Logo ao chegar, o dístico (placa) na estação deixa claro que ali há história. Inaugurada em 27 de junho de 1891, a estação ferroviária de Maria da Fé, completa neste sábado (27) 135 anos e foi responsável pela origem e desenvolvimento do município na Serra da Mantiqueira.
Sua trajetória começa dois anos antes da inauguração, quando a Estrada de Ferro Sapucaí teve início em Soledade de Minas, em 1889. No ano seguinte, os trilhos começaram a ser construídos até Maria da Fé, sendo inaugurados em 27 de junho de 1891.
O então arraial começou a receber estabelecimentos comerciais e a ver sua população aumentar de forma gradativa. Conhecida hoje por seus azeites de oliva, a cidade tem como sua principal atividade agrícola a batata, seguida por tomate, cenoura e café.
Como ocorreu com outras companhias ferroviárias, a Sapucaí, já rebatizada como Viação Férrea do Sapucaí, teve trajetória curta, de somente 19 anos, até ser incorporada pela Rede Sul-Mineira.
Duas décadas se passaram e, em 1931, a Rede Mineira de Viação passou a ser responsável pela ferrovia, substituída em 1965 pela Viação Férrea Centro-Oeste e, dez anos depois, pela Rede Ferroviária Federal S.A —também já extinta.
Embora sem passageiros desde 1979, o ramal Sapucaí ainda operou para o transporte de cargas até 1986, quando os trilhos começaram a ser retirados. Ela teve 269 quilômetros em sua extensão.
O local ficou fechado alguns anos, até que em 1985 já funcionava como centro cultural, após a assinatura de um contrato entre a prefeitura e a Rede Ferroviária Federal. O espaço foi tombado pelo Conselho Municipal de Cultura em abril de 1998 e passou por reforma em 2008.
A praça da estação abriga desde 1998 a locomotiva a vapor Baldwin nº 225, fabricada nos Estados Unidos em 1918 e que tinha sido retirada da cidade mineira anos antes, para ser integrada ao acervo da União.
A saída da maria-fumaça gerou um movimento municipal na década de 1990 em busca da recuperação da locomotiva, que resultou numa parceria em que a prefeitura fez a compra parcial da máquina, que foi restaurada.
Maria da Fé chegou a ter outra estação, Anil, inaugurada em 1931, mas que foi demolida.
Dístico é o letreiro que identifica a estação ferroviária, fixado na fachada do prédio e que sempre funcionou como uma sinalização de onde os passageiros estavam chegando.
Como era comum viagens longas nos trens, em quilômetros e horas, e como existiam dezenas de estações no trecho, os dísticos serviam como orientação para os usuários das locomotivas.
No trecho entre Soledade de Minas e Itajubá - o ramal de Sapucaí - , que hoje por rodovias tem pouco mais de 80 quilômetros, existiram oito estações. Os trens, comumente, não alcançavam velocidade média de 30 quilômetros por hora.
Marcelo Toledo - Folha de São Paulo
Viver é Perigoso

8 comentários:
Pois é...deixaram acabar ...pena😔
"...o ramal de Sapucaí - , que hoje por rodovias tem pouco mais de 80 quilômetros,..." ???
pois é ,,,,,, já na terrinha compraram (a que preço?) uma locomotiva imitação ruim que mal consegue passar a ideia do que eram as marias fumaças da época.
Foi doada...não gastaram nada...vá pesquisar o esquerdista...kkkk
pesquisar? dá pra entender? doada? em 2023 foi aberto o edital de licitação tipo pregão eletrônico nº 130/2023.
objeto:CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA CONFECÇÃO DE UMA RÉPLICA DE LOCOMOTIVA A VAPOR PARA SER INSTALADA NA ANTIGA ESTAÇÃO RODOVIÁRIA, ATUAL MUSEU MUNICIPAL WENCESLAU BRAZ, PARA ATENDER A SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E TURISMO - SECUT
OLÍVIA DA SILVA SIMPLICIO DONIZETI pregoeira
R$499.999,99🥵.mixaria ...ficou sensacional..obra do Christian...
tá bem informado pera do rio. é que você é chegadinho na administração? então gastaram? não foi doada. quem é o mal informado aqui?
Nossa.. além de esquerdopata é
bobo....kkkkkkk cada um...
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