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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A EXPULSÃO DOS CIGANOS

DJANGO REINHARDT

O presidente da França, Monsier Sarkozy, determinou a expulsão dos ciganos. Na semana passada foram enviados de volta para os seus países de origem, 1700 pessoas. Dizem que somente este ano, mais de 8.000 já foram colocados para fora da França.
Ao meu ver, uma atitude absurda.
Fico imaginando se vivo fosse o maior violinista de Jazz que o mundo conheceu e desde criança morou naquele país. Todos amantes do Jazz sabem que me refiro ao cigano Django Reinhardt. Nasceu na Bélgica em 1910 e tomou o barco em 1951.
Aos 18 anos sobreviveu a um incêndio  em sua casa nos arredores de Paris. Ficou para sempre com dois dedos da mão esquerda paralizados. Mesmo assim voltou a tocar maravilhosamente. Suas apresentações com o violinista Stéphane Grapelli são históricas. Foi admirado pelos grandes músicos de jazz americanos.
Ouçam "Sweet Georgia Brown"

ER
















TEM MUITO EXAGERO

Li isso outro dia e não me lembro onde. Anotei e deixei de lado pois me pareceu por demais exagerado.
Pelo noticiário, não estaria muito longe de ser verdade:

"Vivemos numa época em que se alguém elogiar os atos do governo, correria o risco de ser acusado de estar fazendo apologia do crime."

J. Maleski

NOTÍCIA TRANQUILIZADORA

Todos têm acompanhado as notícias sobre o clima de guerra existente na fronteira dos EUA e o México. Além de ser uma perigosa e mortal rota de tráfico, funciona também como um caminho para a entrada de "ilegais" nos Estados Unidos.
A América do Norte continua sendo (já foi mais) o sonho de novas oportunidades e uma vida melhor para os latinos-americanos e em especial para os jovens de Minas Gerais.
Recentemente dois deles perderam a vida tentando atravessar a fronteira americana. Estávamos sem notícias de um rapaz (um pouco mais do que rapaz), itajubense e da Boa Vista, que via Guatemala e México, buscava novos horizontes. A família andava preocupadíssima com o total silêncio do Marquinhos Pereira.
Hoje o "Viver é Perigoso" recebeu um comentário do aventureiro, transmitido através de uma Lan House da cidade de Búffalo. Informa superficialmente sobre as agruras passadas e nos dá conta do seu bom estado. Solicitou levasse a boa nova aos amigos e a família.
A família já informei hoje na hora do almoço e foi uma festa. Os amigos estou informando agora via blog.
Ele se encontra hospedado na casa de um brasileiro (também ilegal), na fronteira dos Estados Unidos com o Canadá.
No próximo sábado, dois amigos, também da Boa Vista,(Guilherme e Cícero), viajam para Nova York e de carro seguirão para encontrá-lo e quem sabe convencê-lo de voltar para o Brasil.
O blog já serviu para alguma coisa.

ER  

GRANDE ADVERSÁRIO

A ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO

"Qui desiderat pacem, praeparet bellum"

 (Quem deseja a paz, prepare a guerra)

Vegécio (sec IV dC - Tratado da arte Militar III, Prólogo)

ER

CRUBE DO LULINHA

ELES DISSERAM...

ELISA LUCINDA

Só de Sacanagem

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva
o lápis do coleguinha",
"Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
 irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dar para mudar o final!

ER

terça-feira, 21 de setembro de 2010

VIDA DE ARTISTA

A dupla de compositores Evaldo Gouveia e Jair Amorim foi uma das mais profícuas da música popular brasileira. Alguns críticos consideram suas músicas um tanto "bregas" e "cafonas", mas muita gente gosta. 
O compositor e cantor Evaldo Gouveia de Oliveira nasceu em 8/8/1930, em Iguatu-CE e iniciou sua carreira artística em 1949 tocando violão em bares de Fortaleza. Em 1950, formou com Mário Alves e Epaminondas de Souza, o Trio Nagô, com o qual fizeram muito sucesso em São Paulo e no Rio de Janeiro. Compositor de muita inspiração, formou com Jair Amorim dupla fabulosa e juntos compuseram maravilhas como "Brigas", "Alguém me disse", "Ninguém chora por mim", "Poema do olhar", "Ave Maria dos namorados", "Tudo de mim", "Sentimental demais", "Que queres tu de mim", "Nosso cantinho", "O trovador", "Bloco da solidão", "Tango para Tereza" e inúmeras outras.  
A música "Brigas", na interpretação de Altemar Dutra, foi incluída entre as 100 melhores músicas brasileiras de todos os tempos, em eleição coordenada pelo musicólogo e fundador do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, Ricardo Cravo Albin. 
O compositor, jornalista e locutor Jair Amorim nasceu em 18/7/1915, em Santa Leopoldina - ES, mas fez sua carreira artística no Rio de Janeiro. Teve sua primeira letra gravada em 1945, o fox-canção "Brigamos outra vez" com música de José Maria de Abreu, na voz de Orlando Silva. Seu grande sucesso com José Maria de Abreu e com música gravada por Dircinha Batista, "Alguém como tu", tornou-se um clássico das canções românticas. Mas seus grandes sucessos foram alcançados na parceria com Evaldo Gouveia. Faleceu em 15/10/1993, em São José dos Campos.

Em homenagem a esta formidável dupla de compositores, segue uma de suas composições.

Dárcio Fragoso/por Alfredo Junta