Deu na concorrida coluna social do Jornal do Litoral - Ubatuba
Depois de suportarem dois dias de sol, que por certo, decepcionou a todos, os itajubenses que lotam nossas praias estão esfuziantes com os três dias seguidos de chuvas leves porém intermitentes.
Prossegue o desfile na orla, de pessoas, normalmente em grupos, desfilando com guarda-chuvas em padronagens atualíssimas, seguindo a moda de final de inverno europeu. Predomina a cor pastel. Tanto em ligeiros estampados, como até mesmo caindo levemente para o xadrez.
O sucesso está no guarda-chuva masculino. Não nas cores, onde conservadoramente, como mandam as tradições sul-mineiras, prevalesce o negro.
A arte encontra-se no cabo dos guarda-chuvas.
Madeira nobre, quase sempre incrustada delicadamente de marfim de presa de elefante africano.
O importante é a história que envolve o cabo (do guarda-chuva).
Um médico oftalmo sul-mineiro, jura de pés juntos, que o cabo do seu protetor contra-chuvas pertenceu ao famoso Coronel Estevão. Ninguém duvida.
Um professor da Escola de Engenharia, garante que o seu foi presente recebido pelo seu Avô, de um ex-presidente da república.
Uma dama prova por fotografia que sempre leva consigo, que o seu guarda-chuva é o original da "Mulher de Bronze", cuja estátua encontra-se no cemitério local.
Um conhecido comerciante da aprázivel cidade sul-mineira, garante que o seu guarda-chuva é o mesmo com que o estadista Zé Dirceu foi agredido em Brasília, em passado recente.
Um pouco de tristeza, somada com decepção, é demonstrada pelos abastados visitantes.
Razão: A TV informa que vem por aí bom tempo.
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