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domingo, 17 de maio de 2020

SOB A LUZ DE VELAS


“O mundo é um lugar perigoso para se viver não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”.

Albert Einstein

Viver é Perigoso

POIS É...


Deu na coluna Broadcast

A XP bateu dois rivais semana passada. Beneficiada pela valorização de seu papel na bolsa americana Nasdaq, a corretora superou o Banco do Brasil e o Santander Brasil em valor de mercado. Nesta sexta-feira, enquanto a XP valia R$ 85 bilhões, a cifra do BB era de R$ 75 bilhões. 

A distância em valor de mercado também tem diminuído em relação aos demais grandes bancos privados. O do Bradesco era de R$ 148 bilhões, enquanto o Itaú Unibanco - maior acionista da XP, aliás, estava ao redor dos R$ 208 bilhões.

Viver é Perigoso

PRÁ PENSAR


Como todos sabem, em 13 de dezembro o governo do Marechal Costa e Silva promulgou o triste AI-5.

A história conta, que em maio de 1969, Costa e Silva fizera anunciar a convocação de uma comissão de juristas para elaborar uma reforma política, por meio de emenda constitucional que incluiria a extinção do AI-5. Costa e Silva pretendia assinar essa emenda no dia 7 de setembro de 1969.

Entretanto, uma semana antes da data prevista para assinatura da emenda, sofreu um derrame cerebral. Foi sucedido por uma Junta Governativa Provisória, também conhecida como a Junta Militar. impedindo assim que a sucessão se fizesse em favor do vice-presidente, Pedro Aleixo, como previsto.

A junta militar que tomou posse em 31 de agosto de 1969 era constituída pelo general Aurélio de Lira Tavares (Ministro do Exército), pelo almirante Augusto Rademaker (Ministro da Marinha) e pelo brigadeiro Márcio de Souza Melo (Ministro da Aeronáutica).

A emenda constitucional contendo a extinção do AI-5 foi esquecida.

A Junta Militar permaneceu na presidência até a posse do general Emílio Garrastazu Médice como presidente da República em 30 de outubro de 1969.

Durante os trabalhos da Constituinte de 1987-1988, Ulysses Guimarães denominou os membros da junta militar de "os três patetas".

Hoje, o governo Bolsonaro tem três membros de origem militar no Palácio do Planalto: General Walter Braga Netto (Casa Civil) E OS, generais Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Diferentemente do vice de Costa e Silva, o vice atual é general.

Pois é...

Viver é Perigoso

FALOU E DISSE:


"Fica parecendo que quem não quer morrer é comunista. E quem quer morrer, mas protesta em caminhonete cabine dupla, é de direita.... 

Na pandemia, a palavra final é dos cientistas. O que eles mandam fazer, eu faço. Como não sou médico nem infectologista, sigo a cartilha e apenas entrego o dinheiro para executarem a parte social e de saúde.

A fala de um presidente é muito importante. Se tivéssemos uma liderança federal forte, o combate à pandemia seria bem melhor. Imagine se o Doria e o Witzel] não tivessem parado São Paulo e Rio? O Brasil já teria uns 50.000 mortos." 

Alexandre Kalil

Viver é Perigoso

A ESPANHOLA - LEMBRANDO


Interessante ler os grandes jornais brasileiro de 1918, principalmente no período de agosto a novembro, quando o País foi assolado pela "gripe espanhola".

Wenceslau Braz já estava no final de seu governo e o novo presidente, Rodrigues Alves, que deveria tomar posse em 15/11/1918, já tinha sido eleito (seria seu segundo mandato) em pleito realizado em 01/3/1918.

Registrou-se críticas severas ao então Diretor Geral da Saúde, hoje seria Ministro da Saúde, Carlos Seidel e lógico, ao presidente Wenceslau Braz.  

Segundo a história, a morosidade em estabelecer medidas profiláticas e as limitações estruturais que afetavam as instâncias de saúde durante o combate à epidemia de gripe despertaram a ira popular, com acusações de incompetência administrativa e de ausência do estabelecimento de estratégias para defender a população do mal que os ameaçava. 

Registre-se que faltavam poucos dias para o término do governo Wenceslau Braz.

Pressionado, em 16 de outubro de 1918, o diretor da Saúde Pública Carlos Seidel, pediu  a censura dos jornais que, segundo ele, acabavam por incutir crescente pânico na sociedade carioca e ameaçavam a preservação da ordem pública. Não conseguiu. 

A situação de Carlos Seidl passou a ser insustentável diante dos ataques maciços da imprensa e de vários representantes políticos da capital federal. 

Segundo os jornais, Wenceslau Braz designou o seu oficial de gabinete Elmano Cardim para cobrar, do responsável pela saúde, Carlos Seidel, soluções para a morosidade na organização dos socorros públicos e, conseqüentemente, pela expansão da epidemia.

No dia 18 de outubro, o país tomava conhecimento do pedido de demissão de Seidl, que fora substituído por Theophilo Torres.  

Comentado, que tal exoneração foi uma tentativa de dar uma resposta pública diante das críticas à impossibilidade de conter a expansão da moléstia e socorrer a população diante do colapso social que se instaurara.

Em tempo, Wenceslau governou até 15/11/1918, quando deveria assumir o presidente eleito, Rodrigues Alves, que não tomou posse por estar enfermo (gripe espanhola). Tomou posse o seu vice, Delfim Moreira. Rodrigues Alves faleceu em 16/01/1919.

Estima-se, que 35 mil pessoas morreram no Brasil devido a "gripe espanhola".

Viver é Perigoso

sábado, 16 de maio de 2020

NEW YORK



Viver é Perigoso

TOMOU O BARCO


Posso dizer que, de certa forma, estivemos bem próximos. Tenho-os todos, li e releio sempre os todos os livros escritos pelo Maklouf.

O jornalista, repórter e escritor, Luiz Maklouf Carvalho morreu na manhã deste sábado (16), em São Paulo, aos 67 anos.

Publicou sete livros-reportagem, dois dos quais vencedores do Prêmio Jabuti:Mulheres que Foram à Luta Armada e Já Vi Esse Filme.

São também do Maklouf:

Contido a Bala 
Cobras Criadas
O coronel rompe o silêncio
João Santana:Um Marqueteiro no Poder
Segredos da Constituinte

Seu último livro publicado foi O Cadete e o Capitão, sobre os anos de Exército do presidente Jair Bolsonaro.

Quase todos foram citados como "Livro - Presente de Amigo", aqui no Viver é Perigoso.

Viver é Perigoso

COZINHA BRUTA


A seguir, lições que eu aprendi ou revisei na pandemia. (Marcos Nogueira)

Cozinheiros são essenciais, chefs não são.

Cozinhar é essencial. Cozinhar bem é privilégio.

Ter companhia nas refeições é bacana na maioria das vezes. Mas dá para viver sem.

Restaurantes não são essenciais. Eu gostaria que fossem, mas não são. Bares são mais necessários. Não pela bebida, que vende em qualquer quitanda. Pelo social. E pelas frituras, que só funcionam fora de casa.

Bufê, rodízio, self-service, mesão comunitário, cozinha aberta e bisnaga de ketchup são coisas destinadas ao esquecimento.

Padaria não serve para grande coisa sem o pingado no balcão. O brasileiro já descobriu isso e passou a fazer o próprio pão.

Arroz é essencial. Arroz integral é melhor para quem está com prisão de ventre. 

Carne, vá lá, é importante. Filé é luxo. Bife ancho é ostentação.

Sal e óleo não são eternos. Alho e cebola nunca são o bastante. Abacate apodrece antes de amadurecer. Apalpar o melão na feira é crime hediondo.

Lavar louça é essencial. A natureza pode dar conta de secá-la no escorredor. Máquina de lavar louça, nada essencial, quebra um galho sobrenatural. Tenha uma, se puder pagar. Pague água e luz, também.

O micro-ondas é nosso amigo. A panela de pressão também.

Mesa, talheres, pratos, guardanapos: essenciais ou não? Há controvérsia.

Pedir comida virou questão de segurança. Miguelar a gorjeta do entregador sempre foi questão de mesquinhez.

Guloso, sempre. Glutão, OK. Gourmet é a senhora sua mãe, com todo respeito.

Viver é Perigoso