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quarta-feira, 22 de junho de 2011

RETOMANDO A LIDERANÇA

A prefeita e três secretários de Mato Verde, no norte de Minas, foram afastados dos cargos a pedido do Ministério Público de Minas Gerais, por suspeita de desvio e apropriação de recursos públicos. De acordo com o MP, a administradora do Executivo municipal, Beatriz Fagundes Alves (PT) e tesoureiro do município, filho da petista, emitiam cheques em nome de terceiros por falsos serviços prestados à prefeitura, com prejuízo de mais de R$ 220 mil aos cofres públicos.
Nessa terça-feira, a Justiça mineira apurou que a prefeita e os secretários contratavam uma empresa fantasma para prestar serviços ao município, usando duas pessoas como “laranjas” para abrir o negócio e sacar o dinheiro. Nessa terça-feira, o MP fez operação de busca e apreensão na residência e no local de trabalho dos suspeitos de participarem do esquema. Há indício de que dos valores pagos à empresa fantasma eram divididos entre a prefeita e os três secretários.
Por solicitação do MP, a Justiça determinou ainda a indisponibilidade dos bens da prefeita, do tesoureiro do Município, do secretário municipal de Administração e do chefe do setor de Licitações da prefeitura.

Blog: Voltando ao costumeiro. A afastada é do PT.

ER

SOBRE OS PERIGOS DA LEITURA

Do Professor Rubem Alves:

Nos tempos em que eu era professor da UNICAMP fui designado presidente da comissão encarregada da seleção dos candidatos ao doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer “esse entra”, “esse não entra” é uma responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, em vinte minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? Mas não havia alternativas. Essa era a regra.
Os candidatos amontoavam-se no corredor recordando o que haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. Aí tive uma idéia que julguei brilhante.
Combinei com os meus colegas que faríamos a todos os candidatos uma única pergunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava trêmulo e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!” Pois é claro! Não nos interessávamos por aquilo que ele havia memorizado dos livros. Muitos idiotas têm boa memória. Interessávamos por aquilo que ele pensava.
Poderia falar sobre o que quisesse, desde que fosse aquilo sobre que gostaria de falar. Procurávamos as idéias que corriam no seu sangue! Mas a reação dos candidatos não foi a esperada. Foi o oposto. Pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre que eles gostariam de falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso eles haviam sido treinados durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os próprios pensamentos – ah! isso não lhes tinha sido ensinado.
Na verdade nunca lhes havia passado pela cabeça que alguém pudesse se interessar por aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia passado pela cabeça que os seus pensamentos pudessem ser importantes. Uma candidata teve um surto e começou a papaguear compulsivamente a teoria de um autor marxista. Acho que ela pensou que aquela pergunta não era para valer.
Não era possível que estivéssemos falando a sério. Deveria ser uma dessas “pegadinhas” sádicas cujo objetivo e confundir o candidato. Por vias das dúvidas ela optou pelo caminho tradicional e tratou de demonstrar que ela havia lido a bibliografia. Aí eu a interrompi e lhe disse: “ Eu já li esse livro. Eu sei o que está escrito nele. E você está repetindo direitinho. Mas nós não queremos ouvir o que já sabemos. Queremos ouvir o que não sabemos. Queremos que você nos conte o que você está pensando, os pensamentos que a ocupam…” Ela não conseguiu. O excesso de leitura a havia feito esquecer e desaprender a arte de pensar.
Parece que esse processo de destruição do pensamento individual é uma consequência natural das nossas práticas educativas. Quanto mais se é obrigado a ler, menos se pensa. Schopenhauer tomou consciência disso e o disse de maneira muito simples em alguns textos sobre livros e leitura. O que se toma por óbvio e evidente é que o pensamento está diretamente ligado ao número de livros lidos. Tanto assim que se criaram técnicas de leitura dinâmica que permitem que se leia “Grande Sertão – Veredas” em pouco mais de três horas.
Ler dinamicamente, como se sabe, é essencial para se preparar para o vestibular e para fazer os clássicos “fichamentos” exigidos pelos professores. Schopenhauer pensa o contrário: “ É por isso que, no que se refere a nossas leituras, a arte de não ler é sumamente importante.” Isso contraria tudo o que se tem como verdadeiro e é preciso seguir o seu pensamento. Diz ele: “Quando lemos, outra pessoa pensa por nós: só repetimos o seu processo mental.”
Quanto a isso, não há dúvidas: se pensamos os nossos pensamentos enquanto lemos, na verdade não lemos. Nossa atenção não está no texto. Ele continua: “Durante a leitura nossa cabeça é apenas o campo de batalha de pensamentos alheios. Quando esses, finalmente, se retiram, o que resta? Daí se segue que aquele que lê muito e quase o diz inteiro … perde, paulatinamente, a capacidade de pensar por conta própria… Este, no entanto, é o caso de muitos eruditos: leram até ficar estúpidos. Porque a leitura contínua, retomada a todo instante, paralisa o espírito ainda mais que um trabalho manual contínuo…”
Nietzsche pensava o mesmo e chegou a afirmar que, nos seus dias, os eruditos só faziam uma coisa: passar as páginas dos livros. E com isso haviam perdido a capacidade de pensar por si mesmos. “Se não estão virando as páginas de um livro eles não conseguem pensar. Sempre que se dizem pensando eles estão, na realidade, simplesmente respondendo a um estímulo, – o pensamento que leram… Na verdade eles não pensam; eles reagem. (…) Vi isso com meus próprios olhos: pessoas bem dotadas que, aos trinta anos, haviam se arruinado de tanto ler. De manhã cedo, quando o dia nasce, quando tudo está nascendo – ler um livro é simplesmente algo depravado…”
E, no entanto, eu me daria por feliz se as nossas escolas ensinassem uma única coisa: o prazer de ler!
Sobre isso falaremos…

Rubem Alves


MOÇA BONITA

Cameron Diaz

É DISCO QUE EU GOSTO



COMO DOIS E DOIS

Do Rei com o Rei - Música que poderia também chamar: Momento Atual.

ER

CONSULTORIA PARA MINÚSCULOS EMPRESÁRIOS

Quem nasceu para a Major Belo dificilmente chegará  na Cel Carneiro Junior (só os da terrinha irão entender)

Escreveu o Lula Falcão:

Faça as coisas de improviso e, dentro dele, você terminará descobrindo detalhes ainda mais improvisados, que precisam de uma gambiarra aqui e acolá, e a coisa termina andando da pior forma possível, mas andando, de modo que no final das contas tudo termina mais ou menos. Quer dizer: não deu certo nem errado, mas surtiu algum efeito sem a precisão de grandes planejamentos, planilhas, reuniões e principalmente de muito dinheiro. Para os grandes teóricos corporativos, o improviso é a pior dos mundos, e eles estão certos, mas em se tratando de uma pessoa que tem apenas uma idéia e nenhuma estrutura é melhor tentar um drible do que passar a bola de acordo com a jogada ensaiada.
A vantagem desse esquema meio destrambelhado é que se der merda, você faz tudo de novo, insiste no erro, porque alguns erros não são eternos. Um dia dá certo. Certo, certo, não. Dá pro gasto e é assim que funciona o mundo de grande parte dos minúsculos empresários que tentam sobreviver a partir de um ponto, mas sem estudo de viabilidade, cenários, análises de mercado, essas complicações todas.
Então, meu microscópico empreendedor, a idéia é ir levando como Deus quer e se Ele não quiser você leva do mesmo jeito porque em muitos casos não tem outra saída pra quem começou assim, na base da intuição, sem pensar nas conseqüências, atirando no escuro. O grande mérito desse negócio – se é que assim pode ser chamado – é o baixo investimento. Tem tudo para não funcionar, mas em caso contrário, pode, lotericamente falando, resultar numa grana extra, ou seja, numa espécie de milagre.
Enquanto isso, vejam o caso de grandes corporações que colocam milhões em consultorias e marketing, calculam tudo direitinho, mas na hora agá o resultado é um desastre completo. Não vou citar nomes para não incorrer em problemas legais, porque além de tudo essas empresas ainda gastam com departamentos jurídicos e assessorias de imprensa. Ocorre que grandes transações não têm espaço para gambiarra, um jeitinho, um arranjo, nada disso. Foram feitas para seguir os conformes e fora deles seja o que for se torna um peixe fora d’água, um beco sem saída, um poço sem fundo.
Em nosso mercado, não. Sempre tem um jeito. Você dá outro nome ao projeto, se desvia completamente da idéia inicial, se vira com o agiota, vende a geladeira ou simplesmente muda de ramo ou de cidade, nos casos mais graves.

Lula Falcão

ENQUANTO ISSO...

Deu no O Estado de S.Paulo

Por uma penada administrativa, os juízes de todo o País passarão a receber, além do salário superior a R$ 20 mil, auxílio-alimentação e poderão, ainda, vender e embolsar 20 dos 60 dias de férias a que têm direito anualmente, além de tirar licença remunerada para fazer cursos no exterior e não remunerada para tratar de assuntos pessoais. Os integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovaram nesta terça-feira, 21, o texto de uma resolução que amplia as vantagens dos magistrados e permite o pagamento imediato desses privilégios pelos tribunais de todo o Brasil. Os novos benefícios não têm respaldo da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), de 1979. Para conseguirem esses privilégios, os magistrados argumentaram que, pela Constituição, devem ter o mesmo tratamento garantido aos integrantes do Ministério Público. A Lei Orgânica do MP prevê essas regalias para os integrantes da carreira.
"O Conselho reconheceu uma pretensão justa da magistratura em geral", justificou o conselheiro Felipe Locke, relator do pedido de simetria entre juízes e integrantes do Ministério Público. "Essas são garantias diretas da Constituição. Não estamos inventando nada aqui", acrescentou.
A equiparação era uma demanda antiga dos magistrados e levou a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) a ameaçar uma greve inédita da categoria. Além disso, os juízes pressionam o governo e o Congresso a aprovarem o aumento salarial de 14,79%. Por esse porcentual, o salário dos ministros do STF, referência para toda a magistratura, passariam de R$ 26.723 para R$ 30.675.
A Advocacia-Geral da União (AGU) deve recorrer dessa decisão. A AGU argumenta, assim como defendeu o próprio presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, Cezar Peluso, que os benefícios só poderiam ser garantidos aos juízes com a aprovação de uma lei específica pelo Congresso Nacional.

Estadão







PRÁ PENSAR

Pelo menos um político se revoltou contra a bandalheira do sigilo dos orçamentos da Copa e dos Jogos Olímpicos: José Sarney.
Quando Sarney acha que está havendo bandalheira, é prudente concordar com ele.

Brickmann

ME ENGANA QUE EU GOSTO