Antes que me torne um eremita completo, ocuparei este espaço para falar e discutir um pouco, com simplicidade, sobre a vida, com suas alegrias e tristezas. Pode ser que acabe falando comigo mesmo. Neste caso, pelo menos prevalecerá a minha opinião.
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quarta-feira, 20 de novembro de 2024
CAUSÍDICO JURÁSSICO
TRAIDORES DA PÁTRIA
Editorial do jornal O Estado de São Paulo de hoje, 20/11/2024, sob o título "Traidores da Pátria.
" É de indignar todos os democratas deste País, sejam quais forem as identidades político-ideológicas que possam distingui-los, a revelação de que autoridades do governo do Sr. Jair e militares das Forças Especiais do Exército, além de um policial federal, teriam conspirado para assassinar, no fim de 2022, o então presidente eleito Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que à época acumulava o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral...
...O País só estará em paz quando, um por um, todos os traidores da Constituição, forem julgados por seus crimes sob a égide do mesmo Estado Democrático de Direito contra o qual insurgiram."
Para entender:
Aconteceu uma conspiração.
CANTINHO DA SALA
ZÉ FERINO E A SELEÇÃO
Bom, algumas peças devem ser trocadas na seleção. O goleiro costuma falhar nos momentos importantes. Laterais não existem. Dupla de área é insegura. O meio de campo é zero em criatividade. O centro-avante é esforçado, mas incapaz de uma boa jogada individual. Os pontas, direita e esquerda, até que não são de tudo ruins, mas devem se ater a frequentar as laterais do campo, batendo lateral e escanteios. Quando muito, dando uma recuadinha para ajudar o lateral. Técnico ? tem que acabar no País esse negócio de ser um tipo de capitânia hereditária. Todo técnico brasileiro quer levar um filho para auxiliar na beira do gramado. E mais, jogador bom não usa sobrenome. O ideal é um nome só, sem diminutivo e de preferência usar um apelido. Mas o pior de tudo é ter jogador do time da gente jogando na seleção adversária. Ultimamente os brasileiros torcem mais para uma boa atuação do craque do seu time do que uma vitória da seleção, que entram no gramado com uns caras que a gente nunca ouviu falar.
Viver é Perigoso
PARA ONDE VAI O BARCO
PARA ONDE VAI O BARCO ?
terça-feira, 19 de novembro de 2024
A ARTE DO REENCONTRO
Momentos mágicos vividos pelos formados na Nossa Escola em 1959. De longe observando no Deck, familiares e amigos girando em torno do Helcio Amaral e Paulo Costa. De longe tentei achar o Luiz Garcia da Algar ou o Chicão Preto da Pousada do Rio Quente (fiquei sabendo que não puderam vir).
Fiquei imaginando os momentos vividos por eles e seus colegas no ano de formatura.
Na certa estavam acompanhando a construção de Brasília, assustados com os destrambelhos do Janio Quadros na sua busca pela Presidência da República. De longe de olho na visita do recém-revolucionário Fidel Castro, já em briga com os americanos e visitando o Brasil. Quase todos sem entender a rebelião de alguns oficiais da aeronáutica com a revolta de Aragarças.
Os rádios das repúblicas em que moravam, repetiam a Cely Campello e seu Estúpido Cupido. Os mais apaixonados fechavam os olhos ao ouvir Smoke Gets in Your Eyes, com o The Platters. Os mais bagunceiros, no bom sentido, insistiam com o Bienvenido Granda e o meloso Perfume de Gardenia.
Deviam estar eufóricos com o título de campeão itajubense conquistado pelo Itajubense dos irmãos Castro e não muito, com o primeiro campeonato brasileiro que teve, imaginem, o Bahia como vencedor.
Os mais estudiosos comntavam a descoberta do transistor pelo Bell Labs, sem imaginar a revolução que aconteceria com a eletrônica.
Muitos já "amarrados" como se dizia, curtiam no escurinho do cinema, Charlton Heston se equilibrando na biga do Ben-Hur, ou vibrando com o John Wayne em Rio Bravo. Outros assistiam por duas vezes o Yul Brinner e a Gina Lollobrígida, no Salomão e a Rainha de Sabá. Os mais lidos, faziam fila para ver a Marilyn Monroe em Quanto Mais Quente Melhor.
Claro que existiam os intelectuais que de mão em mão, passavam o livro "A Sangue Frio", do Truman Capote, ou "O Leopardo" do Giuseppe di Lampedusa, e até "O Tambor", do Gunter Grass, todos adquiridos através de uma controlada "vaquinha", na Casa Lucy.
Enfim...viveram momentos sublimes.
Ah ! acordei com a conta apresentada na minha mesa pelo garçon.
Viver é Perigoso






