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terça-feira, 22 de setembro de 2026

O QUE SERÁ?

 

Viver é Perigoso

MOMENTOS MÁGICOS



1970 - For You Blue, era conhecida como "George´s Blues". 

George sempre foi o Beatle mais disposto a desenvolver suas habilidades musicais, e foi assim que ele estabeleceu amizades próximas com músicos tão diferentes quanto Ravi Shankar e Eri Clapton. Isso também o levou a fazer experiências constantes com diferentes afinações, instrumentos e modos de tocar.

Escrita para Pattie (Pattie Boyd), "For You Blue" era blues tradicional. 

O comentário de George sobre ela foi: "É uma música simples seguindo todos os princípios normais dos doze compassos, exceto por ser otimista"

Blog: George, o Beatle preferido do zelador.

Viver é Perigoso

PRÁ PENSAR



"Um idealista é alguém que, ao perceber que uma rosa cheira melhor que um repolho, conclui que ela também dará uma sopa melhor."

Mencken

Viver é Perigoso

TOMOU O BARCO

 


Tomou o barco o pintor Carlos Alonso, o mestre que traduziu em cores a dor e a memória da Argentina. Alonso nasceu em 1929, em Tunuyán, Mendoza.

O renomado artista plástico, autor de uma obra marcada pela preocupação política e social, partiu aos 97 anos na província de Córdoba.

Durante a última ditadura vivida pela Argentina, após o sequestro e o desaparecimento de sua filha Paloma Alonso Fauvety, que tinha 21 anos, o pintor deixou o país. Viveu no exílio na Itália e na Espanha. Retornou em 1981.

Reconhecido internacionalmente, seu legado é uma obra marcada por traços neoexpressionistas que revelava, em linhas e cores, suas preocupações políticas e sociais, bem como as feridas abertas pelo autoritarismo e pela violência. 

Alonso, comentou que jovem, o que viu na província de Santiago del Estero, no norte da Argentina, marcou sua trajetória e em certo sentido mudou completamente sua linguagem”, : 

“Ali descobri crianças com fome; crianças com as barrigas inchadas de fome. Descobri a miséria e as dificuldades de sobrevivência. Em certo sentido, tudo isso mudou completamente a minha linguagem. Acredito que o artista tem certo grau de responsabilidade para com a comunidade a que pertence. Escolhi refletir a necessidade de retratar o que acontecia em situações de emergência, em situações de pobreza, em situações que não correspondiam à capacidade, à possibilidade, à imagem ou ao desejo que se tinha do próprio país. "

Partiu um artista que conseguiu representar a dor própria e a tragédia coletiva como poucos.

El País

Viver é Perigoso

CANTINHO DA SALA

 

Maria Perez Simão

O tradicional leilão beneficente do Pivô, centro cultural no térreo do edifício Copan, em São Paulo, arrecadou R$ 2,34 milhões, com 78 obras — de um total de 128— arrematadas desde o início da venda, no fim do mês passado.

A obra mais cara foi uma aquarela de Maria Perez Simão, com lance inicial de R$ 89,1 mil e preço final de R$ 156,1 mil. 

A artista, em momento de ascensão no mercado turbinado por sua representação pela galeria americana Pace, uma das maiores do mundo, também teve a segunda obra mais cara no pregão, outra aquarela de R$ 140,1 mil.

Os outros dois trabalhos mais disputados foram de Antonio Társis, artista que esteve na útima Bienal de São Paulo, no leilão com uma obra que foi de R$ 36,3 mil a R$ 63,3 mil, e uma obra de Pedro Neves, que saltou de R$ 14 mil para R$ 33 mil no decorrer das vendas.

A terceira peça mais cara a encontrar um comprador nesta 15ª edição do leilão do centro cultural, foi uma obra realizada em parceria pelos artistas Gokula Stoffel e Paulo Monteiro, que saiu por R$ 92 mil. 

Viver é Perigoso

JUÍZO MOÇADA !



Mesmo sem a permissão do Julián Fuks, alguns trechos foram retirados de sua coluna publicada hoje (22) no Uol e tentam mostrar um retrato do momento eleitoral ora atravessado.


"... Que o bolsonarismo é uma forma de fanatismo, a busca de uma certeza equívoca num mundo que se fez complexo, a recusa da razão em nome de uma mentira mais simples. 

Que é a expressão política do ressentimento, da frustração de uns homens que queriam um futuro mais próspero para si mesmos, e que tudo tumultuam quando não o obtêm. 

Que é a manifestação de um ódio também, ódio por tudo aquilo que o sujeito não reconhece, ódio por transformações sociais e culturais que o excedem e o amedrontam. 

Ou que é em alguma medida a sublimação disso, a conversão do ódio num tipo estranho de encantamento, de pertencimento, recuperação da fantasia no universo político, mesmo que para isso precise se valer da mentira como método

Esse bolsonarismo hoje é  mais sutil, mais ameno em aparência, hoje as ruas estão vazias e são mais suaves os embates nas redes. E ainda assim as pesquisas apontam uma horda impressionante de eleitores dispostos a votar naquele mesmo projeto destrutivo e caótico.

O bolsonarismo já não tem o mesmo poder de engajar e insuflar os seus apoiadores, e no entanto parece ter se consolidado como força eleitoral perene, resistindo até à condenação e aos vexames sucessivos de seus líderes. 

 E já sabemos nós que é preciso desmontar essa bomba com urgência.

Julián Fuks

Viver é Perigoso

EM BOA HORA



Os clubes da Série A do Brasileirão aprovaram, ontem, uma redução gradual no limite máximo de estrangeiros por jogo.

O plano terá início já em 2027, com o limite caindo de nove para oito jogadores por partida, e a meta final é chegar em cinco em 2030.

Cinco clubes, da chamada elite nacional, ultrapassam o limite atual de nove estrangeiros:

Athletico (11)

Botafogo (11)

Vasco (11)

Flamengo (10)

Grêmio (10)

O Flamengo, assim como o Bahia, votou contra a redução de estrangeiros.

Blog: Sobre o mesmo procedimento para técnicos, não foi falado nada.

Viver é Perigoso

ZÉ FERINO


Conversa molhada com o Sr. Zé Ferino nesta manhã chuvosa de terça, na Barraca de Pastel da Feira Livre da Boa Vista, é claro.

- E aí Sô Zé, como vão as coisas ?

- Camarada, baixou hoje em mim uma lembrança do final de 1963 e início de 1964. As coisas no País estavam tão bagunçadas como agora. Instituições desacreditadas, tudo ao léu

- E aí ?

- Rogamos pelo golpe militar, que viria para fechar o Congresso, tribunais, zerar tudo e reconstruir com bases sólidas. Pois é...deu no que deu. Passado o curto momento de esperança veio a desgraceira do AI-5 em 1968.

- Pois é, neste final de semana aconteceu um reencontro, com um almocinho esperto, dos companheiros do passado. Claro que faltaram muitos que já tomaram o barco. Alguns deles são de opinião que precisa acontecer uma avalanche para que o País tome um rumo certo e para isso acredite, começaram a achar que para isso acontecer, o primeiro passo seria a eleição do Sr. Zero 1.

- Estão brincando ?

- Não. O descalabro seria tanto que levaria o povo para as ruas e aconteceria uma revolução de verdade, colocando a casa em ordem. Resumindo, terá que piorar muito para melhorar.

- Desculpe-me Sr. Zé, mas estou fora dessa.

Viver é Perigoso