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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

TELA QUENTE

 
Ontem revi o filme “ Pequena Miss Sunshine”. Observando mais atentamente o filme percebi que ele mostra como a sensibilidade também é irmã da coragem e somente ao seu lado revela sua maior beleza.
Nesse filme, uma família de perdedores tenta levar a pequena filha a tempo para um concurso de beleza para meninas pequenas, chamado Miss Sunshine.
O pai, especialista numa fórmula de sucesso, é um fracassado que não consegue vender sua fórmula a ninguém. Mas, ainda assim, insiste em educar sua família com seus (nove passos).
A mãe, uma garçonete que só consegue trazer para casa frangos fast-food baratos, permanece doce e atenta aos filhos.
Um avô, pai da mãe, que vive com eles, cheira cocaina e lê revistas pornô.
Um tio, irmão dela, também acaba indo com eles,, depois de tentar se matar porque foi abandonado pelo amante jovem que o trocou por outro professor, agora mais famoso do que ele.
Um filho mais velho que não fala com ninguém e quer ser piloto de caça, mas não poderá porque é daltônico.
E, finalmente, a candidata a Miss Sunshine, pequena, doce, carinhosa e sonhadora.
Todos viajam numa Kombi amarela quebrada cuja buzina toca o tempo todo.
Mas, ao final e ao longo do filme, a família se revela amorosa e atenta uns aos outros. E sobrevive de forma bela ao esmagamento que é a ordem do mundo.
E nos mostra que “Os homens são como nozes, só revelam o seu melhor quando são esmagados”. O valor da vida se arranca das pedras.
Você se lembra? 


Bah

SOB A LUZ DE VELAS

 
Aquele que mantém a calma diante de todas as adversidades da vida mostra simplesmente ter conhecimento de quão imensos e múltiplos são os seus possíveis males, motivo pelo qual ele considera o mal presente uma parte muito pequena daquilo que lhe poderia advir: e, inversamente, quem sabe desse fato e reflete sobre ele nunca perderá a calma.

Arthur Schopenhauer,

RAY - BAN

La Piovani

E AGORA JOSÉ ?

O ex-ministro José Dirceu afirmou ontem, que a decisão do relator Joaquim Barbosa de apreender os passaportes dos 25 réus condenados no processo do mensalão "é puro populismo jurídico e uma séria violação aos direitos dos réus ainda não condenados". "É tentativa de intimidar os réus, cercear o direito de defesa e expor os demais ministros ao clamor popular"
 
Blog: ... ainda não condenados ? Êpa !
 
ER

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

SOB A LUZ DE VELAS


Tem sempre aurora em algum lugar.

Millôr

MOMENTOS MÁGICOS



Paradoxalmente, um dos discursos mais inspirados da história da humanidade foi realizada por um comediante fazendo o papel do ditador mais odiado. O clássico discurso inspirador de Charlie Chaplin ao final do  "O Grande Ditador

Mdig


PHOTOGRAPHIA NA PAREDE

Lauren Bacall, Humphrey Bogart e Marilyn Monroe

VIDA DE CACHORRO

Outro dia eu estava em São Paulo e tinha uma reunião próximo da Av.Paulista com a Al. Santos.
Desci do Metro e fui caminhando pela larga calçada. Era pouco menos que 8.00 horas e tinha muita gente na rua. Todos parecendo estarem atrasados para algum compromisso, caras de cheque especial estourado e muito agasalhados, o que é normal em São Paulo pela manhã, pois nunca se sabe, em termos climáticos, o que irá acontecer.
Um latido fraco, porém nervoso e cheio de coragem me chamou a atenção e fez parar.
Um Senhor, com mais ou menos uns 50 anos, boa feição, magro, maltrapilho, barbado e com cabelos desgrenhados, dormia deitado na calçada, utilizando o degrau da porta, não utilizável de um banco, como travesseiro.
Ao seu lado, impedindo a aproximação de qualquer pessoa, latia valentemente sem parar, o seu caõzinho amarelo, tão magro quanto o dono.
As muitas pessoas que passavam, inclusive eu, diminuiam os passos para observar a cena.
Veio á minha mente, de imediato, o instinto de lealdade daqueles dois companheiros. O Senhor ali deitado, dormindo com uma expressão tranquila, com a certeza de estar sendo guardado por um amigo fiel. Possivelmente foi levado àquela situação por uma desilusão muito forte. Entregou os pontos.
Sobrou-lhe o cachorrinho, com quem com certeza repartia as migalhas que lhe eram dadas, restos de restaurantes, etc
O Cãozinho poderia ir embora a qualquer momento, com certeza receberia mais cuidados em qualquer lugar. Até sozinho, possivelmente teria mais conforto. Mas não.
Que esperança de dias melhores poderia passar pela cabeça dos dois ? Talvez o que os trazia tão ligados um ao outro, fosse justamente a ausência de esperanças.
As verdades são colocadas de modos diferentes a nossa frente, diariamente. Basta observar a natureza. O que insistimos em não fazer.
 
Publicada no "viveréperigoso" em 28/10/2009
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