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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

MOÇO BONITO



Completam hoje cinco anos que o Ivanzinho tomou o barco.

O Ivan Pereira Junior, da Edna, da Flávia, da Fabiana, amado pelos netos, por todos da família, pelo pessoal da cidade e por toda a Boa Vista.

Irrepreensível cidadão.

Foi Vereador atuante numa das Câmaras mais combativas e lúcidas que tivemos na terrinha.

Poucos se lembram, quando heroicamente aceitou a duríssima missão de dirigir a Secretaria Municipal de Finanças no inicio da primeira gestão do Prefeito Chico.

Finanças municipais esfareladas. Salários dos funcionários públicos com três meses de atraso. Dívidas e descrédito.

Praticamente deixando de lado o seu tradicional escritório de contabilidade, batalhou dia e noite pelo saneamento das contas públicas.

Lutou incansavelmente até o momento que julgou necessário. Seu nome, certamente está escrito na Galeria dos Itajubenses que prestaram relevantes serviços públicos.

Personagem marcante, com seu Pai Ivan e seus irmãos nas contabilidades de empresas da cidade. Sinônimo de correção e seriedade.

Família, entre as mulheres, voltada para a Educação. Dona Zequinha, sua mãe, suas irmãs, suas filhas e a esposa Edna, que em determinado momento, de forma notável, conduziu a Secretaria Municipal de Educação.

Foi presidente do Vasco Futebol Clube e um dos grandes responsáveis pela existência do Campo de Futebol e instalações, localizados na Boa Vista.

Tive o privilégio e a honra de viver próximo do Ivan, por 60 anos.

Viver é Perigoso

11 DE SETEMBRO DE 2001 - MEMÓRIAS

John Chair - Memórias WCT - 2206

Muitos esquecem, mas antes do fatídico ataque terrorista que derrubou as torres gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, as proximidades foram objeto de um atentado em 26 de feveriro de 1993, quando um caminhão com 606 kgs de nitrato de ureia explodiu abaixo da torre norte. Matou 6 pessoas e feriu mais de mil.

No ano seguinte, um pouco por curiosidade, em Nova York, Sonia e eu visitamos o local, que aliás estava super bem policiado. Confesso que foi meio contra minha vontade, fui até a cobertura de um dos prédios do World Trade Center em Manhattan, Nova York. Não aprecio grandes alturas. Ficaram algumas lembranças. A visão lá de cima impressionava.

A exatos 25 anos, participava de uma reunião na Cabelte, com o computador aberto. Um colega chamou a atenção para um episódio que acabava de acontecer em Nova York. Buscamos maiores informações no noticiário e ficamos atônitos com o atentado. Foi comentário geral: O mundo nunca mais será o mesmo.

O quadro acima, do Sr. John Chair, é de 2006, é registro de um recorte de foto publicada em um jornal num dos dias seguintes ao fatídico 11 de setembro.

Da mesma série e com o mesmo tema, um quadro irmão ao publicado acima, também do Sr. John Chair, figurou na parede do apartamento do amigo Marcos Carvalho, enquanto esteve entre nós.

Memórias.

Viver é Perigoso

RÁDIO ELDORADO

 


Nesse oceano de notícias ruins, uma boa para variar. A Rádio Eldorado vai voltar ao ar no dia 7 de outubro próximo.

Depois de quatro meses fora do ar, a Rádio volta depois de quase 70 anos de sua fundação, desta vez, em parceria com o Grupo Porto. 

A rádio foi fundada em 4 de janeiro de 1958 pelos senhores Júlio de Mesquita Filho e Francisco Mesquita.

O áudio será transmitido de forma ininterrupta por meio do site da rádio e do app do Estadão. Alguns conteúdos não musicais da emissora (aqueles totalmente falados) terão transmissão em vídeo, ao vivo, pelo Youtube.

Ao longo da programação, permanecem os espaços dedicados a assuntos como gastronomia, cinema e literatura.

Sou daqueles que sempre buscava a Eldorado. Voltarei.

Viver é Perigoso

REFLEXÕES - PARA PENSAR



Dica do Amigo Walter Bianchi

Viver é Perigoso

SIGILO

 

Viver é Perigoso

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

MOÇO BONITO


Falar do Sr. Joseph Raymond Conniff não provoca muita emoção, mas esclarecer que se trata do Sr. Ray Conniff, revira o baú de lembranças.

O Sr. Joseph nasceu em Massachussets em 1916 e fez um curso de teoria musical por correspondência. Mais adiante tornou-se aluno da Julliard School, a Escola Superior de Música de Nova York.

Trombonista, passou a escrever arranjos para grandes cantores e em 1955, teve a oportunidade de formar a sua própria orquestra. Estilo de associar vozes com instrumentos lhe deu uma característica única. Em 1956, o seu primeiro disco solo "S Wonderful" vendeu milhões de cópias.

Ray Conniff fez um grande sucesso até o início da segunda metade da década de 1960, período em que seu som era ouvido em bailes de clubes, nas rádios e marcou época nas chamadas brincadeiras dançantes.
Não ficava ninguém sentado. As bonitas e os estudantes de engenharia já estavam dançando. Com a música do Ray Conniff iam todos os outros. Feios e as não muito simpáticas. Os apaixonados por amores impossíveis e os desiludidos.

Ali pelo início dos anos 60 o universo da moçada se resumia em dois paraísos: aos bailes do Diretório Acadêmico e as inesquecíveis brincadeiras dançantes. Eram realizadas nas residencias, normalmente por ocasião do aniversário de alguém. Não se levavam presentes e também, quase sempre, não tinha nada para beber ou comer.

Era só papear e dançar. Encostavam a mesa em um canto da sala e as cadeiras em outro e vamos embora. A eletrolinha Sonata esquentava. Ritmo? Só dava dois prá lá e dois prá cá.
Das 20:00 ás 23:00 horas. Horários rígidos.

Grandes amores, peito rasgado por ciúmes juvenis, mãos suadas e corações disparados. Homem com homem, naquela ocasião, eu nunca vi dançando. Mas mulher com mulher, já.
Namoros eram iniciados, relações restabelecidas e promessas descumpridas.

"Tábuas" (recusa a um pedido de dança) eram motivo de comentários por séculos.

O difícil era dançar olhando para as antigas fotografias dos familiares do dono casa, fixadas na parede. Cada cara feia...

Voltando ao Ray, ele fez sua primeira visita ao Brasil em 1969 e levou a platéia do Maracanãzinho ao delírio com "Aquarela do Brasil". Ficou ligado no Brasil e aqui voltou por onze vezes.

Ray tomou o barco em 2002, na Califórnia, vítima de um acidente doméstico.

Viver é Perigoso

DARK HOR$E

 

Viver é Perigoso

QUASE UMA CONCLUSÃO




"A luz que a experiência nos dá é a de uma lanterna na popa, que ilumina apenas as ondas que deixamos para trás."

Samuel Taylor Coleridge (1772-1834)

Viver é Perigoso