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segunda-feira, 6 de maio de 2024

MOÇA BONITA

 



" Um artista é um observador do mundo e nestas observações ele encontra inspiração para criar e concretizar o que outras pessoas não conseguem visualizar "

Cleuza Maria Gonçalves

Artista itajubense de renome. Nascida no Bairro do Cruzeiro. Mestre na restauração das pinturas sacras.

"Devo minha carreira de artista à minha mãe que conduziu meus primeiros passos rumo a arte, a motivação vinda dos meus filhos".

Cleuza, a quem conheço desde a primeira infância, foi casada com o meu amigo de infância, ainda dos tempos de Cristina, Dr. Heres Sallum, que já tomou o barco com antecidade. Tiveram os filhos Luciana, Adriano e Tatiana.

" Não sou e nem pretendo ser uma criatura perfeita. Estou sujeita a erros, enganos e imperfeições mas a vida eu sei, leva-me à perfeição que é Deus, que com sua infinita misericórdia, nos acollhe, nos ampara, nos perdoa. Tiro proveito de meus erros, colho experiências de minhas dores e posso dizer: Sou Feliz. "

(Colar de Pérolas - Alice Bittencourt, Benedita Iolanda, Maria Christina e Bel Jacarini)

Viver é Perigoso

MERCADO LÓGICO


Madonna e as enchentes do Sul

Somos bons e solidários em momentos de catástrofes, mas falhamos no dia a dia.

Matérias da mídia relatam que em Porto Alegre socorristas, pessoas resgatadas e familiares abraçam-se emocionados ao chegar no improvisado hospital de campanha em famoso ponto turístico da cidade. Não é diferente em tantas outras cidades acometidas pelas enchentes.

Tristes cenas que nos tocam profundamente. 

Mas é importante parar para pensar nas causas dessas catástrofes. Nesses momentos, nossa tendência é fugir dessa reflexão porque são múltiplas as causas, e o cansaço nos atropela.
Sou gaúcho e vivo em São Paulo por uma vida. Mas minhas memórias e sentimentos estão boiando nas enchentes das cidades gaúchas. Daqui, atônito, assisto às imagens dilacerantes.
Percebo que a solidariedade de pensamento e monetária não basta. Telefonemas a amigos e familiares não aplacam a angústia. O que nos resta fazer é estarmos atentos às grandes questões que, se ora atingem o Rio Grande do Sul, amanhã vão atingir outros lugares, até chegar ao nosso local, não duvidemos.

Por isso o aumento do desmatamento da Amazônia nos afeta. Por isso a exploração do petróleo na foz do Amazonas nos atinge. Por isso a pecuária intensiva nos toca. Por isso a produção de soja, milho e cana em proporções de monocultura tanto nos abalam. Por isso o garimpo de ouro nos toca.

Com um pouco de imaginação —essa dádiva que a evolução da vida concedeu à nossa espécie - podemos ver boiando pelas ruas das cidades inundadas do Sul, árvores da Amazônia, vacas do pantanal, grãos de soja do Mato Grosso, tufos de cana do interior de São Paulo, manchas de petróleo da Amazônia, minério de ferro de regiões do Pará e ouro garimpado nas terras Yanomamis. São marcas indeléveis da insanidade que acomete nosso país.

Como se isso não bastasse, há também uma relação com o desperdício de investimentos feitos por gestores públicos em asfaltamento das cidades, com a conivência no aumento desmesurado de construções que provocam ondas de calor, com a redução das áreas verdes e o pouco caso com a poluição.

Desconfiem de asfaltamentos de cidades no último ano das gestões públicas; das maquiagens nas ruas e praças; de melhorias de curto prazo e benefícios repentinos. Precisamos de cuidado permanente e discreto. Necessitamos de solidariedade contínua e não só nos momentos de catástrofe. Que pode ser exercida pela atenção, pelo cuidado, pela participação, pela tomada de consciência de nossos problemas e suas causas reais.

Enquanto isso, Madonna canta no Rio por um cachê de R$ 17 milhões. Do custo total de R$ 60 milhões do show, a prefeitura do Rio de Janeiro e o governo do Estado do Rio de Janeiro bancam R$ 20 milhões. Para que tantas outras prioridades esse recurso deveria ser dirigido? Tantos investimentos para se antecipar e prevenir antes que ocorram. As águas estão chegando nos nossos queixos e o calor avança e nos abala fortemente.

Por tudo isso é tempo de pensar melhor em quem votar nas eleições. É tempo de revermos nossos hábitos. É tempo de nos conscientizarmos de que o impacto que nosso consumo produz na Amazônia retorna em dobro para as cidades em que vivemos. Conexões de vida e da natureza, pois como observamos nesses momentos, tudo está interligado. Inclusive a alegre Madonna e as tristes enchentes do Sul.

Jorge Abrahão - Coordenador geral do Instituto Cidades Sustentáveis, organização realizadora da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis.

Mercado-Lógico


Viver é Perigoso

domingo, 5 de maio de 2024

GUARDANDO O ESTILO



Em sua tese de doutorado, Caio Marcondes Barbosa, doutor em ciência política e pesquisador do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da USP, afirma que o ex-presidente Jair (PL) herdou os votos dos simpatizantes do malufismo na capital paulista.

Na sua pesquisa, Barbosa baseou-se em estudos do sociológo Antônio Flávio Pierucci no período pós-redemocratização. Partindo das eleições de Jânio Quadros para prefeito em 1985 e de Maluf para governador em 1986, Pierucci entrevistou cabos eleitorais desses candidatos e encontrou o que ele chamou de "nova direita".

Observando a concentração de votos na capital, o sociólogo delimitou geograficamente onde se localizava esse grupo conservador: na região do começo da zona leste, como os bairros da Mooca e do Tatuapé, até a zona norte, como Santana e Tucuruvi.

"Essa região histórica foi onde os imigrantes inicialmente se estabeleceram no começo do século 20", diz Barbosa. "Era uma região mais de classe média baixa, tradicional. De um conservadorismo moral, menos alinhado, pelo menos até aquele momento, a uma pauta liberal econômica", afirma.

Analisando o mapa eleitoral da cidade nas eleições presidenciais de 2018, Barbosa notou que esse mesmo reduto janista e malufista deu mais de 50% dos votos para Jair já no primeiro turno. O pesquisador foi então às ruas para entrevistar os eleitores do ex-presidente nesses bairros e entender se havia continuidade com a "nova direita" identificada por Pierucci. A conclusão de Barbosa foi positiva.

"Eu encontrei eleitores mais velhos que também eram malufistas, ou ouvia muito que os pais eram malufistas. Tinha um elo entre essa base do Maluf e a direita bolsonarista", diz ele. "Houve uma permanência grande das gerações nesses bairros, que foram ficando na região e passando esses valores", afirma.

O conservadorismo moral permaneceu, segundo Barbosa. O que mudou é que a direita da região hoje se alinha a valores mais liberais na economia, que não eram tão presentes na década de 1980.

Pierucci, o sociólogo que estudou o malufismo, dizia que os eleitores de Maluf queriam um Estado realizador, que fizesse muitas obras e garantisse a segurança. E que eles eram anti-igualitários —se sentiam ameaçados pelos migrantes nordestinos, por pessoas em situação de vulnerabilidade, pelos homossexuais, entre outros grupos marginalizados. Uma descrição que não dá conta de explicar o jairzismo, mas que também é observada neste grupo.

Nas redes sociais, com frequência surgem comparações entre Tarcísio e Maluf. Ambos compartilham um discurso duro no campo da segurança pública e trabalham o marketing político em torno da ideia de que fazem acontecer – que conduzem grandes obras e projetos.

"Esse combo de realizador com foco na segurança é malufista. Só tira o elemento da corrupção", diz Barbosa. "Tarcísio conseguiu formar essa imagem de realizador, foi ministro de Infraestrutura. Essa imagem também era a de Maluf, a de um engenheiro sempre realizando grandes obras. Esse aspecto de colocar o capacete e verificar as obras remete muito, mexe com esse imaginário malufista."

A direita bolsonarista, inclusive o próprio ex-presidente, exalta frequentemente a capacidade de Tarcísio de realizar projetos. O governador também costuma publicar nas redes sociais conteúdos gravados em visitas às obras, muitas vezes vestindo capacete e colete. 

Uol

Viver é Perigoso

PORQUE HOJE É DOMINGO


Viver é Perigoso

COMO ANTIGAMENTE

 


Viver é Perigoso

DREAM IS DEAD



" Rock in Rio terá hora sertaneja com Chitãozinho e Xororó, Ana Castela, Luan Santana e Simone Mendes. Definitivamente, o sonho acabou. "

Carlos Castelo

Viver é Perigoso

MOMENTOS MÁGICOS


Klaus Mäkelä é um maestro e violoncelista finlandês nascido em 1996. Atualmente é regente titular da Filarmônica de Oslo, diretor musical da Orquestra de Paris, parceiro artístico e regente principal nomeado da Royal Concertgebouw Orchstra e diretor musical designado da Orquestra Sinfônica de Chicago.

Viver é Perigoso

AO QUE TUDO INDICA...



Ao que tudo indica, Zema estará em Itajubá durante a campanha para a prefeitura. Ou seja: O partido Novo não deverá ter candidato a prefeito na cidade, mas certamente terá inimigo comum.
 
No fim de abril, durante o café da manhã com jornalistas, o governador Zema havia declarado:
“não vou subir em palanque nenhum” e “eu quero distância da eleição municipal”.

Ontem (4) durante evento do partido em BH, Zema pediu para que os filiados sejam candidatos nas eleições deste ano em suas cidades e afirmou à imprensa que vai participar das campanhas do partido, apenas. A exceção, segundo ele, será nas cidades onde a esquerda tiver chance de vitória: “Para os candidatos do Novo, vou sim apoiar as campanhas, e onde nós tivermos um inimigo comum à esquerda, muito provavelmente”.

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