Do meu conhecimento, o melhor nadador de piscina, com técnica, tempos cronometrados e um baú de medalhas, da cidade, continua sendo o Gustavo Faria.
Mas sou do tempo em que na terrinha existia tão somente três piscinas e longe de estarem preparadas para competições. (na verdade creio que ainda não temos).
Tinha a do batalhão, a da Imbel e a (quase um tanque) do sítio do Sr. Ítalo Mandolesi, alí pelas bandas do bairro da Piedade.
Eram para poucos.
As primeiras caravelas itajubenses ainda não tinham desembarcado e tomado Ubatuba. Alguns frequentavam Caraguatatuba.
Tivemos grandes "piscinas naturais" na cidade:
"Poço da Pedra", no bairro do Porto Velho, o "Poço da Bombinha", próximo ao campo do Yuracan, o poço da "Popóta", no bairro da Avenida, próximo ao Asilo, o Poço da Prainha, no final da Rua Felipe Pizzuto, na Boa Vista e o famoso "Poço do Vasquinho", também na Boa Vista.
Piscina para a classe média (nós) surgiu quando da inauguração da Praça de Esportes. Lá estavam o Sr. Alvaro Mandolesi, o Roberto Lamoglia e o Califa.
O maior nadador de rio que conheci foi o Dadona, do bairro da Avenida (fomos companheiros no Estrela Azul).
Megulhador ? O "grande "Queixada", da Boa Vista, era imbatível.
Muitos nadavam pelados para não chegar em casa com o calção molhado. Era levar "cascudo" da mãe, na certa.
A grande dificuldade e diversão, quando dentro d´agua era desviar da enorme quantidade de "capitães" que desciam flutuando rio abaixo.
Os estilos eram bem definidos: braçada, rancão e cachorrinho, estes dois últimos para os principiantes.
Bons tempos.
ER