A primeira casa de pasto (é feio, mas está correto) japonesa que conheci foi o Bar e Café Royal dos Nakagami. Não tinha nada de comida oriental. Era PF, com arroz, feijão, bife, ovo frito e duas rodelinhas de tomate. Ficava na Praça Wenceslau Braz.
A segunda, vamos chamar assim "de meio pasto" ainda é a pastelaria do Sr. Kawai no mercado municipal. É quase um almoço.
Depois chegou a família Chan da pastelaria, etc, da praça Theodomiro Santiago. Ficava no prédio do Cine Apolo. E era muito bom.
Há pouco tempo chegou em Itajubá o restaurante Shiitake. Serve uma mistura de comida chinesa com japonesa. Vamos chamar de comida Nipo-chinesa. Está fazendo sucesso e um balaio de gato na cabeça dos Itajubenses.
Tenho encontrado algumas pessoas que frequentam o Shiitake e dizem adorar comida japonesa, mas na realidade estão encarando um bolinho primavera e frango xadrez, com receitas made in China. E vice-versa.
Mas o importante na cidade é ver e ser visto, como dizia o filósofo Ibrahim Sued. Encher o bucho é em casa.
É um lugar bom para conversar e não tão bom para comer. Interessante... Pedindo em casa, via motoboy, parece que a comida básica vem mais elaborada e mais gostosa, tipo china in box.
Atenção: Lá, durante a conversa com seus acompanhantes, é fundamental manter o olhar mágico de tédio. Com certeza você estará sendo observado.
Se optar por comer com os pauzinhos, não caia na tentação de tentar espetá-los na comida e nem procurar encurralar uma porção no canto do prato. Se lhe falta experiência, encare com naturalidade um garfo e faca.
Está vindo passar o natal e o ano na cidade ? Vá lá. Fica quase no final da Av. BPS. Uma coisa é certa, você vai conhecer quem está por cima da carne seca.
Se é que esse pessoal não foi para Ubatuba.
ER




