Como todos sabem, o líder máximo do integralismo foi Plínio Salgado, nascido aqui pertinho em São Bento do Sapucaí. Ao seu lado, sempre presente o Dr. Miguel Reali, também de São Bento do Sapucaí e morador de Itajubá por uns tempos.
Em 1930, Plínio Salgado conheceu pessoalmente, em Roma, Benito Mussolini, o grande chefe fascista italiano. O encontro impressionou definitivamente o brasileiro.
De volta ao Brasil, Plínio criou a SEP - Sociedade dos Estudos Políticos. Em 1932, depois de revolução constitucionalista, foi formalizada a AIB - Ação Integralista Brasileira. No mesmo ano, no dia 7 de outubro, foi lido o "Manifesto de Outubro".
Extrema direita pura. Viam comunistas em todos o lugares. Sob o lema "Deus, Pátria e Família".
Aconteceu em Itajubá : Realizada no dia 20 de junho de 1936 (já lá vão 90 anos) a cerimônia de posse dos vereadores eleitos. Um dos eleitos era integralista.
O salão do Fórum estava repleto de assistentes, dos quais 80% eram Integralistas, devidamente uniformizados (camisas verdes).
O Vereador Dr. Vicente Sanches propôs que entoassem todos o Hino Nacional. Levantou-se o Vereador Antônio Rodrigues de Oliveira para apoiar a ideia, desde que o Hino fosse cantado na íntegra e não pela metade, como era praxe entre os integralistas.
É histórico. Os integralistas não cantavam a segunda parte do Hino Nacional Brasileiro por discordarem do trecho da letra que diz: "Deitado eternamente em berço esplêndido!". Está nos Protocolos e Rituais da AIB - Ação Integralista Brasileira.
Voltando a cerimônia de posse, travou-se uma discussão, tendo o presidente dos trabalhos deliberado que o Hino Nacional fosse cantado no final da reunião, o que realmente se deu, tendo os seguidores do Plínio Salgado cantado só a primeira parte, encerrada com três vibrantes "anauês" acentuados com arremessos dos braços para cima. Os demais (minoria presente) seguiu entoando até o seu final.
Em tempo, os vereadores eram: Antonio Rodrigues de Oliveira (eleito presidente), José Severiano Ribeiro, Fortunato Pereira, Sebastião Egydio Rennó, Silvestre Ferraz, Alcides Faria, Alexandre Benedito, Miguel Cortez e o Dr. Vicente Sanches.
Viver é Perigoso
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