A meta era, até 2011, reformar 85 dos 151 aeroportos existentes em Minas Gerais e construir outros seis, por meio do Programa Aeroportuário de Minas Gerais (Proaero), num investimento de R$ 327 milhões. Da promessa à prática, muita coisa mudou. O governo priorizou os 93 aeroportos públicos e, desses, reformou apenas 23 terminais. As obras foram até 2010 e consumiram R$ 315 milhões, sendo R$ 265 milhões do governo do Estado e R$ 50 milhões do governo federal.
No projeto original, apresentado em 2008 pelo então gerente do Proaero, Júlio César Diniz, em matéria publicada pelo jornal O TEMPO, o objetivo era que nenhuma cidade do Estado ficasse mais de 46 km distante de um aeroporto. Agora, a meta aumentou para 100 km.
O atual subsecretário de Regulação de Transportes, Diogo Prosdocimi, da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop-MG), disse que o Estado não está se negando a fazer reformas nos outros aeroportos. "Estamos revisando o Plano Aeroviário de Minas Gerais para fazer um diagnóstico de todos os aeroportos e focarmos a gestão e a administração deles", disse.
Para o subsecretário, dos 853 municípios mineiros, 846 são atendidos com aeroportos numa distância máxima de 100 km e que contam com balizamento noturno, operando 24 horas por dia. "Os 46 km de distância estão descartados porque não é razoável. É muito pouco até para ter topografia e conseguir encaixar um aeroporto", disse.
Mesmo depois de ter recebido recursos, o aeroporto de Governador Valadares, um dos contemplados pelo Proaero, vai receber R$ 3 milhões, sendo R$ 2,1 milhões do governo federal e R$ 900 mil do governo estadual, para ter um terminal mais amplo. Caxambu também receberá R$ 4,2 milhões, sendo 70% de recursos do governo federal e 30% do governo do Estado.
(O tempo)
Blog: A notícia vai tirar o sono de muitos que investiram na área. E perguntar não ofende: Os 20 e tantos milhões que irão utilizar para construção do campo de pouso na terrinha, não daria para duplicar a rodovia até Pouso Alegre (BR-459) ?
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