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sexta-feira, 29 de abril de 2011

É DISCO QUE EU GOSTO



CRAZY

Com o velho e insuperável Willie Nelson. Sempre na primeira fila da discoteca do zelador.
Willie compôs a canção no início de 1961, quando interpretava diversos sucessos de outros artistas, porém ainda não tinha feito uma gravação própria importante. 
Ele escreveu a canção originalmente para o cantor Billy Walker, que a recusou.  A já estrela, Patsy Cline, a aceitou, e a gravou no final de 1961. Foi sucesso imediato. É uma das marcas registradas da cantora. A versão de Cline da música está no número 85 na lista da Billboard das 500 Maiores Canções de Todos os Tempos.

Ouça também a maravilha com a Patsy Cline. Please: Sem comparações. 



ER

PHOTOGRAPHIA NA PAREDE


Oficial no Point Lookout, Tennessee, 1861-1865. (Liljenquist Family Collection/The Library of Congress)

JÁ SABIA

quinta-feira, 28 de abril de 2011

É DISCO QUE EU GOSTO



I AM SAILING

Rod Steward.

Só.

ER

SOB A LUZ DE VELAS



"Sarney é a vanguarda do atraso."

Fernando Lyra

UM BARCO A VAGAR

Dora Kramer analisando o descompasso tucano.

"Voz isolada no apelo público à solução da crise interna que assola a seção paulista do PSDB, em meio ao silêncio sepulcral das principais lideranças do partido, Fernando Henrique Cardoso ouviu dias atrás de um experiente político - hoje com atuação restrita aos bastidores - uma pergunta que traduz bem a dimensão das agruras dos tucanos.
O tema principal da conversa era a natimorta ideia de fusão entre PSDB e DEM, e a certa altura enveredou pelo recente e polêmico artigo de FH sobre o papel da oposição. O interlocutor perguntou quem poderia executar a receita proposta por ele.
Enunciou da seguinte forma o problema: "Serra é inteligente, preparado, mas desagregador; Aécio é habilidoso, mas imaturo e desprovido de espírito público como demonstrou na fracassada tentativa de formação de uma chapa presidencial puro-sangue; Alckmin não tem o talento nem a inteligência de nenhum dos dois. Quem, então, seria o condutor da recuperação do projeto desse campo político, o senhor?".
Aludindo aos seus 81 anos de idade e a interesses pessoais mais ligados à reflexão que à estiva da política, o ex-presidente declinou. E aqui termina a narrativa de quem ouviu o episódio do autor da análise sem revelar se Fernando Henrique discordou e apontou um dos três como piloto habilitado à tarefa ou se deixou em aberto essa questão essencial.
Tão mais grave se notarmos que o presidente do partido, Sérgio Guerra, sequer figurava na lista dos políticos citados. Isso diz muito a respeito da ausência de comando reinante num partido que há seis meses obteve 44 milhões de votos na eleição presidencial da qual saiu fazendo exatamente o oposto do que propôs Tancredo Neves logo após ser eleito presidente pelo Congresso em 1985: "Não vamos nos dispersar".
Ao contrário do que os tucanos pretendem dar a entender, a crise em São Paulo não é um fato isolado, mas a parte visível do desequilíbrio geral reinante no PSDB.
Só um partido sem projeto claro permite que brigas de hegemonia prosperem sem que os litigantes se sintam minimamente responsáveis pela sobrevivência do conjunto. Só num partido sem eixo a direção nacional silencia ante a crise nascida em São Paulo com ninguém menos que o governador ao centro.
O PSDB hoje gravita em torno da possível candidatura presidencial de Aécio Neves em 2014, assim como gravitou em torno da esperança de eleger José Serra presidente, durante todo o governo Lula.
Durante os oito anos permaneceu parado adiando a resolução de embates, administrando os problemas de maneira perfunctória, recuando quando era preciso avançar, acreditando que a lei da gravidade lhe seria madrinha.
O PT repetiu equívocos por mais de dez anos, mas nesse meio tempo foi trabalhando adaptações, construindo uma identidade que seria decisiva na conquista da Presidência.
A disputa eleitoral é a meta de todos os partidos. Mas só chegam lá em boas condições os que compreendem que a política é a construção cotidiana de uma obra coletiva que acomode os interesses internos sem perder de vista a necessidade de despertar o interesse do público.
Razão e sensibilidade. O projeto de concessão dos aeroportos à iniciativa privada contraria o discurso estatizante do PT, põe o partido em franca contradição com tudo o que foi dito durante a última campanha eleitoral e vai de encontro ao pensamento da presidente Dilma Rousseff que, como chefe da Casa Civil, representou poderoso entrave à execução da proposta.
E por que o projeto anda agora, depois de oito anos no aguardo de uma decisão?
Porque é chegada a hora de conquistar eleitoralmente a classe média, público alvo da privatização com vistas à melhoria dos serviços no setor aéreo."

Dora Kramer



VERDADE REVELADA

Dizem alguns mal informados, que as moças mais belas do planeta são as russas. Outros falam das suecas. Em termos de Brasil, reverenciam as magrelas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Negativo. Tirando Brazópolis, que não deixa espaço para nenhuma comparação, ninguém tira a posição de Dom Viçoso, terrinha das moças bonitas da Rua Carlos Goulart.

ER

UM PETISTA DE MUITO RESPEITO

Escreveu Reinaldo Azevedo

"...E isso faz de Delúbio um petista de muito respeito!


Delúbio agüentou praticamente sozinho o peso do maior escândalo da história republicana: a tentativa de organizada de membros do Poder Executivo de comprar uma fatia do Poder Legislativo com dinheiro sujo — o mesmo que, comprovada e confessadamente, pagou parte das despesas da campanha eleitoral de Lula em 2002.
Ele também está voltando ao partido, ninguém esconde, porque foi extremamente disciplinado. Agüentou calado o enxovalho. Aceitou atuar como pára-raios. Jamais abriu o bico. Foi um militante exemplar. Na tradição de esquerda, sujar as mãos em defesa da causa é um mérito. Se eles acreditassem em vida após a morte, 70 virgens os esperariam no paraíso, onde correm rios de leite e mel. "

Trecho de Reinaldo Azevedo