Quem deveria ser o homem mais bem informado do mundo?
Sem dúvida seria o presidente dos Estados Unidos. Várias agências ao seus dispor (FBI, NSA, CIA). Órgãos de assessoramento os mais diversos e especialistas. Pelo menos 15 secretarias (equivalentes aos nossos ministérios). Chefias de gabinetes, assessorias as mais diversas.
Recebe diariamente briefings sobre os mais variados assuntos. Desde segurança nacional a relações com outros países. Governos e economias mundiais. Como estão as bolsas mundiais. Briefings também dos principais órgãos de imprensa e com certeza das redes sociais.
E para que serve tudo isso? Para tentar fornecer informações para a tomada de decisões mais corretas e previsíveis possíveis. Que impactam tanto o plano nacional como o internacional.
O que temos visto nesse segundo mandato do Donald? Principalmente um presidente intempestivo e imprevisível que acha que pode tudo. E que todos devem se submeter a ele. Diferentemente do 1º mandato escolheu propositadamente secretários inexpressivos que só dizem amém as loucuras do chefe. Um que disse o que ele não queria ouvir foi escanteado logo nos primeiros dias: Elon Musk.
Não vamos mais analisar as decisões econômicas. Já se provou que com o tarifaço não recuperou a economia americana como apregoado. A briga com o FED o Banco Central de lá mostra para baixar os juros claramente mostram as dificuldades inflacionárias. O recuo de muitas tarifas outro.
Já comprovando: O ouro teve valorização de mais de 60% em 2025. Enquanto dólar perdeu valor globalmente. No Brasil caiu quase 12%. Burrice. Mesmo sendo economista Donald enveredou pelo caminho contrário. Com todas as informações disponíveis. Tanto das agências que o assessoram. Como da sua formação acadêmica.
Vamos a outro assunto. Venezuela. Remoção até que aceitável para muitos do caudilho Maduro. Mas achar que vai consertar o país com a receita petróleo é de novo falta de aceitar lição da história. Exemplo? Guerra do Iraque. Bush filho invadiu com pretextos mentirosos. Prometeu revitalizar a economia. E pagar os custos da guerra com a reativação da indústria do petróleo. Só que como na Venezuela por causa dos embargos de décadas a produção/refino/vendas estavam decrescentes. Cerca de 30% do que era. Investiram bilhões e até hoje 23 anos depois o Iraque não voltou ao normal. Venezuela produzia 3 milhões de barris. Por causa do boicote hoje extrai menos de 1 milhão.
Outra coisa já mostrada pelas grandes petroleiras ao Donald. Há um excesso de petróleo no mundo. Por isso o óleo está perto dos US$ 60. Por barril. Graças a Deus!!!Fruto de uma maior participação das energias renováveis. Petróleo da Venezuela, outro tiro no pé.
Assunto do momento na extensa criação de fatos diários pelo governo (?) americano – Groenlândia. Ou me vendem ou eu tomo. Com a desculpa esfarrapada de segurança. Já existe uma base militar americana na maior ilha do mundo. E a proteção de qualquer ameaça russa pois a Dinamarca que detém a ilha é da OTAN. Aliás é a OTAN que ele quer enfraquecer ou acabar. Para permitir ao amigo e ídolo Putin avançar mais sobre a Europa.
Outra coisa. Por que voltar o assunto Groenlândia agora? Coincidentemente com a assinatura do Tratado UNIÂO EUROPÈIA-MERCOSUL, não é mesmo? Expansão territorial mesmo sobre países amigos e aliados e domínio econômico. Só isso na cabeça do DESAGREGADOR.
Mercado-Lógico
Viver é Perigoso