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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

TAMBÉM FUI SORTEADO

O zelador residente há séculos nas margens ex-plácidas do Rio Sapucaí, também recebeu a tal cartinha do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, mais precisamente, da Secretaria do Patrimônio da União e para ser direto, da Superintendência do Patrimônio da União em Minas Gerais, informando da necessidade do cadastramento dos imóveis localizados nos terrenos marginais do nosso Rio.
Entenda-se por margens, praticamente toda a área atingida pelas enchentes.

Providência do zelador: Enquadrar a correspondência imediatamente no artigo sexto e para lá foi encaminhada.

Assunto velho e requentado. Lei Federal de 1946 (pré-zelador). 

Longe de pregar desobediência civil, mas trata-se de mais um caça-níquel do governo.

Prato cheio para os candidatos nas próximas eleições. Será tema de campanha de todos.

Esqueçam.

ER

PHOTOGRAPHIA NA PAREDE

Ernest Hemingway e Antonio Ordóñez -  Madrid
Ernest Miller Hemingway, escritor americano (1899/1961), foi ganhador dos Prêmios Pulitzer e Nobel de literatura. Era conhecido por ser um escritor de histórias curtas, além de também ter sido jornalista.  Hemingway se destacou pelo seu estilo econômico de escrever com poucas palavras, mas sempre de forma significativa.
Ontem, em entrevista para a Folha, o grande escritor israelense Amós Oz, falando sobre a literatura na internet, afirmou que independente do tamanho do texto, se são bons, são literatura. Segundo Amós, o menor conto de todos os tempos foi escrito por Ernest Hemingway: " À VENDA: SAPATOS DE BEBÊS, NUNCA USADOS". Uma linha, e é uma história poderosa.

ER

SENTIMENTO NA SACOLINHA AMARELA

Ouvido hoje no cruzamento do Alvoradão e o Bretas, na Boa Vista:

- Ô cumpadre, dei uma olhadinha no Supermercado novo. Ficou bonito e tem estacionamento reservado para idosos. Pela lotação, só gente com mais de sessenta vai às compras na terrinha.

- Éh... também dei uma olhada lá e apreciei. Mas tem uma coisa: O Marcão e a Cibele me atendenram tantos anos, que fico sem jeito de virar a casaca. Se eles me pegam saindo carregado lá do chileno, não terei onde enfiar a cara.

- Faz como um médico amigo meu: óculos escuro (mesmo de noite), boné enterrado na cabeça e capa de chuva daquelas de detetive (com gola levantada).

- Já decidi: Vou continuar com o Marcão.

ER 

NADANDO DE BRAÇADA

PROCURA-SE: LUGARES PARA GASTAR DINHEIRO

O  assunto "loucuras dos brasileiros para queimar dinheiro" está sendo abordado pelo diário International Herald Tribune, a versão internacional do nova-iorquino The New York Times. Afirmam que o mercado de luxo está vivendo um tal boom no país que, em breve, faltará oferta para tanta procura.
Dizem: "Com uma economia que cresceu 7,5% em 2010, os brasileiros – em particular os moradores das grandes metrópoles na metade sul do país – têm bastante dinheiro para gastar. Em breve, porém, parece que não terão mais lugares suficientes onde gastá-lo".
O texto chega a se perguntar se "a onda da moda (alta costura)" no Brasil está "suplantando a sua cultura de praia".
Segundo uma consultoria citada no especial, Bain & Co., de Boston, o mercado de luxo no Brasil já atinge o valor de US$ 2,5 bilhões, e a expectativa é de que cresça a uma taxa de 10% a 15% ao ano nos próximos cinco anos – dois a três vezes mais rápido que na Índia, para efeito de comparação.
"Mas por questões de tradição e de segurança, à exceção de um pequeno número, quase todas as compras de bens de luxo são feitas em shopping centers. E apesar da economia em crescimento e de uma população estimada em 203,5 milhões de habitantes, o país tem apenas 418 shoppings com mais de 5 mil m²", afirma a reportagem.
"Isto significa 10 mais que em 2010, mas o ritmo de construção não está acompanhando a demanda, e a falta de espaço de varejo está se tornando um desafio para as grandes marcas de luxo ávidas em se expandir para este mercado em crescimento."
E tem mais:  Comparado com os shoppings centers vazios na China, as lojas de departamento da Rússia e o caos das lojas no centro de Nova Déli, o ambiente de compras nos zonas de compras e shoppings brasileiros é uma "colmeia de comércio glamouroso".
Diferente dos indianos e chineses, que têm mais tradição de poupar, os brasileiros gostam de gastar e os mais ricos não se incomodam em ostentar seu dinheiro, afirma o jornal.
A vaidade e a disponibilidade de pagar mais, mas também as altas taxas de importação, são fatores que contribuem para os preços exorbitantes dos produtos de luxo no Brasil, muito mais altos que nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo.
Entretanto, diz um lojista entrevistado na reportagem, os ricos brasileiros não se importam de pagar mais desde que tenham acesso às melhores mercadorias com rapidez e facilidade.
E os efeitos do alto poder aquisitivo de uma parte dos brasileiros também se nota no exterior, especialmente nos Estados Unidos, onde são os principais clientes de diversas lojas. (deu na BBC)

Blog: Me incluam fora dessa por razões óbvias. Aspectos para serem observados:

1 - Tudo o sobe acaba descendo.
2 - Ò povinho bôbo.
3 - E os comerciantes ainda benefícios públicos

ER

FRASE DO DIA

"Enquanto alguns anos atrás estudantes se movimentavam em prol de uma melhor política estudantil e pública; enquanto na atualidade presenciamos movimentos pelo mundo todo para forçar uma mudança do modelo econômico; no Brasil, uma (minoria) gangue de universitários faz barulho para reivindicar o direito de praticar crimes em público."

Mdig

COM A MÃO NA BOTIJA

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SOB A LUZ DE VELAS


"Em qualquer magistratura, é indispensável compensar a grandeza do poder pela brevidade da duração."

Montesquieu

ESTÁ TUDO DOMINADO

Por uma questão de igualdade de tratamento: Diariamente políticos e funcionários públicos estão sendo denunciados por desvios, etc, etc.
O outro lado também não fica atrás.
São recursos que poderiam ser destinados para a saúde, educação, estradas e segurança. A taxação é pesada no país e creiam, para muitas empresas, o que sobra é o sonegado. Não se trata de nenhuma novidade.
Pior: Do assunto, não veremos nada na "Veja".

Deu na Folha de hoje: Operação em 16 Estados e DF aponta sonegação fiscal de R$ 1,5 bi

"Uma operação conjunta das secretárias da Fazenda de 16 Estados e do Distrito Federal e das representações do Ministério Público nesses entes federados, realizada nesta quarta-feira, resultou na denúncia de R$ 1,5 bilhão em crimes de sonegação fiscal.
Nas ações geradas a partir de uma investigação que teve início em abril deste ano, foram denunciadas 473 empresas e 765 pessoas  - cujos nomes não foram revelados. Responsável por coordenar a operação, o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas não tinha, até agora, informações sobre mandatos de prisão expedidos nos Estados.
A maior parte dos crimes se referem à sonegação de ICMS. Ao todo, os investigadores apuraram R$ 16,4 bilhões em multas e outras representações fiscais de crimes de sonegação que não foram ainda alvo de denúncia. "

Folha