Estivesse ainda por estas bandas, Charles Edward Anderson "Chuck" Berry, estaria completando ontem (18), 100 anos de idade.
O cantor e compositor de rock, entre eles, "Maybellene", "Roll Over Beethoven", Rock and Roll Music" e "Johnny B. Good", nasceu em St. Louis.
Enquanto ainda estudante do ensino médio, ele foi condenado por assalto à mão armada e foi enviado para um reformatório, onde ficou de 1944 a 1947. Após a sua libertação, Berry se casou e trabalhou em uma fábrica de montagem de automóveis.
Em 1955, com Leonard Chess, gravou "Maybellene" – adaptação de Berry da canção country "Ida Red" – que vendeu mais de um milhão de cópias, alcançando o número um na parada de rhythm and blues da revista Billboard.
No entanto, foi condenado a três anos de prisão em janeiro de 1962 por delitos sob o Mann Act – ele havia transportado uma menina de catorze anos para o outro lado do estado. Aproveitou o período para compor e, ah, estudar contabilidade.
Após sua libertação em 1963, teve vários outros sucessos, incluindo "You Never Can Tell".
Antipático, arrogante e cético, adquiriu o mau hábito de trabalhar sem uma banda fixa. Preocupava-se apenas em receber o pagamento adiantado e em dinheiro vivo. o que o levou, em 1979, a quatro meses de prisão e serviço comunitário, por sonegação de impostos.
A pedido de do presidente Jimmy Carter, Berry se apresentou na Casa Branca em 1 de junho de 1979.
Alguns críticos o consideram o "maior do rock and roll". John Lennon disse: "se você tentasse dar ao rock and roll outro nome, poderia chamá-lo de 'Chuck Berry'. Bob Dylan chamou Berry de "o Shakepeare do rock 'n' roll". Bruce Springsteen escreveu: "Chuck Berry foi o maior praticante do rock, guitarrista e o maior escritor de rock 'n' roll puro que já existiu".
Dizem esses deslizes não manchavam a reputação de ninguém no universo do rock: sempre desconfiamos que, bem, nossos heróis não eram exatamente anjos.
Chuck Berry tomou o barco em 18 de março de 2017.
Viver é Perigoso
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