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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ESCLARECENDO

Muito irão falar e escrever sobre o assunto durante a semana. O Blog do Josias dá um bom esclarecimento. 
 
O STF conclui nesta semana o julgamento do mensalão. Na sequência, os ministros terão de deliberar sobre a dosimetria das penas, o tamanho do castigo a ser infligido a cada condenado. Os que forem mandados à cadeia terão de enfrentar um suplício incomum. A despeito das funções que exercem ou exerceram, os sentenciados serão recolhidos a cárceres comuns. Não terão direito a prisão especial.
 
“Não existe prisão especial com trânsito em julgado”, diz o senador Pedro Taques (PDT-MT), um ex-procurador da República que se notabilizou pelo combate aos crimes do poder. “Esse privilégio só vale para as prisões preventivas e temporárias.”
 
No Brasil, a lei assegura a detentores de mandatos eletivos, autoridades e pessoas com formação
universitária o privilégio de ser preso em condições especiais, longe dos criminosos comuns. A prerrogativa só vale, porém, enquanto não ocorre o que os advogados chamam de “trânsito em julgado”. Havendo uma sentença condenatória definitiva, o benefício desaparece.
 
Como o julgamento do mensalão se processa no Supremo, as sentenças terão o peso de uma palavra final do Judiciário. Significa dizer que os implicados já não poderão invocar o princípio constitutional da presunção de inocência. Serão alcançados por outro valor inscrito na Constituição –o de que todos são iguais perante a lei.
 
Assim, vencida a fase do contraditório, os advogados e o Ministério Público Federal voltam suas atenções para a dosimetria. Só estarão livres do convívio com os prisioneiros ditos comuns aqueles cuja soma das penas for inferior a quatro anos. Nesses casos, a cadeia será substituída por penas alternativas –prestação de serviços à comunidade ou distribuição de cestas básicas, por exemplo.
 
Quem for condenado a penas de 4 a 8 anos terá direito ao regime semiaberto. Nessa hipótese, o condenado passará as noites e os finais de semana no xilindró. Mas poderá sair para trabalhar. Se a pena superar os 8 anos, o regime será fechado.
 
No início do julgamento, o procurador-geral da República Roberto Gurgel pediu que os decretos de prisão fossem expedidos tão logo as penas fossem definidas. Não deve ser atendido. Mesmo no STF, os réus dispõe de dois tipos de recursos. São os chamados “embargos”. E a jurisprudência do Supremo condiciona o “trânsito em julgado” à deliberaçãoo sobre tais embargos –algo que deve ocorrer rapidamente.
 
Cabe ao próprio STF analisar os embargos. É improvável que resultem em reformulação das sentenças. Para evitar surpresas, a Procuradoria cogita requerer ao STF que sejam recolhidos os passaportes dos condenados.
 
Antes de calcular as penas, os ministros terão de decidir como lidar com os casos de empate. Por ora, seis votações desaguaram no placar de 5 a 5. A encrenca pode ser resolvida de duas maneiras: pode-se aplicar o princípio segundo o qual a dúvida favorece o réu. Ou pode-se aplicar o regimento interno do Supremo, que atribui ao presidente do tribunal, Ayres Britto, o voto de desempate.
 
Josias

domingo, 21 de outubro de 2012

VIDA DE LUTA

 
O Sr. João Martinez Ripol casado com a Sra. Francisca Martinez Riera, nascidos em Barcelona, na Catalunha, vieram para o Brasil em 1895.
Já vieram com os filhos Jayme, Loretto, José e Elvira. Segundo as conversas de inverno à beira de fogão de lenha, sairam da Espanha em buscas de novas oportunidades e porque não, para escapar de perseguições políticas.
Jayme chegou com nove anos e a família fez de tudo um pouco no caminho de São Paulo para Minas.
Com as crianças crescendo e já ajudando, sairam pelo Sul de Minas afora. Já moços, José que tinha o dom musical foi para São Paulo, onde trabalhando e estudando música, chegou a Orquestra Filarmônica de São Paulo. Nas noites de folga tocava nas orquestras populares da capital paulistana.
Loretto, boa pinta e bom de conversa foi para o Rio de Janeiro, onde montou uma banca para vender miudezas diversas e por lá ficou. A jovem Elvira, casou-se com bom homem e foi residir em Cachoeira dos Ouros. Sobrou o Jayme, teimoso, calado e corretíssimo.
Em 1891, portanto cinco anos mais nova do que o Jayme, nascia em Manciano, no Sul da Itália, Térça Trédicce, filha do casal Vitório Trédicce e Ildegonda Santinalli. O casal veio para o Brasil na mesma ocasião, trazendo também a sua outra filha Sylvia.
O Sr. Vitório era um excelente construtor e no Brasil se estabeleceu na região de Ouro Fino e Borda da Mata.
Um belo dia se encontraram o espanhol sizudo e a simpática italianinha. Não deu outra: Casaram-se e foram morar em Pouso Alegre.
A outra irmã de Térça, ou seja, a Sylvia, casou-se para melhor gosto dos seus pais, com um rapaz produtor de vinho de Ouro Fino, o também italiano, Sr.Primo Mainardi.
O casal Jayme e Térça rodou pelo Sul de Minas até se fixarem em Silvestre Ferraz, atual Carmo de Minas.
Ali ganharam mais filhos e perderam todos os bens materiais numa enchente. Viveram de favor em um porão de um casarão e receberam ajuda dos moradores da cidade, através de uma lista de contribuições.
A família se virava com os filhos vendendo pães, roscas e bolos produzidos pela mãe, Dna. Térça.
Vendo mais perspectivas em Itajubá, Jayme veio com os dois filhos mais velhos e começou a montar a Padaria Boa Vista, e em pouco tempo foi buscar o resto da família.
Estamos falando do final dos anos 20.
O casal teve 9 filhos. Antonio, Luís, Geraldo, Olívia, Mário, José, Maria, Oswaldo e Tereza.
Hoje continuam conosco, Oswaldo e Tereza. São muitos netos, muitos bisnetos, muitos trinetos e alguns tataranetos.
E o curioso: Temos entre os descendentes muitos médicos, engenheiros, dentistas, advogados, economistas, professores, publicitários, jornalistas, farmacêuticos, enfermeiras, comerciantes, etc, porém, inexplicavelmente, não temos nenhum padeiro.
Digo, padeiro profissional, pois fazer pão quase todos sabem.
Dna. Térça tomou o barco em novembro de 1958 e o Sr. Jayme a seguiu exatamente um ano após.
Os imigrantes e os seus filhos nunca tiveram oportunidade de retornar e conhecer os países de origem. Essa alegria ficou para os que vieram depois, graças aos esforços dos primeiros.
Na terrinha, sempre moraram na Boa Vista.
Tirando os bisavós João, Francisca, Vitório e Ildegonda, pela graça de Deus, tive a oportunidade de conviver com todos os mencionados, avós, tios avós e tios.
O futuro prefeito Rodrigo, é bisneto do Vô Jayme e neto do Tio Mário e Tia Luzia.
É a vida...
 
ER
 
 
 
 
 

O MOÇO E O MAR

By Giuliana- Rio

CANTINHO DA PAREDE

Henri Matisse

PORQUE HOJE É DOMINGO

 
 Tudo pode mudar num piscar de olhos, mas não se preocupe, Deus não pisca.

Regina Brett

SÓ BLUES !


SEM DÚVIDA NENHUMA !

 
O PT "representa uma nova forma de fazer política" no Brasil.

Lula (ontem em Campinas )

ACERTE O SEU AÍ !