Viver é Perigoso
Antes que me torne um eremita completo, ocuparei este espaço para falar e discutir um pouco, com simplicidade, sobre a vida, com suas alegrias e tristezas. Pode ser que acabe falando comigo mesmo. Neste caso, pelo menos prevalecerá a minha opinião.
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quinta-feira, 14 de março de 2024
SEQUILHOS DE GOIABADA
Jonathan Araújo, um Português, escreveu nos idos de 2017 uma história excelente, que mostra como muitas vezes erramos ao tentar mudar as coisas e especialmente as pessoas, quando nós mesmos é que precisamos mudar, como ele próprio reconhece.
Mas vamos lá, porque vale a leitura e a reflexão:
“Criei o costume de toda semana comprar sequilho com goiabada na padaria perto daqui de casa. Comê-lo bebendo um café sem açúcar tornou-se, sem exagero, um dos momentos mais deliciosos da semana.
Mas a goiabada me incomodava. Não necessariamente ela, mas sua pouca quantidade. Era um pingo no meio do sequilho. Reclamei na padaria, chamei o padeiro de casquinha (*) e tudo mais.
Outro dia, passei pela padaria e, pra minha sorte, disseram que havia um sequilho especial pra mim. Lá estava, o meu sonho num sequilho especial. Quase que completamente coberto de goiabada.
Chegando em casa, preparado o café e toda a ritualística necessária para consumir o apetecível sequilho, ocorreu que não comi nem a metade. Enjoei na segunda mordida. Doce demais, chegava a dar náuseas.
Dia seguinte, cheguei na padaria e lá estava: outro sequilho coberto de goiabada. Me ofereceram e, por vergonha de dizer que odiei o do dia anterior, comprei. Em casa, raspei a goiabada e comi.
O problema, o inferno, não era a goiabada nem o padeiro, era eu. Fui eu quem, amando o que amava, queria do meu jeito, sem entender que eu gostava era do jeito que era, porque se do meu jeito fosse, eu rejeitaria, enjoaria e até tentaria fazê-lo voltar a ser como era.
Assim fazemos com as pessoas também. No início as amamos como são, depois que estão conosco começamos a criticar, tentamos mudá-las, tentamos “colocar do nosso jeito”, sem saber que nosso jeito são nossas projeções, pessoas que não existem, e que se existissem, enjoaríamos delas. Transformamos para descartar, porque quando aquela pessoa muda, muito provavelmente quem gostávamos não está mais lá.
Essa semana voltei à padaria, pedi o sequilho sem goiabada.
Abençoados sejam meus amigos cada qual a sua maneira e o seu jeito de ser”.
Guelmann
Viver é Perigoso
quarta-feira, 13 de março de 2024
NOSSA ESCOLA - INFORME
Em 11 de março, segunda-feira, a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) recebeu a visita de uma comitiva liderada pelo professor Cléber Ávila Barbosa, reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS), cuja sede está localizada em Pouso Alegre – MG.
O assunto principal do encontro foi a vinda de uma unidade do Instituto Federal para Itajubá, com solicitação de apoio da UNIFEI na estratégia para a viabilização dessa iniciativa, que deverá contribuir para o futuro da cidade, com a formação de mão de obra especializada.
Na comitiva, além do reitor Cléber, estavam o deputado estadual Ulysses Gomes de Oliveira (PT – MG), acompanhado de vários assessores, além de representantes do IFSULDEMINAS, como o professor Paulo Roberto Labegalini, professor aposentado da UNIFEI.
Pela UNIFEI, participaram da recepção os professores Edson da Costa Bortoni, reitor; Antônio Carlos Ancelotti Junior, vice-reitor; Paulo Waki, chefe de Gabinete da Reitoria; Edmilson Marmo Moreira, pró-reitor de Graduação, e Otávio de Souza Martins Gomes, do Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologias da Informação (IESTI), que já foi docente do Instituto Federal em Formiga – MG.
Registrado que o Reitor Bortoni, em conversa anterior com o Professor Cleber também foram discutidas diversas possibilidades de localidades que poderiam abrigar provisoriamente o Instituto Federal, uma vez que está prevista a construção de um campus específico.
Segundo o professor Bortoni, como os primeiros cursos do IFSULDEMINAS serão todos noturnos, a possibilidade de a UNIFEI contribuir cedendo salas de aula para a instalação da unidade do Instituto em Itajubá foi abordada. “Naturalmente, esse tema levantado pela Reitoria deverá ser apreciado pelo Conselho Universitário da nossa instituição, que dará a posição final e oficial sobre o assunto”.
O Reitor Bortoni, também informou que o IFSULDEMINAS se comprometeu a cobrir todos os custos decorrentes desta possível cessão pela UNIFEI, assim como o Deputado Estadual Ulysses Gomes de Oliveira se prontificou a buscar emendas parlamentares para que esta proposta se torne realidade.
Blog: Reunião não puramente técnica, uma vez que o Deputado Ulysses esteve presente. Observada a ausência (?) do Vereador Pedro Gama, que esteve e está a frente da luta e conquista do IF-Itajubá. Ah! também do Prefeito, personagem importante para o avanço do projeto.
Viver é Perigoso
CARTAS
Itajubá, 13 de março de 2024
Amigo Taylor Monteiro
No final da década de oitenta, estive Santo André em reunião onde estava presente um Engenheiro da Pirelli (me foge o nome), que ao saber que eu era de Itajubá, perguntou se eu poderia, ao término da reunião, passar em sua casa onde teria uma encomenda para o Assis Salomon.
Em tempo, Assis, grande pessoa, excelente amigo e talentoso músico. Quem que passou por Itajubá e nunca tomou um drink ou dançou com o som do Assis?
Assim o fiz e trouxe uma partitura musical com a Fly to the Moon.
Verdade, sempre que ouço, lembro do Assis e não do Frank Sinatra. E a partir de agora, também do Taylor.
E. Riera
Itajubá, 13 de março de 2024
Amigo E. Riera
Que legal amigo.suas palavras e a lembrança do meu grande amigo Assis. Me fez lembrar das manhãs que encontrava com ele na praça pra falarmos de jazz.tinha uma cultura e um conhecimento musical raro. Tínhamos um herói em comum BILL EVANS. tenho toda discografia dele por causa do Assis. Eu garoto ainda queria impressionar o mestre então lia tudo sobre o jazz e sabia as biografias do MILES DAVIS, COLTRANE, CHET BAKER, THELONIUS MONK, DAVE BRUBECK kkk gastava todo meu dinheiro comprando CDs importados e gravava pra ele em fitas. Ele comprava e me passava cxs de fitas virgens. Me incentivou muito a buscar conhecimento musical.tive o prazer de apresentar pra ele meus mestres que trouxe a itajuba pra tocar e ensinar como o PAULO BELLINATI, Ulisses Rocha, Sebastião TAPAJÓS entre outros. A gente tava preparando um disco juntos. Teclado e violão solo mas não deu tempo. Tá difícil conversar sobre música em itajuba. Infelizmente. Visto nossos departamentos de cultura que entra e sai governo só gastam trazendo pra itajuba musica sertanojo universitario e axé. Temos um teatro que nunca viu um grande músico de jazz ou um artista de nível internacional e só serve pra colocar defuntos, formaturas de criança, e reuniões locais. Um elefante branco. Visto os pseudo artistas que estão vindo aí pro aniversário da cidade kkk quase um milhão jogado no lixo. Penso que cultura é cultuar o que é nobre. Valeu pela lembrança do nosso amigo em comum e por lembrar da minha singela interpretação daqui por diante.
Taylor Monteiro
Desculpe o desabafo cultural. Viver é perigoso mesmo.
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