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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

DILEMA ATROZ

 
Questionou o jornalista Hélio Schwartsman, da Folha, na última terça-feira:
 
O Juiz deve julgar os casos que lhe são submetidos com o objetivo de cumprir a lei ou de fazer justiça ?
Estranhamente, as duas posições são perigosas.
Se o magistrado se dá o direito de passar por cima das normas escritas e dos precedentes para decidir segundo sua consciência, acabou-se a segurança jurídica. O direito brotaria da cabeça do juiz, e não mais de um sistema de repartição de Poderes, com convém às democracias.
Se, por outro lado, o julgador se prende ao texto da lei, ignorando as consequências de suas sentenças, pode cometer as piores injustiças.
É nessa situação que está o TSE, que precisa decidir se vai ou não conferir registro de partido político à Rede.
Ou o TSE rasga a lei, ou comete flagrante injustiça.
Penso que, se alguém tem legitimidade para ignorar formalismos, são as cortes superiores. Providenciar o pretexto jurídico é a parte fácil.
 
Schwartsman
 
Blog: Publico a postagem no momento em que se inicia o julgamento da questão no STE. Pensei no assunto por várias vezes e conclui modestamente:
Que se faça justiça. Enquadrando por justificativas possíveis, dentro da lei.
Que venha a Marina.
Vou perder mais uma.

ER 

SOB A LUZ DE VELAS



"Os elogios tornam os bons melhores e os maus piores."

Thomas Fuller

PREÇO DE TABELA

 
Um colecionador de Connecticut adquiriu uma Ferrari 250 GTO fabricada em 1963 por US$ 52 milhões. Com a transação, o modelo vermelho de competição se tornou o carro mais caro do mundo, com o preço alcançado 49% acima do valor recorde registrado anteriormente por outra 250 GTO.
O mais novo dono de uma Ferrari não foi identificado.

Web


CANTINHO DA SALA

'Surface Couleur, de 1970 - Julio le Parc

PRÁ PENSAR



Riscando os cavalos!
Tinindo as esporas!
Través das cochilhas!
Sai de meus pagos em louca arrancada!
— Para que?
— Pra nada!


Ascenso Ferreira

A COISA TÁ BRABA !

 
A USP perdeu pelo menos 68 casas no ranking universitário THE (Times Higher Education), a principal listagem de universidades da atualidade.
A universidade --única do Brasil que figurava entre as 200 melhores do mundo-- passou de 158º lugar em 2012 para o grupo de 226º a 250º lugar.
A posição específica no ranking não é informada pelo THE, que, a partir do 200º lugar, divulga os resultados em grupos de universidades.
A Unicamp também caiu e passou de 251º a 275º lugar (em 2012) para 301º a 350º lugar.
Os Estados Unidos continuam dominando o ranking. A melhor universidade do mundo, Caltech, é norte-americana. Além disso, 77 das 200 melhores do mundo estão em solo dos EUA.
O editor do THE, Phil Baty, classificou o resultado como "negativo para o Brasil".
"Um país com seu tamanho e poder econômico precisa de universidades competitivas internacionalmente", disse. "É um golpe sério perder a única universidade que estava entre as 200 melhores."

Uol

RABOS PRESOS

 
Deu no Site Congresso em Foco: 
De cada dez parlamentares, quatro estão pendurados no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de participação em crimes.
O senador  Lindbergh Farias (PT-RJ) e os deputados Paulo César Quartiero (DEM-RR) e  Lira Maia (DEM-PA) são os parlamentares com mais pendências no STF atualmente. Cada um deles é alvo de 13 acusações, considerando ações penais e inquéritos.
A bancada federal de sete estados – Acre, Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima – tem mais da metade de seus integrantes sob suspeita.
No caso do Mato Grosso, 91% dos parlamentares aguardam julgamento de ações ou inquéritos no Supremo.
Dentre os partidos, a liderança é do PMDB: 54 dos seus cem congressistas estão às voltas com pendências criminais no STF.
A pesquisa foi realizada entre 13 de junho e 14 de agosto de 2013.
Entre as acusações que recaem sobre os parlamentares, há desde crimes graves como homicídio, corrupção e envolvimento com o narcotráfico até denúncias relativas a irregularidades – por vezes, de caráter formal – em campanhas eleitorais. 
A reportagem do Congresso em Foco também busca respostas para as causas do acúmulo de processos contra políticos no STF. O tema é analisado por juristas e cientistas políticos, que associam o fenômeno principalmente às falhas do sistema judiciário brasileiro e à ineficácia do chamado foro privilegiado, que faz do Supremo o foro exclusivo para julgar crimes de deputados e senadores. O tribunal, na opinião de um dos seus ministros, Marco Aurélio Mello, “está inviabilizado” pela sobrecarga de processos judiciais.
 
Blog: Quase um antro.

ER

SEM FREIO