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quarta-feira, 6 de abril de 2016

MOMENTOS MÁGICOS

A TRANSFORMAÇÃO DO JORNALISMO



Numa época em que se discute a crise da imprensa, os "Panama Papers" mostraram mais uma vez que o jornalismo é imortal. Durante seis meses, 376 repórteres de 109 redações em 76 países trabalharam em cima do banco de dados com 11,5 milhões de documentos da fábrica de offshores Mossack Fonseca e estremeceram a banca e a política mundiais com seus achados. Não houve qualquer vazamento, por mínimo que fosse.
O jornalismo não acaba porque se transforma. Sabe-se lá quando ele começou. Talvez tenha sido quando um macaco fez sinal para outro avisando que havia um leão atrás do arbusto. Quando seu negócio é a notícia, torna-se imortal.

Elio Gaspari

Blog: Não fosse o jornalismo investigativo o país não teria conhecido o mensalão, o petrolão e outros ãos, que ainda virão por aí.

Viver é Perigoso 

O BRASIL ESTÁ QUEBRADO !


"...Depois de registrar o maior déficit primário em duas décadas no mês de fevereiro de 2016, cerca de 2,1% do PIB no acumulado de doze meses, o Brasil está, sim, quebrado. A dívida pública, hoje acima de 70% do PIB segundo a metodologia do FMI, a única métrica comparável a de outros países – uma vez que a medida do Banco Central exclui parcela relevante da dívida pública de seu cálculo –, está em trajetória ascendente. Ainda que não se considerem as mais recentes tentativas no estilo “salve-se quem puder” do governo, o estoque bruto da dívida pública brasileira deve alcançar rapidamente os 80%.
A velocidade da deterioração fiscal tem sido espantosa – o que mata, aquilo que quebra é, sempre, a velocidade. Mas governo em fim de linha, governo descarrilado, não se importa com a velocidade. Ao contrário, para governo em fim de linha, quanto mais rápido, melhor. Quem sabe assim a ilusão de que a economia em frangalhos será reanimada sobreviva um pouco mais, ganhe adeptos, um pouco mais, ou mantenha os iludidos de plantão cegos pelos movimentos vertiginosos que não conseguem acompanhar.
O Brasil está quebrado. Para resolver os problemas que impedem a retomada do crescimento e do emprego será necessário enorme empenho em reestruturar o orçamento público, adotando medidas indigestas que muita indignação hão de gerar. Benefícios, programas sociais, regras de salário mínimo, benesses do BNDES, tudo isso terá de ser repensado e reformulado. Antes, tudo isso terá de ser explicado à sociedade. Para que se chegue ao consenso do que é necessário, será preciso explicar para a população brasileira porque as melhorias de vida que pensara ter alcançado eram apenas fruto de uma falácia, de um grande embuste. Embuste travestido de “preocupação com o povo, atenção aos pobres”. 
O Brasil está quebrado. Isso significa que a volta à realidade será dura, lenta, prolongada. Poderá se estender por muitos anos, a depender dos descalabros adicionais aos quais o governo estrebuchante nos submeterá. É essa a coisa da vida, de todos os dias, a economia. Sem trama e sem final.

Monica De Bolle - Estado
*Economista e pesquisadora do Peterson Institute for Internacional Economics

Viver é Perigoso

MÃO ÚNICA


terça-feira, 5 de abril de 2016

MOÇA BONITA

Flávia Torres
Um abraço Flávia.

Viver é Perigoso

ENQUANTO ISSO...


CARTA QUE RECEBI



Pois é, seu Zé...

Livros? Como não lê-los? 
Se não os lemos, como sabê-los?
(roubo descarado e adulterado de um poema do Drummond - mea máxima culpa).

Da lista confesso que só lí 1984 (algumas vezes), Complexo de Portnoy (há longo tempo), o Processo (releitura recente) e o Estrangeiro (a segunda vez em circunstância muito especial e traumática que me fez varar a noite lendo-o, de cabo a pavio, ou de fio a rabo).

Montanha Mágica, que tenho vontade de encarar, está aqui, na estante, me espiando com aquelo olhão de alemão toda vez que passo por lá. Não conseguí ainda juntar coragem para pegar o bicho a unha.

Ulisses: pois é, o Ulisses...fiz diversas tentativas de traçar o bicho (tradução do Antonio Houaiss), mas, lá pela terceira/quarta página desistí; todas as vezes. Comentando com amigos ao longo dos anos, constatei que vários, senão todos, passaram pela mesma aventura. Cosa fare, mio caro??

Proust se enquadraria na mesma turma da Montanha Mágica. Com a diferença que, a essa altura do campeonato, já desistí de tentar. Inda mais depois que lí uma resenha da recente tradução feita pelo Mario Sergio Conti. De qualquer maneira, acredito que ficará pras calendas embora eu saiba estar perdendo uma inigualável madeleine

Musil: nunca me veio à cabeça a idéia de ler algo seu. Por nenhuma razão especial. Simplesmente não me veio a vontade. Acho que vou tentar agora.

Conrad: Considero um grande autor, mas, os helicópteros do Coronel Kilgore cavalgando ao som das valquírias; o Martin Sheen colocando a cabeça fora d'água naquela meia sombra; o Dennis Hopper doidão no meio da selva e do caos; o Marlon Brando, gordaço, careca, murmurando nas sombras, quase incompreensivelmente "o horror, o horror", tudo isso e o resto das imagens do Coppola "matou" a narrativa literária do Conrad, trazendo-a para a segunda metade do século XX com mais vigor.
Opinião totalmente pessoal, claro.

E ficaram de fora obras nacionais que o Sr. João não considerou. 
Vamos por autor, sem ordem de preferência:
Guimarães Rosa - Sagarana e Grande Sertão
Dalton Trevisan - Obra completa, com destaque para Em busca da Curitiba Perdida
João Ubaldo Ribeiro - Sargento Getulio e Viva o Povo Brasileiro
Nelson Rodrigues - Obra completa, destaque para Engraçadinha
Rubem Fonseca - Grande Arte e Caso Morel
Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro
Alguns esquecidos (falha de neurônios já queimados e sem reposição), que só vou me lembrar, certamente, somente depois de enviar esse comentário pretensioso.

Abraços empoeirados

Marcos Carvalho

Viver é Perigoso

O NOVO SECRETÁRIO


A cidade tem novo Secretário de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, conforme informado pela Prefeitura. Trata-se do Engenheiro Vitor Fernando Miranda. Irá substituir o Ten Melo, que afastou-se para concorrer ao cargo de vereador.
O novo Secretário é natural de Santa Catarina. Estudou e foi professor em Itajubá. Sua esposa pertence a tradicional família da nossa cidade, onde voltaram a residir.
Pela sua formação e estilo tem todas as condições para colaborar para a, tão necessária, reaproximação do poder público municipal com a nossa Escola de Engenharia.
Não demorará muito para constatar que, ao contrário de afirmações recentes, a terrinha não eliminou a crise. O comércio, serviços e industria, como em todo o Brasil, passam e pelas previsões, ainda passarão por muitas dificuldades.
No segmento comercial, o momento está a exigir  muita criatividade. Para começar, que tal uma reformulação nas atrapalhadas Zonas Azul e Verde ?
No segmento municipal de serviços, torna-se imprescindível a "municipalização" dos serviços. Isto é, estabelecer preferências legais para que as empresas da cidade (lixo, limpeza, sinalização, assessorias, refeições públicas, e outras), vençam as licitações. Os recursos devem circular na cidade.
No segmento industrial, será fundamental buscar conhecer e ajudar de todas as formas possíveis a sobrevivência das empresas aqui instaladas. Defender os empregos no limite do possível.
E contrariando o Sr. Prefeito, ainda mais em ano eleitoral, não prometer novas empresas e milhares de empregos. Dificilmente acontecerá em 2016 e olhem lá, em 2017.
Oremos.

Viver é Perigoso