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terça-feira, 3 de agosto de 2010

PEGANDO NO SONO


...E o pensamento parece uma

coisa à toa

mas como é que a gente voa

quando começa a pensar.


(Felicidade - Lupiscínio)

AQUI TÁ MUITO BOM, TÁ BOM DEMAIS !

856 candidatos se inscreveram (inscrição gratuita) para disputar as 24 vagas na câmara legislativa do Distrito Federal. Concorrência acirrada. Serão 35,6 candidatos por vaga, superando o difícil vestibular para Direito da Universidade de Brasília, com 17,4 vagas por candidato.
Ficou mais uma vez comprovado: A propaganda é a arma do negócio.
Durante o ano passado todo, a TV mostrou exaustivamente deputados locais com dinheiro nas meias, nas bolsas, nas cuecas, etc.
Prá que estudar ? Vamos queimar etapas.
No passado as verdades eram levadas ao povo através das marchinhas de carnaval. Continuam atuais, ou não ?
Lembram-se: "Mamãe eu quero ! Mamãe eu quero mamar... !
ER

OS GAZETEIROS QUEREM CONTINUAR

O site Congresso em Foco revelou o nome dos dez deputados federais mais faltosos no primeiro semestre de 2010. Dos gazeteiros, que juntos tiveram 433 faltas nas 59 sessões deliberativas realizadas entre fevereiro e julho deste ano, sete são candidatos a reeleição e um a uma vaga no Senado.
O mais faltoso foi Affonso Camargo do PSDB (52). Estão na listagem: Jader Barbalho, José Aníbal, Ciro Gomes e outros.
Blog: Falte ao trabalho e veja o resultado. Aliás, não falte, chegue só com atraso.
(UOL)
ER

É DISCO QUE EU GOSTO


MARIANNE FAITHFULL

Para ser sincero sempre gostei mais (mais, muito mais) dos Beatles do que dos Rollings Stones, que para mim sempre foi mais performance no palco (claro que músicas boas). Tirando "Satisfaction", que está fora de comparações, sempre gostei de "As Tears Go By", composta por Jagger e Keith Richards em 1965.
Foi gravada de imediato pela loirinha (na época), musa de todos nós, Marianne Faithfull. Filha de uma baronesa austro-húngara e de um oficial do serviço secreto inglês, nascida em 1946, tem uma voz delicada (um amigo a apelidou de leite Glória - desmancha sem bater).
Marianne foi namorada de Jagger por um bom tempo e acabou abandonada e usuária de drogas. Recuperou-se e hoje ainda grava discos e trabalha como atriz no cinema e na TV.
Mas dá muita saudade ouvi-la cantando a sempre atual "As Tears Go By".
ER

CAIO FÁBIO JÚNIOR

Recebi hoje, via email, de uma pessoa especialíssima para mim, esse depoimento do Caio Fábio Júnior.
Explicando: conheci Caio Fábio pessoalmente e, como curiosidade por meio dele, o senador Artur Virgílio (ainda não havia entrado para a política). Ambos amazonenses. Conheci os pais de Caio e estive algumas vezes na casa deles e eles na nossa, quando morávamos em Manaus.
Caio Junior andou com frequência pela "montanha russa da vida".
Numa noite de 1980 eu estava presente num estádio de futebol em Manaus, completamente lotado, com milhares de pessoas. O Caio foi até o centro do gramado, tomou o microfone e fez uma oração. Se tivesse uma mosca voando, todos teriam escutado o barulho de suas asas.
Talvez tenha sido um daqueles momentos mágicos que não acontecem por dez vezes durante toda uma vida.
Perdi o contato e acompanhei pela imprensa as complicações para as quais foi levado no decorrer de sua vida. Deus não abandona ninguém. (ER)

"Hoje é domingo. Estou só. Minha mulher repousa. Meus filhos estão cada um em sua casa ou fazendo seus programas — digo: os solteiros, que agora apenas dois...
Um dia desses [...] eu era um menino, amante de pipas, papagaios, piões, bolinha de goody, briga na grama, caçadas infantis com os tios; amava o sítio, a bicharada, os primos irmãos, os amigos que nunca se foram, os pais com cara de Deus para mim...
Depois... Copacabana! Bola, Maracanã, racha de rua, briga na praia, meninas, cigarro, maconha, confusões, fugas...
De volta á Manaus... Adolescente. Dezesseis anos... Tudo pior. Tudo mais grave que a idade sugeria!... Não mais meninas, mas mulheres. Não mais amigos de infância, porém amigos de banditismo, de cumplicidades. Guerras de rua... Ameaça de morte... Várias! Polícia... Fuga de Manaus!...
Rio de novo... Os Gracie. A alta sociedade carioca. Os viciados em pó e que eram de fina estirpe. Gangues de rua. A Polícia do Exército chamada para separar as arruaças... Amigos presos. Ilha Grande. Sim; no tempo dos presos políticos e do nascimento do Comando Vermelho na Ilha Grande. Fuga para Manaus a fim de não ir parar na Ilha Grande...
Manaus! Papai. Mamãe. Meus manos. Meus primos e tios. Um trabalho para não enlouquecer. Uma namorada para ver se eu conseguia gostar de alguém, e não apenas de mulher bonita. Nada! Frustração. Tinha o emprego. A garota. Outros amigos... Um pouco menos perigosos. Mas nada. O mesmo buraco. A mesma velhice existencial. O Mesmo desejo de morrer...
Julho de 1973!
Jesus. O Evangelho. A Palavra. O peito pra explodir de amor!
Pregação e mais pregação! Imediatamente! Nas ruas e praças. Nas escolas e faculdades. Nas esquinas. Nas casas. Nos hospitais. Nos presídios. Em todo lugar; até nos palácios de governo. E eu era apenas um garoto de 18 anos.
A cidade ouviu. No inicio ninguém cria. Nem os melhores amigos. Nem os primos. Somente meus pais sabiam que eu já era um homem de Deus aos 18 anos. Os demais tiveram que esperar...
Mas não esperam muito... Os frutos caíam das árvores humanas...
Então vieram 25 anos de loucura de entrega à pregação...
Nasceram os filhos e cresceram...
Tudo cresceu...
Onde eu botava a mão o Senhor abençoava e prosperava.
Então os homens me glorificaram; e eu não aceitei a glória, mas não a repudiei como antes meu coração fazia e faria...
Até que chegou ao ponto em que eu olhava e já não via esperança para a "igreja".
Da Igreja, porém, eu jamais desistiria; mas da "igreja" eu já havia desistido.
Hoje, não em 1973, mas em 2010, com a cabeça ficando branca e a barba já toda alva; com a mente mais límpida do que nunca; com os processos de raciocínio mais fáceis do que jamais antes; com um desassombro de vida que jamais provara antes; sem medo de nada e nem de ninguém; tendo por certo que os anos por vir serão ainda os melhores e os mais significativos da minha vida na Terra — entrego-me mais uma vez ao Senhor; e digo:
"Eis aqui o teu servo; filhos de teus servos; dedicado a Ti antes de nascer; e apresento-me diante de Tua face mais uma vez, e apenas rogo: "Toma-me como um Pai toma o filho que não mais nada além de servir na casa do Pai a todos os Seus filhos!"
Só não digo que combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé [...] apenas porque sei que há ainda muita estrada no meu caminho, muito combate em minha jornada e muita fé a ser aprendida e praticada ainda no tempo que o Senhor me der nesta dimensão!
Até aqui a mão de Deus nunca me deixou!
Guiou-me até quando eu pensava que Ele me havia deixado!...
Minha vida prova que o Senhor é fiel, que Ele é bom; e mais: que a Sua misericórdia não tem fim!
Nele, que é meu amigo mais intimo a cada dia."
Caio
25 de julho de 2010
Lago Norte
Brasília
DF

SÃO JOÃO DA BOA VISTA


"Cidade dos crepúsculos maravilhosos, essa é a nossa bela São João da Boa Vista, fundada em 24 de junho de 1821, por Antônio Machado de Oliveira e os cunhados Inácio Cândido e Francisco Cândido, vindos de Itajubá, cidade de Minas Gerais, chegando à região às vésperas do dia em que se comemorava o culto a São João Batista, o que deu origem ao nome da cidade. Contudo, em fato da cidade ter sido iniciada nos terrenos da Fazenda Boa Vista, de propriedade do Padre João Ramalho, recebeu assim o complemento "da Boa Vista". Antônio Machado, um dos fundadores, doou um terreno para a futura povoação do Local, dando origem à atual São João da Boa Vista." (extraído do portal da Prefeitura Municipal de SJBV)

Alfredo Junta

MELHOR IDADE ?

Adorei a postagem ""Melhor idade? Uma Óva"

Concordo com você.
Ainda bem que para a geriatria a terceira (ou melhor) idade é considerada a partir de 75 anos.
Recentemente fiz 60 anos e ganhei um livro "Estatuto do idoso". Ao recebê-lo fui tomada por dois sentimentos antagônicos:
"ri muito achando que o presente era gozação e logo em seguida senti um nó na garganta, pois a partir daquele momento, querendo ou não, eu já era considerada pessoa da terceira idade.
O livro é importante, mas confesso que o melhor do estatuto é o desconto de 50% em atividades de cultura, esporte e lazer.
É uma pena, pois já não temos pique para tanto!
Queremos mesmo um lugar com nossos discos, livros, família e amigos.
E que a família tenha muitos jovens pois conviver com eles nos renova sempre.
Ainda bem que temos 3 idades:

a biológica (dessa eu cuido)
a cronológica ( essa é bobeira)
a espiritual (um presente de Deus que nunca envelhece)
Tem coisas que também não gosto além do baile da saudade..."Excursão da terceira idade". Creeeeeeeeeeedo!

Bah





OS REIS DO PANO VERDE


O melhor e mais bem frequentado salão de bilhar que conheci, foi o Bilhar do Jerônimo, que ficava em cima do Café Hélio, logicamente na Boa Vista. Tinha seis mesas de primeira linha. Tacos e giz importados. Fanchones, para os "rabos grossos", com o cabo todo trabalhado.
A mesa número 1, com descaída zero e bocas estreitas (a bola tinha que dar uma rebolada para cair), era reservada para os bons. Os tacos marchetados para essa turma ficavam guardados no armário (com chave) do Jerônimo. As bolas para as partidas de sinuca ou "vida" eram de marfim.
Depois da sessão de cinema do Paratodos o pessoal subia para assistir as partidas de "vida", com a bolada de dinheiro depositada em uma das caçapas e o pagamento por bola "matada", em dinheiro vivo no ato.
Clima de boemia no ar. Nas duas saletas da entrada (não podíamos entrar por ser "de menor"), o carteado comia lascado. Ar pesado e acinzentado pela fumaça dos cigarros fortes.
Silêncio no salão quando entravam Gaúcho, Sylvio Riera, Tibira, Cobrinha, Paulinho, Lamartine e o maior de todos que conheci (e conheço - vejo-o sempre), Tininho.
Brinco com ele até hoje dizendo: Me dá 40 pontos na cinco ? Os bons sabem do que estou falando.
Esse era o cara.
Todos copiavam o estilo "Gary Cooper". Calados, olhares frios e tinham relacionamentos complicados com mulheres bonitas. Eram invejados.
Ao lado da mesa número 1, a chamada "sapaiada". Zezinho, Virgílio (até que jogava um pouco), Dalton (não gostava de jogar com caçapa cantada), Gilbertinho, Coelhinho e irmãos, Celso Fincado, Bolão (cuidava do bilhar durante o dia), Zé Vitor, Luis Boi, Pinu, Noé cagão (vendia frutas) e tantos outros.
ER