Na segunda-feira (28) do mês passado a Federação Israelita do Estado de São Paulo reagiu à iniciativa de bolsonaristas de boicotar judeus que declararam apoio à reeleição do presidente Lula. Em nota oficial, a entidade afirmou repudiar qualquer iniciativa de constrangimento, discriminação ou boicote motivada por posicionamento político.
A manifestação é uma resposta à circulação, em grupos de mensagens da comunidade israelita, de uma lista com 1.306 nomes de empresários, artistas, intelectuais e jornalistas que assinaram um manifesto (31/8) em defesa da reeleição do petista. O documento foi divulgado em 31 de agosto.
Sob o título “Lista de judias e judeus para não se fazer negócios ou contratá-los”, o material sugere que os nomes incluídos sejam alvo de boicote.
Entre os citados estão a historiadora Lilia Schwarcz, integrante da Academia Brasileira de Letras, a arquiteta Raquel Rolnik e o advogado Fábio Tofic Simantob.
Na nota, a Fisesp ressaltou que a comunidade judaica é plural e reúne pessoas com diferentes convicções e preferências eleitorais. A entidade também afirmou que identidade religiosa e pertencimento comunitário não se confundem com filiação partidária ou escolha política.
A Fisesp reafirma seu compromisso com a liberdade de consciência, o respeito à diversidade de pensamento e a convivência democrática, princípios indispensáveis à preservação de uma comunidade unida, livre e plural.
Viver é Perigoso

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