Dois atos embaralharam a corrida eleitoral do DF em 2026 e estão forçando lideranças políticas locais a traçar possíveis cenários para os palanques eleitorais.
No meio de dezembro, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda se filiou ao PSD com a intenção de concorrer novamente ao cargo em 2026. Semanas antes, a ex-primeira-dama Michelle (PL) participou do lançamento da pré-candidatura de Bia Kicis (PL) ao Senado pelo DF.
Arruda pretende disputar contra a atual vice-governadora Celina Leão (PP).
A fila de postulantes às duas vagas ao Senado tem ao menos quatro nomes da direita: o atual governador Ibaneis Rocha (MDB), além do senador Izalci Lucas, Bia Kicis e a própria Michelle, todos do PL.
O ex-governador Arruda é um nome forte no DF. Está inelegível desde 2014, mas uma mudança na Lei da Ficha Limpa em 2025 pode fazer com que ele fique apto a concorrer novamente. Nas suas contas, o prazo de inelegibilidade com a mudança vai terminar em julho de 2026.
Se Arruda entrar na corrida, o favoritismo de Celina Leão fica ameaçado: levantamento da Paraná Pesquisas divulgado no fim de outubro mostrou que eles estão tecnicamente empatados (29,8% para ele e 32,2% para ela).
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