Translate

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

PERIGOSAMENTE COMPLETAMOS 6000 POSTAGENS

Pois é, com ajuda dos amigos completamos com esta, 6.000 postagens no "viver é perigoso". Confesso, que nesse último agosto", temi pela continuidade do blog.
O zelador tem ficado muitos dias distante da base. Mas setembro chegou e com ele novas perspectivas.
Grato pela sua companhia diária e pelas postagens enviadas.
E como disse um famoso filósofo português, há muitos anos numa rua de São Paulo:
Independência ou Morte !

ER   

HERÓI. MORTO. NÓS.

Aproveitando o som das marchas e dobrados, os foguetes, o rufar dos tambores e as bandeiras tremulando ao vento, lembramos da Crônica publicada pela Folha em 1º de setembro de 1977. Foi escrita pelo jornalista Lourenço Diaféria (1933/2008). Pela crônica, Diaféria foi preso pelo regime militar. Durante algumas semanas a Folha deixou em branco o espaço destinado ao colunista em repúdio à sua prisão.

Para os que não se lembram (com certeza a maioria), a crônica comentava o heroísmo do Sargento Silvio Delmar Hollenbach, que em agosto/77, pulou num poço de ariranhas no zoológico de Brasília para salvar um menino. A criança se salvou, mas o militar morreu. 

"Não me venham com besteiras de dizer que herói não existe. Passei metade do dia imaginando uma palavra menos desgastada para definir o gesto desse sargento Sílvio, que pulou no poço das ariranhas, para salvar o garoto de catorze anos, que estava sendo dilacerado pelos bichos.
O garoto está salvo. O sargento morreu e está sendo enterrado em sua terra.
Que nome devo dar a esse homem?
Escrevo com todas as letras: o sargento Silvio é um herói. Se não morreu na guerra, se não disparou nenhum tiro, se não foi enforcado, tanto melhor.
Podem me explicar que esse tipo de heroísmo é resultado de uma total inconsciência do perigo. Pois quero que se lixem as explicações. Para mim, o herói -como o santo- é aquele que vive sua vida até as últimas consequências.
O herói redime a humanidade à deriva.
Esse sargento Silvio podia estar vivo da silva com seus quatro filhos e sua mulher. Acabaria capitão, major.
Está morto.
Um belíssimo sargento morto.
E todavia.
Todavia eu digo, com todas as letras: prefiro esse sargento herói ao duque de Caxias.
O duque de Caxias é um homem a cavalo reduzido a uma estátua. Aquela espada que o duque ergue ao ar aqui na Praça Princesa Isabel -onde se reúnem os ciganos e as pombas do entardecer- oxidou-se no coração do povo. O povo está cansado de espadas e de cavalos. O povo urina nos heróis de pedestal. Ao povo desgosta o herói de bronze, irretocável e irretorquível, como as enfadonhas lições repetidas por cansadas professoras que não acreditam no que mandam decorar.
O povo quer o herói sargento que seja como ele: povo. Um sargento que dê as mãos aos filhos e à mulher, e passeie incógnito e desfardado, sem divisas, entre seus irmãos.
No instante em que o sargento -apesar do grito de perigo e de alerta de sua mulher- salta no fosso das simpáticas e ferozes ariranhas, para salvar da morte o garoto que não era seu, ele está ensinando a este país, de heróis estáticos e fundidos em metal, que todos somos responsáveis pelos espinhos que machucam o couro de todos.
Esse sargento não é do grupo do cambalacho.
Esse sargento não pensou se, para ser honesto para consigo mesmo, um cidadão deve ser civil ou militar. Duvido, e faço pouco, que esse pobre sargento morto fez revoluções de bar, na base do uísque e da farolagem, e duvido que em algum instante ele imaginou que apareceria na primeira página dos jornais.
É apenas um homem que -como disse quando pressentiu as suas últimas quarenta e oito horas, quando pressentiu o roteiro de sua última viagem- não podia permanecer insensível diante de uma criança sem defesa.
O povo prefere esses heróis: de carne e sangue.
Mas, como sempre, o herói é reconhecido depois, muito depois. Tarde demais.
É isso, sargento: nestes tempos cruéis e embotados, a gente não teve o instante de te reconhecer entre o povo. A gente não distinguiu teu rosto na multidão. Éramos irmãos, e só descobrimos isso agora, quando o sangue verte, e quanto te enterramos. O herói e o santo é o que derrama seu sangue. Esse é o preço que deles cobramos.
Podíamos ter estendido nossas mãos e te arrancando do fosso das ariranhas -como você tirou o menino de catorze anos- mas queríamos que alguém fizesse o gesto de solidariedade em nosso lugar.
Sempre é assim: o herói e o santo é o que estende as mãos.
E este é o nosso grande remorso: o de fazer as coisas urgentes e inadiáveis tarde demais. "

Lourenço Diaféria

ER


É A VÓ !!!

Pode ser durona, ter enormes responsabilidades, ser ex-guerrilheira, ser pedetista, ser brizolista, grossa, botinuda, antipática, líder mundial, amiga do Lula, ter cuidados especiais com a saúde, turrona, ter de engolir sapos congressistas, ter de fechar os olhos para a corrupção, aturar traídores, incompetentes, chatos, puxa-sacos, ter de dormir com um olho fechado e outro aberto, mas no fundo no fundo é uma Vó derretida com todas as outras (os avôs também). Nas proximidades de um neto quase tudo passa a ser coadjuvante, cenário, figuração.
O olhar revela: Eu quero que todo o resto se exploda !.

ER

CARTÃO VERMELHO

O PMDB da Bahia anunciou na segunda-feira (5) a expulsão de três deputados estaduais depois de eles apoiarem uma proposta do governador do Estado, Jaques Wagner (PT), que alterou o plano de saúde dos servidores públicos.
As expulsões são mais um capítulo da briga regional entre os partidos, que são aliados na esfera nacional e compõe o núcleo do governo da presidente Dilma Rousseff.
A direção estadual do PMDB expulsou os deputados Alan Sanches, Ivana Bastos e Temóteo Brito por não seguirem orientação da bancada e votarem a favor do polêmico projeto de lei que instituiu limite de atendimento para os segurados do Planserv --que cobre os servidores estaduais.

Blog: Enquanto isso em Itajubá...

ER

PHOTOGRAPHIA NA PAREDE

Ieda Maria Vargas - Brasileira Miss Universo 1963



O GRITO

terça-feira, 6 de setembro de 2011

SOB A LUZ DE VELAS

O Governo e a saúde
Este Governo que tanto se preocupa com a saúde do povo cobra 36% de impostos sobre remédios. Uma privada, essencial para o saneamento básico, paga 44,1%. Material de limpeza, um pelo outro, é onerado em cerca de 40%. A pasta de dentes paga 42%. Medicamentos veterinários são mais baratos.
De acordo com Joelmir Beting, sempre objetivo, sai mais barato latir do que tossir.

Carlos Brickmann

ACREDITE SE QUISER

Incrível !
Tomamos conhecimento que a Rádio Futura FM  já foi vítima de 75 (setenta e cinco ) denúncias diversas, feitas pelo alcaide e por outras emissoras de rádio da terrinha ao Ministério das Comunicações.
Como dizia um famoso filósofo, "nunca antes na história deste país, uma emissora  foi tão atacada".
Crimes: bons serviços, boa informação, boas músicas, entrevistas independentes e interessantes e microfones abertos sem censura.
Talvez razões mais do que suficientes para incomodar os  encastelados.
Para os que temem a concorrência até dos bicicleteiros, com seus minúsculos alto-falantes, a simples possibilidade da existência de uma opção (mesmo não sendo comercial, como é o caso da Futura ) a mais para os ouvintes, soa como as trombetas do apocalipse.
Para os despreparados para uma convivência democrática, ouvir críticas deve ser um martírio.
Mal sabem o bem que a Futura FM lhes faz. 
Ao invés de gastar com advogados (oxalá não sejam pagos com recursos do contribuinte), deveriam agradecer ao  proprietário da Futura FM pela existência da emissora.
Fico imaginando o que seria da cidade sem os microfones da perseguida rádio FM.

ER