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sexta-feira, 18 de maio de 2012

EM BREVE: CLÍNICAS PARA TRATAMENTO

Deu no UOL, de Marian Strecker

A escravidão voluntária que multidões dos quatro cantos do planeta prestam ao Facebook está transformando o serviço numa espécie de catálogo da Terra inteira. Senão da Terra, ao menos dos terráqueos.
Cada brasileiro com acesso à internet gastou em média 7 horas, 50 minutos e 26 segundos no Facebook em abril passado. Nenhum outro site consome tanto tempo do público brasileiro quanto o Facebook, que lidera esse ranking desde agosto de 2011. 78,5% dos que usam a internet no país usam também o Facebook.
Nem era preciso consultar o Ibope. Basta ficar no Facebook certo tempo para saber quão viciante o serviço pode ser, trazendo de volta pessoas do passado, abrindo contato com parentes desconhecidos, novos contatos, transformando seres humanos que riem e que choram em seres humanos que quase apenas riem, porque se tornaram marqueteiros de si mesmos.
O Facebook é o serviço em que as pessoas fazem broadcast de suas vidas, ou ao menos da parte que interessa divulgar. Muitos se iludem achando que é uma boa forma de manter o contato com amigos e familiares, para quem sabe um dia descobrir que aquele contato superficial, à base de textos curtos e fotos escolhidas a dedo, pode esconder a possível ausência de um relacionamento inteiro, verdadeiro e de carne e osso. Afinal, o dia continua a ter apenas 24 horas

Marion Strecker
De San Francisco, Califórnia

VOCÊ É NOSSO E NÓS SOMOS TEUS

"A relação com o PMDB vai azedar. Mas não se preocupe. Você é nosso e nós somos teu (sic)", escreveu o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo, para Sérgio Cabral.

Deputado do PT, Cândido Vacarezza (até há poucos dias, lider do governo).

Blog:
Blindando o Governador de Paris, ou melhor, do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, na CPI.

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O TEMPO PASSA

Obvious

NOTICIA QUE GOSTARIA DE LER

Definido novo padrão mundial de beleza: Gordinhas

Clarin da Boa Vista

NINGUÉM

Marcos Almeida - compositor, músico, professor e membro da banda brasileira de rock Palavrantiga.

Diabetes, cirrose, septicemia, câncer, ninguém escapa(1). O tempo é curto. Eles também não resistiram: Oswald de Andrade modernista dionisíaco, patriarca do Tropicalismo e Concretismo, Di Cavalcanti o Picasso brasileiro, Glauber Rocha o romântico criador do cinema novo, Darcy Ribeiro o antropólogo que gostava de whisky. Câncer, septicemia, cirrose, diabetes; ninguém escapa. Resta a palavra. Fica a imagem. Sobrevive a tinta. Sobrevive a alma. As ideias resistem! Quem pode com uma ideia? Quem dura mais que uma palavra?
Passou o modernismo, a bossa nova, a jovem guarda e o tropicalismo. Os concretistas já se foram. Agora é Inhotim. Agora tudo é líquido e rápido como o rio São Francisco desaguando no mar; tantos metros cúbicos de água por segundo, caindo, caindo, chegando e saindo.
Velhice, infarto, terremoto e balões de gás hélio, ninguém escapa(2). O tempo é curto para todos. Ninguém resiste. Eles também não: Antonio Elias, reverendo presbiteriano, pai de uma geração de pastores, Manoel de Mello o líder pentecostal mais ecumênico da história, Zilda Arns símbolo dos direitos humanos, Antonio de Carli padre aventureiro e ativista. Balões de gás hélio, terremoto, infarto e velhice; ninguém escapa.
Mas olha, ela está ali, no meio do mundo, firme e forte, resistente e flexível: a Igreja, A Mensagem; A Palavra. Quem dura mais que essa Palavra? Início, meio e final, tempo e eternidade! Quem pode com Ela?
Passou o jesuíta, o inquisidor, o acadêmico, a saia longa e o marxista de bata. Os pentecostais não são mais os mesmos. Agora é Neo. Agora tudo é pós, tudo emergindo, sabe lá de onde, dizendo que nem tudo é líquido e rápido como o São Francisco; no meio de tanta água que jorra (re) movendo as margens, nesse mesmo espaço e tempo onde habitamos, intacta permanece a Palavra Principal, soberano e criativo permanece O Verbo que nos escapa (sempre), diante de Quem a morte treme de medo, de Quem de fato nenhum de nós escapa. Ninguém!

Marcos Almeida - Ultimato Online

LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO

quinta-feira, 17 de maio de 2012

SOB A LUZ DE VELAS

E assim prosseguimos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente para o passado.

F. Scott Fitzgerald

Última frase do livro "O Grande Gatsby" e segundo informações (não confirmadas), está gravada no túmulo do Scott Fitzgerald.

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CARTA QUE NÃO ENVIEI

Itajubá, 17 de maio de 2013

Senhores Administradores,

Venho por meio destas mal traçadas linhas, desreivindicar o pleito feito há dois anos, solicitando o calçamento da entrada da empresa espanhola.
Reconhecemos que foi uma ação precipitada.
Creio que parte da imprensa que noticiou sobre as dificuldades de acesso a industria mencionada, com bom entendimento e dentro de curto prazo, concluirá pelo lamentável engano e se desculpará publicamente.
Idêntico retratamento, imagino, será adotado pelos políticos de oposição.
Todos estão cientes do efeito-inverso provocado.
Reconhecemos que tais manifestações levaram a administração municipal, de forma firme e severa,  a colocar no limbo, a realização de qualquer obra que tranquilizasse a empresa. Registramos, que doravante seremos contrários ao calçamento da rua em frente aquela empresa ou aterramento, ou algo nesse sentido.
Aliás, somos contra a empresa. Não apoiamos a sua diretoria e muito menos a sua origem européia. Não gostamos dos seus produtos e não entendemos a sua presença entre nós.
Que fique claro que qualquer melhoria naquele precário acesso, muito nos irritará. Podendo mesmo ser considerada uma atitude politicamente imperdoável.

Blog: Agora sai !

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