Antes que me torne um eremita completo, ocuparei este espaço para falar e discutir um pouco, com simplicidade, sobre a vida, com suas alegrias e tristezas. Pode ser que acabe falando comigo mesmo. Neste caso, pelo menos prevalecerá a minha opinião.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
SOB A LUZ DE VELAS
É difícil acreditar que um homem esteja dizendo a verdade quando você sabe muito bem que mentiria se estivesse no lugar dele.
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FRASE ABOBRINHA DO DIA
"Acho um risco para a democracia que nós tenhamos, envolvendo quem quer que
seja, um julgamento criminal on-line, quase um Big Brother da Justiça, no qual
as questões técnicas nem sempre são levadas em conta, no qual há tentativa de
linchamento moral de pessoas e partidos".
Dep. André Vargas - PT
PRÁ PENSAR !
"O PT, é verdade, precisa fazer alguma coisa para sair das cordas, embora não
haja muito a fazer diante do rumo das coisas.
Mas, daí a convocar o eleitorado para defender o partido nas urnas nessas
eleições municipais, já é um risco tremendo. Não fosse também uma
incongruência."
Dora Kramer (Estadão)
terça-feira, 18 de setembro de 2012
PRÁ PENSAR - STF
Acho interessante acompanhar as opiniões de profissionais estranhos ao Direito
sobre nossas lides diárias.
Há muita "teoria da conspiração", mas boa parte das idéias são válidas. Sempre é bom ser interdisciplinar!
Bem, sobre o post...
De fato, existe jurisprudência no STF no sentido de que os Ministros que votam pela absolvição não participam da dosimetria da pena.
Quem absolve crê na inocência do réu; não faz sentido a participação ulterior no cálculo da sanção.
Assim, sua idéia é boa; acho perfeitamente plausível - ao menos juridicamente falando.
Mas não creio que Toffoli e Lewandovski iriam tão longe, a ponto de condenar os "Zés" para depois aliviar a mão no cálculo das penas.
Não abririam mão do direito de argumentar e da tentativa de convencer seus pares, no exercício pleno de seu "jus esperneandi".
Seria muita artimanha. Verdadeiras "Notas do Subterrâneao", parafraseando o título da obra de Dostoiévski...
Só nos resta esperar.
Laissez Faire
Há muita "teoria da conspiração", mas boa parte das idéias são válidas. Sempre é bom ser interdisciplinar!
Bem, sobre o post...
De fato, existe jurisprudência no STF no sentido de que os Ministros que votam pela absolvição não participam da dosimetria da pena.
Quem absolve crê na inocência do réu; não faz sentido a participação ulterior no cálculo da sanção.
Assim, sua idéia é boa; acho perfeitamente plausível - ao menos juridicamente falando.
Mas não creio que Toffoli e Lewandovski iriam tão longe, a ponto de condenar os "Zés" para depois aliviar a mão no cálculo das penas.
Não abririam mão do direito de argumentar e da tentativa de convencer seus pares, no exercício pleno de seu "jus esperneandi".
Seria muita artimanha. Verdadeiras "Notas do Subterrâneao", parafraseando o título da obra de Dostoiévski...
Só nos resta esperar.
Laissez Faire
NÃO DÁ PARA NÃO CONTAR
Pois é...hoje, a Dra Rachel Riera, casada com o Dr. Liv e aguardando a chegada do Luc para novembro, passou no dificílimo concurso para Professor Adjunto da disciplina de Medicina Baseada em Evidências, da Escola Paulista de Medicina - UNIFESP.
Professora de uma das mais consideradas escolas de medicina do país.
A nossa Rack, irmã da também médica pediatra, Joana (do Junior), especialista em UTI - Neo e do engenheiro Pedro (da Giu), é formada pela Faculdade de Medicina de Itajubá.
Alegrias sem conta pela bondade de Deus.
Não dava para não contar.
ER
LAMBUZADO NO MELADO
Dora Kramer escreveu no Estadão:
"... Em troca do silêncio, (Marcos Valério) recebeu garantias. Primeiro, de
impunidade. Depois, quando o esquema (do mensalão) teve suas entranhas expostas
pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas".
E quais seriam essas garantias? Vamos pensar juntos. Não é difícil
percebê-las
Primeira presunção de garantia: controlada pela maioria governista, comandada
por um presidente do PT (Delcídio Amaral) e um relator do PMDB (Osmar
Serraglio), a CPI dos Correios não daria em nada que pudesse produzir maiores e
concretas consequências.
Segunda: a Polícia Federal sob as ordens do dublê de ministro da Justiça e
advogado do Palácio do Planalto, Márcio Thomaz Bastos, cuidaria de limitar as
investigações sem levá-las a inconvenientes profundezas.
Terceira: indicado e reconduzido ao cargo pelo presidente da República, o
procurador-geral se apresentasse denúncia não o faria de maneira
consistente.
Quarta: de composição majoritária teoricamente "governista" e de inescapável
apego a formalidades, o Supremo Tribunal Federal não abriria processo.
Quinta: complexa e ampla demais, a denúncia não se sustentaria na fase
judicial e poderia se estender à eternidade em decorrência de manobras da
defesa.
Sexta: o julgamento não ocorreria tão cedo e, quando acontecesse, crimes
estariam prescritos.
Sétima: permeável à influência dos comandantes da banda, a Corte de "maioria
governista" teria comportamento de poder subordinado. Seja para absolver os
acusados ou para lhes abrandar as punições, conforme a promessa feita a Marcos
Valério sobre o pior que lhe poderia acontecer se calado ficasse.
Como a realidade mostrou e ainda não se cansou de demonstrar, o Brasil não é
tão arcaico, desorganizado, institucionalmente desqualificado nem tão apinhado
de vendidos como supunha o PT ao assumir a Presidência da República."
Dora Kramer
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