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quarta-feira, 2 de março de 2022

MOMENTOS MÁGICOS



"Quando parecer que a noite vai durar para sempre
E não houver mais nada a fazer a não ser contar os anos
Quando as cordas do meu coração começarem a se romper
E pedras, em vez de lágrimas, caírem dos meus olhos
Caminharei só ao longo do rio lamacento
E sonharei um sonho só meu
Caminharei ao longo do rio lamacento
E cantarei para mim um canto só meu."

Jerome John Garcia, simplesmente Jerry Garcia, um dos maiores símbolos da contracultura em todos os tempos. Líder por 35 anos do Grateful Dead.

Garcia, nasceu em 1942 e tomou o barco em 1995, tudo acontecendo na Califórnia. 

Seu corpo foi cremado e as cinzas lançadas, parte no Rio Ganges, na Índia e parte no oceano, de cima da Ponte Golden Gate.

Viver é Perigoso

GRAN CIRCO MOSCOU




“Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço, o que me coloca num nível mais elevado do que o de qualquer político.”

Chaplin

A história se repete:

Um homem vai ao médico, diz que está deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel. Conta que se sente só num mundo ameaçador onde o que se anuncia é vago e incerto. O médico diz: "O tratamento é simples. O Circo de Moscou está na cidade. Tem um grande palhaço. Assista ao espetáculo. Isso deve animá-lo."

O homem se desfaz em lágrimas. E diz: 

 - Mas, doutor... Eu sou o Palhaço.

Viver é Perigoso 

FALOU E DISSE :



Ser político é engolir sapos e não ter indigestão.

É aprender a sofrer humilhações todos os dias, em pequenas doses, até ficar completamente imune à ofensa global.

É esvaziar a tragédia atual com uma demagogia repetida de tragédia antiga.

É ver o que não existe e olhar, sem ver, a miséria existente.

É não ter religião e por isso mesmo cortejar a todas.

É no meio da mais degradante desonra, encontrar uma saída honrosa.

É nunca pisar nos amigos sem pedir desculpas.

É correr logo para a bilheteria quando a alguém grita que o circo pega fogo.

É flexionar a espinha, a vocação e a alma em longas prostrações ante o poder como preparação do dia de exercê-lo.

É recompor com estoicismo indignidades passadas projetando para história uma biografia no mínimo improvável.

É tentar nobremente a redistribuição os bens sociais, começando, é natural, por acumulá-los, pois não se pode distribuir o pão disperso.

E assim, por conhecer profundamente a causa pública e a natureza humana, estar sempre pronto a usufruir diariamente o gozo de pequenas provações e a sofrer na própria pele insuportáveis vantagens.

Millôr

Viver é Perigoso

terça-feira, 1 de março de 2022

TERÇA - FEIRA GORDA


Manacé José de Andrade, simplesmente, Manacéia, compositor carioca de 1921.

Desde criança frequentou os blocos carnavalescos "Quem Fala de Nós Come Mosca", "Quem Nos Faz é o Capricho" e "Vai como Pode", que mais tarde originariam o Grêmio Recreativo e Escola de Samba Portela.

Manacéia foi integrante da Velha Guarda da Escola, tendo composições que passaram à história com alguns dos maiores sambas.

"Quantas Lágrimas" maravilha composta pelo Manacéia, foi lançado em 1970 no disco produzido por Paulinho da Viola, "Portela, Passado de Glória". Não recebeu muita atenção. Em 1974 foi gravada pela Cristina Buarque e foi um sucesso. Já recebeu mais de 40 regravações.

Em sua homenagem, uma rua do bairro de Madureira passou a se chamar Rua Manacéia, uma estação do BRT do Rio de Janeiro do corredor trans-carioca e uma escola pública da rede estadual também receberam o nome do grande compositor.

Manacéia, tomou o barco no Rio de Janeiro em 1995.

Viver é Perigoso

NOSSA ESCOLA


A Nossa Escola (Unifei) foi inaugurada oficialmente em 23 de novembro de 1913. Mas foi no 1º de março do mesmo ano ( completando hoje 109 anos) que aconteceu a primeira aula.

Foi realizada nas dependências do antigo Ginásio de Itajubá, existente no local onde foi construído o prédio do Apollo e hoje tem um prédio residencial.

O Ginásio de Itajubá foi o primeiro sobrado construído na cidade, em 1904. Foi fundado por uma sociedade de beneméritos do ensino. O Ginásio foi dirigido pelo Dr. Belarmino de Menezes e, em seguida, pelo Dr. Theodomiro Santiago, que na época era recém-formado em Direito.

Demolido em 1925, no local foi construído o Cine Teatro Apollo, cedendo lugar para o Edifício Eulálio Pinto.

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NO FRONT

 


Viver é Perigoso

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

CLUBE ITAJUBENSE


Vejo na internet que está marcada, para o dia 13 de março - das 09:00 às 17:00 horas, eleição no Clube Itajubense.

A Chapa apresentada tem o Heleno de Oliveira e Silva como presidente e o Edson Nishimaki, como vice.

Fazem parte da chapa, muitos amigos, conhecidos. Gente do bem.

Curiosidade:

Hoje (28/2) completam 76 anos de uma reunião na Sede Social, que deu muita discussão.  Sob a presidência do Cel. Antonio Carlos Belo Lisboa, foi decidido transformar a associação, em Clube Itajubá S.A, com objetivos lucrativos e comerciais. Seria dado um prazo de 90 dias para os sócios exercerem o direito de compra das ações.

Não foi adiante. Em dezembro do mesmo ano, em outra Assembleia a decisão foi anulada. Caiu o projeto e o presidente Belo Lisboa.  Foi escolhida uma "Junta Governativa" para dirigir o Clube, composta pelos senhores Fortunato Pereira, Jayme Wood, José Ernesto Coelho e José de Lima Medeiros. Foi aprovada uma Sociedade por Quotas de Capital  (julho de 1947).

Pois é...

Viver é Perigoso

O MISTÉRIO DE LINDONÉIA

  


Quem nunca ouviu falar da Lindonéia ? Sempre intrigante.

"A Bela Lindonéia" ou melhor, "A Gioconda do Subúrbio" é uma obra enigmática do artista plástico Rubens Gerchman (1942/2008). Pode ser descrito assim:

O suporte é um espelho, no centro há o desenho de uma imagem feminina jovem, com marcas sombreadas, junto ao olho esquerdo, nariz e lábio inferior. Esse recurso da sombra pode ser simplesmente só a sombra, mas também sugere que tal pessoa possa ter sido agredida. Tal como alguém posando seriamente para uma fotografia 3x4, Lindonéia destila em seu olhar uma expressão de susto ou irritação. O desenho caricatural, de vertente serigráfica, e efeito pop nas cores alaranjado e preto, é emoldurado com motivos florais pintados no estilo rococó abrasileirado, kitsch, tal como os antigos entalhes nos vidros que cobriam os porta-retratos de casamentos de nossos avós.

Consta que Nara Leão encomendou a Caetano e Gil uma canção inspirada nesta obra.

Disse Caetano Veloso:

" Nara encomendou‑nos, a mim e a Gil, uma música que tivesse como tema ou inspiração um quadro do pintor Rubens Gerchman chamado Lindonéia, o qual representava, em traços distorcidos com dolorosa pureza, o que parecia ser a ampliação de um retrato três‑por‑quatro de uma moça pobre que ‑ dizia o texto‑título ‑ fora dada por perdida, emoldurada, à maneira kitsch dos retratos de sala de visitas suburbanas, por vidro espelhado com decoração floral. Gil fez a música um bolero entrecortado de iê‑iê‑iê ‑ e eu fiz a letra da canção, que manteve o nome “Lindonéia” e a história da suburbana desaparecida ".

O resultado é a conhecida composição em ritmo abolerado que Nara, de forma delicada, registrou em sua participação no disco do movimento tropicalista, "Tropicália ou Panis et Circenses " - 1968

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