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terça-feira, 7 de julho de 2026

JUÍZO MOÇADA

 


Ouvido minutos atrás na fila da Padaria Morro Chic.

- Otávio, eu lhe confesso algo estranho. Senti mais tristeza hoje com a virada da Argentina sobre o Egito do que na derrota do Brasil para a Noruega.

- Caro Luís, não foi só você. O Brasil inteiro hoje, foi Egito desde criancinha.

- Pois é Otávio, estou assumindo o compromisso de não assistir mais nenhum jogo da Copa. Sempre acabo escolhendo o  time mais fraco para torcer.

- Explicado sua torcida pelo Brasil no domingo.

Viver é Perigoso

PODES CRER

 

Viver é Perigoso

ZÉ FERINO



Tradicional conversa com o Sr. Zé Ferino na Barraca de Pastel na feira livre das terças, na Boa Vista, é claro.

- E aí Sr. Zé, conforme esperado, dançamos na Copa ?

- Camarada, já se lascaram é foi tarde. Uma vergonha o que esses jogos trouxeram de apostas no mercado brasileiro. Na mídia, de uma forma geral, vem acontecendo uma enormidade de sites de apostas. Dê uma reparada nas camisas dos clubes brasileiros.

- Tnes razão Sr. Zé.

- Pois é, somos do tempo em que o joguinho de bicho era proibido, com a polícia em cima. Hoje invadem com a jogatina a nossa casa, os celulares de todo mundo. Uma vergonha. O Brasil se tornou o paraíso do jogo e pensar que, para enganar trouxas, proibiram os cassinos.

- Sô Zé, estamos lascados.

- Como você escreve Camarada, devidamente.

Viver é Perigoso

EMPREGOS


1) Dados do Caged divulgados na semana passada, mostram que em maio de 2026, o mercado de trabalho formal brasileiro registrou a criação de 72.960 postos de trabalho. Minas Gerais ficou com um saldo positivo de 8. 922 postos.

2) No Sul de Minas:

Varginha + 205
Santa Rita do Sapucaí + 115
Alfenas + 91
Itajubá + 82
Poços de Caldas + 69

3) Chama a  atenção os números negativos das, habitualmente,  principais geradoras de empregos na região

Extrema - 406
Pouso Alegre - 86


Viver é Perigoso

HOMEM PADRÃO

 

Depois de um longo e tenebroso inverno, resolvi sair caminhando até o centro da cidade.

Encontrei-o nas proximidades da ex-Praça do Soldado, atual Praça do Helicóptero.

Como já comentamos, eu o avistava sempre nos locais mais movimentados da cidade.

Conheço-o "de vista" há séculos. Nunca soube o seu nome, onde mora e nem o que faz. Aparente eternos sessenta anos.
 
Sempre com uma vestimenta parecida. Calça cinza e camisa clara de manga comprida.

Pode passar tranquilamente (sem gravata) por um funcionário do Bradesco ou pastor neo-evangélico.

Nunca aparenta tristeza e nem alegria e respeitosamente, costuma cumprimentar as pessoas com um leve, e quase imperceptível, aceno com a cabeça.

Está sempre em movimento, como um tubarão que não pode parar nunca de nadar. Pelo menos umas duas vezes tentei segui-lo. Impossível. Ele praticamente se dissolve nas quebradas das esquinas.

Toda a minha família já o viu. Minha filha de passagem por Itajubá no último final de semana, o avistou passando em velocidade média pela Rua Nova. Chegando em casa, de imediato disse: - Pai, avistei o "homem padrão" na Rua Nova.

E completando: - Fazia uns dez anos que eu não o avistava. Não mudou nada. É um mistério!

Imagino que trata-se de um solteirão, que perdeu os pais e mora sozinho em algum casarão de um bairro afastado.

Porque "Padrão" ?

Nada nele se destaca. Cabelos e penteado comuns. Cor, altura e caminhar comuns. Olhar indefinido.

Tenho certeza que você já esbarrou nele ele. Um mistério.

Viver é Perigoso