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segunda-feira, 13 de julho de 2026

TOMOU O BARCO



Tomou o barco hoje em Itajubá o amigo Aldo Gonçalves. 

Nos conhecemos no início dos anos 60, colegas de turma no curso ginasial no Colégio de Itajubá. Amizade ininterrupta.

Sim, nos estudos e na vida pessoal nos distanciamos fisicamente por tempos, mas nada que um contato telefônico não desse jeito.

Uma amizade que atravessou incólume toda a adolescência, juventude e podemos afirmar pelos números, foi seguindo durante a quase velhice.

Um exemplo de relacionamento impar. Exceto pela admiração pelos Beatles, discordamos sobre muitos episódios passageiros, sempre com respeito. Nunca divergimos sobre princípios.

Um pouco do Aldo:

Nascido em Passa Quatro, infância em Delfim Moreira e vida toda de dedicação em Itajubá. Coragem beirando a irresponsabilidade.

Fixação profissional em Itajubá e privilegiado por estar ao lado de uma Moça Bonita, Angela e filhos bem sucedidos.

Intensa participação na comunidade, muita ajuda aos mais necessitados e o encaramento sem tréguas com as injustiças.  Apaixonado pela medicina, pela família, por boas músicas, por fotografias, por uma boa mesa e por causas quase que perdidas. Literalmente um homem de visão e de bem. 

Fosse eu buscar um personagem da literatura que pudesse personificá-lo, não titubearia em citar D. Quixote. Mania de empunhar bandeiras sem chances de vitória, por causas quase que perdidas apenas pelo prazer da luta. 

Ao seu lado, tédio não existia. Como lhe disse certa vez:
  • Se ele vivesse na época, estaria entre os doze.
  • Se ele vivesse na época, não seriam "os dezoito do Forte de Copacabana", seriam dezenove.
  • Se ele vivesse na época teria atravessado a Serra da Mantiqueira com o Dr. Theodomiro e se alistado na força pública de São Paulo, na revolução de 1932.
  • Se ele vivesse em Cuba na época, estaria com os barbudos em Sierra Maestra.
  • Se ele vivesse na Argentina na época, teria sido Montonero.
  • Se ele vivesse no Uruguai na época, teria sido Tupamaro.
  • Se ele vivesse na Alemanha na época, teria feito parte do grupo Baader-Meinhof
  • Se ele vivesse em Paris na época, teria se alistado na Legião Estrangeira.
  • Se ele vivesse em Ouro Preto na época, teria feito parte dos Inconfidentes.
Simples checar a importância da participação do Aldo nos 17 anos de existência do  "viver é perigoso".

Viver é Perigoso

SISTEMA SOLAR

 


Viver é Perigoso

JUÍZO MOÇADA !



O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve, em julgamento realizado pela 19ª Câmara Cível na última quinta-feira (9), a suspensão do programa de escolas cívico-militares na rede estadual de ensino.

A decisão judicial valida a determinação prévia do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), que havia proibido o governo mineiro de dar continuidade ao modelo nas unidades que já o adotavam e de expandi-lo para novos colégios.

O modelo cívico-militar vinha sendo encampado pelo governador de Minas Gerais, Romeu, após o governo federal encerrar o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim), em julho de 2023.

Viver é Perigoso

OBSERVADOR DE CENA

 


A bagunça das prerrogativas parlamentares.

Estamos mesmos lascados se não mudarmos. Não bastam outros, mais 2 escândalos com verbas de emendas parlamentares.

Já repetido aqui que essa fartura de valores para emendas e o consequente empoderamento do Congresso Nacional, se dá por causa constitucional mas também por termos presidentes da República extremamente fracos politicamente. 

Primeiro porque elegemos presidentes e não lhes damos a maioria parlamentar para governar. Tanto o de direita como os de esquerda. Mas também por escândalos dentro dos governos ou comportamentos inadequados o que tornaram os executivos reféns. 

Exemplos do 1º caso Dilma e Temer e do segundo o Jair. Temerosos de investigações e até impeachment foram cedendo poderes ao Legislativo. O comportamento do Eduardo Cunha então presidente da Câmara o algoz da Dilma é fato histórico. O orçamento secreto do Artur Lira (conhecido como 1º Ministro do Jair e ex também da Câmara) et caterva outro.

Mas se tudo isso não bastasse a coisa degringolou tanto que deputados estão abrindo mão de suas competências e outorgando poderes para gente decidir sobre emendas de valores expressivos , que nem mandatos têm. Casos recentes de Valdemar da Costa Neto o "eterno" presidente do PL(R$ 119 milhões) e até o cassado Eduardo Cunha que tenta ressurgir das cinzas depois depois de 8 anos no pseudo anonimato. R$ 6 milhões)

Ministro Flávio Dino e a PF tardiamente no encalço deles. Mas fecha-se uma porta, e os políticos abrem uma janela. Substituíram as emendas "pix" por emendas de bancada, todas elas com transparência zero.

Quem pode consertar minimamente isso? Nós eleitores. Deixemos a polarização ideológica de lado e não votemos em gente que não merece nosso voto.

Abs. e caprichem no conhecimento dos candidatos. Lembremos que o Eduardo Cunha é candidato a deputado federal por Minas Gerais. Mas ele é só a fachada. As investigações devem mostrar os que se abdicaram de suas prerrogativas.

Observador de Cena

Viver é Perigoso