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sexta-feira, 9 de março de 2018

O LEÃO E O RATO


Depois que o Leão desistiu de comer o rato porque o rato estava com espinho no pé, e, posteriormente, o rato, tendo encontrado o Leão envolvido numa rede de caça, roeu a rede e salvou o Leão, os dois, rato e Leão, passaram a andar sempre juntos, para estranheza dos outros habitantes da floresta. 
E como os tempos são tão duros nas florestas quanto nas cidades, e como a poluição já devastou até mesmo as mais virgens das matas, eis que os dois se encontraram, em certo momento, sem ter comido durante vários dias.
Disse o Leão:
- Nem um boi. Nem ao menos uma paca. Nem sequer uma lebre. Nem mesmo uma borboleta, como hors-d'oeuvres de uma futura refeição.
Caiu estatelado no chão, irado ao mais fundo de sua alma leonina. E, do chão onde estava, lançou um olhar ao rato que o fez estremecer até a medula. 
"A amizade resistiria à fome?" - pensou ele. E, sem ousar responder à própria pergunta, esgueirou-se pé ante pé e sumiu da frente do amigo (?) faminto. 
Sumiu durante muito tempo. 
Quando voltou, o Leão passeava em círculos, deitando fogo pelas narinas, com ódio da humanidade. Mas o rato vinha com algo capaz de aplacar a fome do ditador das selvas: um enorme pedaço de queijo Gorgonzola que ninguém jamais poderá explicar onde conseguiu.
O Leão, ao ver o queijo, embora não fosse um animal queijífero, lambeu os beiços e exclamou:
- Maravilhoso, amigo, maravilhoso! Você é uma das sete maravilhas! Comamos, comamos! Mas, antes, vamos repartir o queijo com equanimidade. E como tenho receio de não resistir à minha natural prepotência, e sendo ao mesmo tempo um democrata nato e confirmado, deixo a você a tarefa ingrata de controlar o queijo com seus próprios e famélicos instintos. Vamos, divida você, meu irmão! A parte do rato para o rato; para o Leão, a parte do Leão.
A expressão ainda não existia naquela época, mas o rato percebeu que ela passaria a ter uma validade que os tempos não mais apagariam. E dividiu o queijo como o Leão queria: uma parte do rato, outra parte do Leão. Isto é: deu o queijo todo ao Leão e ficou apenas com os buracos. O Leão segurou com as patas o queijo todo e abocanhou um pedaço enorme, não sem antes elogiar o rato pelo seu alto critério:
- Muito bem, meu amigo. Isso é que se chama partilha, Isso é que se chama justiça. Quando eu voltar ao poder, entregarei sempre a você a partilha dos bens que me couberem no litígio com os súditos. Você é um verdadeiro e egrégio meritíssimo! Não vai se arrepender!
E o ratinho, morto de fome, riu o riso menos amarelo que podia, e ainda lambeu o ar para o Leão pensar que lambia os buracos de queijo. E enquanto lambia o ar, gritava, no mais forte que podiam seus fracos pulmões:
- Longa vida ao Rei Leão! Longa vida ao Rei Leão!

MORAL: Os ratos são iguaizinhos aos homens.

Millôr

Viver é Perigoso

quinta-feira, 8 de março de 2018

CANTINHO DA SALA

Pablo Picasso - Musical Instruments on a Table - 1926
A obra encontra-se na Fondation Beyeler, Riehen bei Basel, Switzerland.

A Fondation Beyeler é um museu de arte suíço e uma fundação com sede em Riehen, no cantão de Basel-Stadt. Fundada em 1982, a fundação possui a coleção de arte coletada pelos cônjuges Hildy e Ernest Beyler por cerca de 50 anos.

A Coleção Beyeler, que contém cerca de 250 obras de modernismo clássico e arte comtemporânea. São exibidas obras de Degas, Cézanne, Monet, Rousseau, Van Gogh, Kandinsky , Matisse, Léger, Giacometti, Picasso, Miró, Calder, Klee, Ernest, Mondrian, Wahol,Lichtenstein e Bacon.

Viver é Perigoso

SÓ BLUES



Viver é Perigoso

CLUBE ITAJUBENSE


Três sócios do Clube Itajubense ocuparam a Presidência da Republica. O primeiro, foi o Dr. Wenceslau Pereira Gomes, sócio fundador. O segundo, foi o Dr. Delfim da Costa Moreira e o terceiro sócio a ocupar o mais alto cargo da Nação, foi o Dr. Antonio Aureliano Chaves de Mendonça.

O cientista , Dr. Vital Brasil, em 8 de dezembro de 1902, foi admitido como Sócio Correspondente. Já em 8 de dezembro de 1903, foi aprovada a admissão do Dr. Theodomiro Carneiro Santiago, que em 1º de janeiro de 1914, assumiu a Presidência do Clube.

Em 6 de dezembro de 1921, é admitido com sócio, o 1º Tenente Juarez Fernandes Távora, personalidade importante na vida nacional. 
Távora, participou da famosa Coluna Prestes, foi Ministro por várias vezes. Candidato à Presidência da República em 1955, perdendo para Juscelino Kubitschek e perdeu a eleição indireta em 1964, para Presidente, para o Marechal Castelo Branco

Conversa Centenária - Fernando Antonio Xavier Brandão

Viver é Perigoso

EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO


Como sempre tranquilas e ponderadas as palavras do Eng. Fernando Bissacot, Secretário Municipal de Ciência, Tecnologia, Industria e Comércio de Itajubá, em entrevista ao jornal Itajubá Notícias.

De Botucatu e morando na terrinha há 43 anos.

Sobre o Parque Tecnológico : " Precisamos ter ações que deem sustentabilidade para essas iniciativas e muita coisa que colhemos hoje, não foi plantada e semeada por nós, e sim há 10, 15 ou 20 anos, às vezes até mais tempo.

Sobre a integração entre a Unifei e o Executivo Municipal e o Setor Privado : " Em 2017, a essa integração  foi fundamental para avançarmos. Efetivamente, aconteceu uma integração muito forte entre a Universidade e a Prefeitura.

Estreitamento entre a Universidade e Prefeitura : " Na Universidade, tenho ótima relação com o professor Edson Pamplona, pró-reitor de Expansão. Começamos então trabalhar juntos para essa união, em janeiro de 2017. Em abril, durante uma inauguração, criamos um momento de aproximação entre reitor e prefeito. Naquele momento fizemos o primeiro aperto de mão no sentido de vislumbrar um projeto consolidado para o desenvolvimento da cidade voltado para a Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo.

Blog: O primeiro passo para a conciliação foi dado. A cidade e micro-região só têm que lamentar muito os 13 anos reconhecidamente perdidos, uma vez que esse projeto, criado pelo Município, Universidade, Setor Privado, no final dos anos 90 e início dos anos 2.000, foi praticamente interrompido no início de 2005 e mais do que isso, negado e renegado até o final de 2016, pelas autoridades municipais.
Não existiria uma reaproximação formal se não tivesse ocorrido antes um distanciamento, uma separação.

Como foi deixado claro, esse projeto não pode ser de pessoas e de governo. É um projeto da Cidade, do povo itajubense e, obrigatoriamente, deve avançar sempre, independente de governos e pessoas.

Grato ao Secretario Bissacot e ao Professor Pamplona pelo difícil trabalho de aparar arestas. Muito ainda tem que ser feito nesse sentido. É continua incompreensível a ausência do Professor Renato Nunes desse processo, sendo ele comprovadamente reconhecido em todo o Brasil (tenho ouvido depoimentos a respeito), como dotado de extraordinário conhecimento e experiência na área.

Mais uma tarefa para os candidato ao Prêmio Nobel da Paz,  Fernando Bissacot e Edson Pamplona.

Sobre vinda de empresas, a experiência mostra que é melhor não dizer nada, não gerar expectativas e posteriormente ter que administrar o desgaste. Itajubá, desde há tempos, encontra-se fragilizada para disputar, em condições de igualdade com outros municípios, a implantação de empresas convencionais. Só a possível fartura de mão de obra, tornou-se pouco. Não temos mais os atrativos do passado recente e tão pouco, uma força política estadual e municipal caminhando na mesma direção, tão necessária para estimular e alavancar novos investimentos. 

Viver é Perigoso    

MULHER



As 17 mulheres homenageadas ontem pela Câmara dos Vereadores de Itajubá, com a Comenda Vereadora Maria de Lourdes Coelho.

Karina Tribst
Alice Antonia Claret dos Santos
Aparecida Cristina de Souza Silvestre
Cibele Maglione Artoni Vilela dos Santos
Clea Dotta Pereira
Cleuza Maria Gonçalves
Dorothy Coutinho Duarte
Francisca Cristina da Costa Oliveira
Irmã Maria Marly Simões
Ivone Maria Lino
Maria Aparecida Ribeiro Braga
Maria Salete da Silva Batista
Mariana da Silva Vasconcelos
Regina Maria dos Passos
Renata Rennê Ribeiro Finamor Alvarenga
Simony Andrade Silva
Zali Rodrigues Alkmin da Costa

Viver é Perigoso

A VOLTA DO CABÔCO MAMADÔ

Nos tempos da ditadura militar, o Henfil no jornal "O Pasquim", criou o Cabôco Mamadô.

Era uma entidade que, antes de os zumbis se tornarem fashion, já mamava o cérebro dos que (do seu ponto de vista) colaboravam com as autoridades – e por isso eram transformados em mortos-vivos.

No cemitério do Cabôco Mamadô viveram-morreram Elis Regina, Tarcisio Meira, Pelé,  Roberto Carlos, Carlos Drummond, Marília Pêra, Clarice Lispector...

Recentemente saiu a listagem das vítimas do Cabôco Mamadô,  vendidos ao lulopetismo, aqueles a quem as pessoas de bem devem boicotar :

Chico Buarque, Veríssimo, Jô Soares, Caetano Veloso, Camila Pitanga, Letícia Sabatella, Gregório Duvivier, Aldir Blanc, Augusto de Campos, Ziraldo, Wagner Moura e outros menos votados.

Dizem as más línguas que já há alguns anos um Cabôco Mamadô está estacionado por estas bandas e vem fazendo vítimas na terrinha.

Muita gente conhecida foi atingida e teve o cérebro mamado. De uma forma geral, estão no cemitério dos mortos-vivos, empresários, vereadores, professores, secretários e assessores de um modo geral. 

Enfim, cidadãos que de um tempo para cá mudaram completamente o jeito de ser.  Caminham trôpegos e repetindo coisas sem nexo, enxergando beleza e maldade onde não existem. 

O cemitério dos mortos-vivos está quase lotado.

Viver é Perigoso 

A JANELA, A IDEOLOGIA E O COFRE


Deu no Jornal 

Está oficialmente aberto o período para que os partidos intensifiquem as articulações em busca de deputados federais e estaduais com mandato. A janela de troca partidária iniciou-se ontem, quarta-feira (7), e irá até o dia 7 de abril.

O que se comenta nos bastidores da Assembleia Legislativa de Minas Gerais é que pelo menos 22 dos 77 parlamentares da Casa devem trocar de legenda.

A cautela dos parlamentares em dar a palavra final se dá por conta da incerteza. Com a campanha eleitoral mais curta, de 45 dias, os políticos estão colocando na balança se a permanência onde estão é vantajosa. Os principais pontos de reflexão dos políticos são se a sigla vai ter ou não candidato ao governo de Minas, se a coligação da agremiação vai ter chances de eleger mais deputados e se o partido vai ajudar a bancar as campanhas – essa é a primeira eleição geral sem financiamento de empresas.

Os candidatos terão menos recursos para custear as despesas de campanha, aumentado a disputa pelo dinheiro do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário.

Na Assembleia, a análise é que a legenda que pode perder mais nomes é o PSDB. Atualmente, são oito cadeiras, que poderiam ser reduzida para três. Da nossa região, Dalmo Ribeiro, tem chance de deixar o ninho tucano. 

Os deputados evitam falar abertamente sobre esse assunto, e os partidos para os quais vão migrar, em muitos casos, ainda são uma incógnita. Isso porque as negociações são mantidas com várias agremiações. 

O esperado é que o DEM, que poderá ter o deputado federal Rodrigo Pacheco como candidato ao comando do Estado, receba vários parlamentares. 

Viver é Perigoso