helicóptero militar H225M.

Na sua versão executiva, o H145 é a aeronave do atacante Neymar. 

Como informado, a produção do H225M será descontinuada após o término de um contrato com o governo federal para o fornecimento de 47 unidades para as Forças Armadas. O último deles, destinado à Força Aérea Brasileira, deve ser entregue entre o fim de 2026 e o início de 2027.

A ideia de se fabricar o H145 no Brasil vem amadurecendo ao menos desde março de 2024, quando o assunto teria sido discutido entre os presidentes Lula e Emmanuel Macron, durante visita do francês ao Brasil.

Em julho do ano passado, Brasil e França assinaram uma carta de intenções para a fabricação do modelo em Itajubá. Na época, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços estimou o investimento em R$ 1 bilhão.

A ideia é começar a produção pela versão militar, a H145M. Para ativar uma nova linha, a Helibras estaria de olho em um contrato de ao menos 40 helicópteros.

A Airbus/Helibras vê como "enorme" o potencial de venda desse helicóptero. Só para o serviço público há uma demanda estimada em 200 aeronaves.

Atualmente cerca de 15 H145 voam no Brasil, conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil. Desses, seis são executivos (que levam a sigla ACH145), como o do Neymar, comprado em 2019 por R$ 56 milhões, em valores corrigidos.

Viver é Perigoso

DEBATES

 

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LIVRO, PRESENTE DE AMIGO




"O Garimpeiro da Memória" - Jacob Blanc - Editora Garamond -  370 páginas.

Aluízio Palmar e a Sombra da Ditadura - 

Em dezembro de 2019, Aluízio Palmar, um ativista de direitos humanos e ex-preso político, foi processado por difamação por seu próprio torturador, um tenente aposentado do Exército.

Ambos já tinham quase 80 anos e não se viam desde 1969, quando o tenente submeteu Aluízio, na época com 26 anos, a intensas torturas físicas e psicológicas. 

Palmar havia sido preso por sua atuação como militante revolucionário, um dos cerca de cinco mil brasileiros a maioria jovens que pegaram em armas contra a ditadura que governou o Brasil de 1964 a 1985. 

Para Aluízio, ser processado por seu antigo torturador não suscitou a volta de lembranças reprimidas. Longe disso. Desde o final dos anos 1990, ele estava em um modo quase constante de autobiografia. 

Após encerrar sua carreira como jornalista em Foz do Iguaçu, começou a procurar os corpos de seis militantes que haviam desaparecido em 1974 nas mãos do regime militar. Vários deles participavam da mesma organização que Aluízio, e ele próprio quase caíra na armadilha que levou à sua morte. 

Contar a história da vida de Aluízio e o roteiro de memória em que ela é narrada revela uma série de buscas sobrepostas uma busca pela importância da periferia da história, uma busca pelo lugar de alguém em narrativas históricas maiores e uma busca por justiça.

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