Virgolino Ferreira da Silva nasceu em 1897 no município de Vila Bela, atualmente Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. Seu pai, por motivos políticos, foi assassinado pela polícia a mando da família Nogueira. O jovem Virgolino resolveu fazer justiça pelas próprias mãos e matou quase toda a família adversária. Fugindo pelo sertão nordestino acabou entrando para o bando de Sinhô Pereira.
Posteriormente juntou o seu proprio bando e durante 19 anos aprontou escaramuças pelos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Sergipe.
O seu bando roubou, sequestrou, assassinou e por tratar bem os miseráveis virou lenda, como se fosse um Robin Wood do sertão.
Numa famosa entrevista concedida em Juazeiro, disse: " Para manter o meu grupo, peço recursos para os amigos e tomo à força dos que negam a prestar-me auxílio".
Tinha 49 homens bem armados e conhecedores de toda a região. Chegou a ter 30.000 soldados em sua caça. Seus principais cangaceiros foram: Corisco, Cabeleira, Brilhante, Meia-Noite, Xumbinho e Volta Seca. Quase todos carregavam no bando as suas mulheres, como Maria Bonita (Lampião) e Dadá (Corisco).
O bando foi dizimado no dia 28/7/1938 na Fazenda de Angicos, no Sergipe, em emboscada armada pelo Ten. Bezerra, Sargento Aniceto e 50 soldados, da polícia sergipana (macacos, como os cangaceiros os chamavam). O casal Lampião e Maria Bonita teve uma filha (Expedita) e tem muitos descendentes em Pernambuco.
Ontem, em Belo Horizonte, morreu o último dos cangaceiros do bando de Lampião. Moreno (Antonio Inácio da Silva) faleceu com 100 anos. Era casado com a companheira de lutas Jovina Conceição (Durvinha), que havia falecido em 2008.
Lampião e seu bando viraram lenda. Para uns, bandidos. Para outros, heróis.
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