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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

É DISCO QUE EU GOSTO



I do, I do, I do

The Visitors foi o oitavo e último álbum do ABBA, lançado em 1981. O grupo sueco anunciou que o álbum será relançado em abril com uma música inédita, depois de 18 anos sem lançar nada: "From a Twinkling Star to a Passing Angel".
Esta é a primeira vez desde o box 'Thank You For The Music', de 1994, que o Abba abriu as portas para lançar música anteriormente não ouvida do auge do grupo
A versão de luxo do ‘The Visitors’ também terá seis faixas bônus, outros sucessos e um DVD com imagens raras e nunca exibidas, retiradas dos arquivos da banda pop. Isso inclui a última performance ao vivo da carreira deles, no programa da BBC Late Late Breakfast Show, em dezembro de 1982. Naquele ano, o grupo se separou e desde então se recusa voltar.
Em 2010, o quarteto negou o convite de se reunir para a introdução ao Hall da Fama do Rock and Roll.
Mesmo há muito tempo longe dos holofotes, o Abba - que é (ou foi) formado por Agnetha Faltskog, Benny Andersson, Björn Ulvaeus e Anni-Frid Lyngstad - permanece como uma das bandas mais populares e influentes do mundo. E recentemente as músicas do grupo ganharam um novo impulso com a peça e o filme "Mamma Mia". Quase 36 anos depois de lançado, o hit “Dancing Queen” ainda é um sucesso por onde toca.

(Deu no 247)

ER

TÁ SEM FREIO !

MARCO NA HISTÓRIA DO ESPORTE

Maria Esther Andion Bueno, simplesmente Maria Esther, nasceu em São Paulo em 1939. Começou a jogar tênis em 1950, no Clube de Regatas Tietê.
Participou de 35 finais de Grand Slam, tendo sido vencedora em 19 torneios, sendo 7 na categoria simples, 11 em duplas femininas e 1 em dupla mista.
Conquistou 589 títulos em sua carreira.
Em 1956 venceu o seu primeiro torneio individual internacional, o Orange Bowl, feito repetido um ano depois.
Em 1958 ganha seu primeiro título de duplas em Wimbledon.
No ano seguinte obtém seus primeiros troféus individuais em Wimbledon e no US Open.
Em 1960 faz uma das temporadas mais importantes de sua carreira, chegando ao bicampeonato em Wimbledon e tornando-se a primeira mulher a vencer os quatro torneios do Grand Slam, Australian Open, Wimbledon, Roland Garros e US Open, de duplas.
Em 1962 foi novamente campeã de duplas no US Open.
Em 1963 vence em Wimbledon (duplas) e o US Open (simples).
Em 1964 consegue o feito que a consagra como um dos nomes mais importantes do tênis mundial:
o tricampeonato individual de Wimbledon e do US Open.
Continua sua carreira de vitórias até 1968, quando obtém seu último título de Grand Slam, o US Open, na disputa em duplas.
Em 1977, aos 38 anos, abandona o esporte.
Segundo o anuário do Daily Telegraph, foi número 1 do mundo em 1959 e 1960. Já o Internacional Tennis Hall of Fame, também a inclui como melhor tenista do mundo em 1964 e 1966.

Blog: Pode e deve ser considerada uma heroína do esporte brasileiro.

ER

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SOB A LUZ DE VELAS


A distinção entre o verdadeiro e o falso aplica-se às ideias, não aos sentimentos. Um sentimento pode ser superficial, mas não mentiroso.

Arthur Koestler

É DISCO QUE EU GOSTO



Rhapsody In Blue

Jesús Valdés, simplesmente Chucho Valdés. Cubano de Quivicam, onde nasceu em 1941. Patriarca do jazz cubano ao longo dos últimos 25 anos.
Filho do famoso compositor e pianista Ramon "Bebo" Valdés, Chucho cresceu dentro de um ambiente musical que incluía lendas do jazz cubano como Chano Pozo, Benny More, Ernesto Lecuona e Chico Farrill.
Como qualquer músico cubano, Valdés estudava música clássica na escola e tocava jazz e música tradicional cubana nas jam sessions.
Chucho trabalhou em diversas big bands na década de 60 e formou seus quartetos e quintetos inspirando-se nas artes de Art Tatum, Thelonious Monk, Bud Powell, McCoy Tyner e Wynton Kelly.
Ele formou a Orquestra Cubana de Música Moderna em 1967 e em 1973 criou a big band Irakere. Possuindo artistas como Paquito De Rivera e Arturo Sandoval, o Irakere combinava a tradicional música cubana com rock, jazz e funk. Excursões por todo o mundo, prêmios Grammy seguida da fama.
As tensões entre o governo de Fidel e os Estados Unidos acabaram por impedí-los de entrar nos Estados Unidos.
Devido a esse fato, De Rivera e Sandoval pediram asilo, mas Valdés ficou em Cuba e conserva a banda até os dias de hoje.
Jazz maravilha com preponderante tempero afro-cubano.

ER

VENTOS DE GUERRA - 13

- O que o levou a decidir por tentar a reeleição ?

- Basicamente foi a minha vontade se servir o povo.

Se o seu desejo é servir, você não sentiria também realizado prestando serviços voluntários, por exemplo, na Casa da Criança, Lar dos idosos, ou outros ?

- Sim, mas eu me julgo especialmente preparado para exercer um cargo público.

- Para outros cargos, você admite que não esteja ainda preparado ?

- Corretamente. Ainda não estou preparado para dispensar os recolhimentos provenientes dos salários e bonificações vindos dos cofres públicos.

- Perdão, mas insistindo: O Senhor já não tem outros negócios, diplomas, aposentadoria, que lhe permitam a dedicação sem custos para o povo ?

- Na realidade, os valores recebidos dos cofres públicos, praticamente são repassados para as pessoas que nos procuram. Financiamos remédios, exames, enterros, batizados, casamentos, prendas para bingos beneficientes, rifas, salvamos eleitores de apertos emergenciais e olha, às vezes completamos com nossos recursos próprios.

- Insistindo: Esses pedidos não poderiam ser encaminhados para as Secretárias da Saúde, Ação Social, ou outro orgão oficial ?

- Na maioria das vezes não funciona. Tudo muito enrolado e congestionado. A procura é maior do que a oferta. E além do mais não posso decepcionar os meus eleitores.

- Seus eleitores ? Então o senhor não estaria comprando ou pagando os seus votos e ainda mais com dinheiro de origem pública ?

- Está vendo porque não damos entrevistas ? Vocês mudam tudo e redirecionam para onde acham mais conveniente. O importante é que estou absolutamente tranquilo do dever cumprido. E fique sabendo que a minha comunidade exige que eu continue aqui. Meu gabinete está sempre de portas abertas.

- Ei ! volte, volte, temos mais algumas perguntas. Serão lights.  Por favor...

ER

MOÇA BONITA

Marion Cotillard

SAUDADE DO TED BOY MARINO

Sobre o assunto, Luís Fernando Veríssimo, escreveu:

Alguma coisa aconteceu no coração do Brasil quando acabaram com as lutas de “catch”. Elas eram um sucesso na TV e seus astros viajavam em caravanas pelo país, apresentando-se em ginásios e circos. As lutas não eram lutas, eram teatro. Não eram exatamente combinadas, mas seguiam um roteiro estabelecido e havia um acordo tácito de que ninguém sairia do ringue machucado, mesmo que saísse arremessado.
O roteiro básico não variava: era os bons contra os maus, e os bons sempre ganhavam. Ou só perdiam quando o adversário traiçoeiro recorria a um golpe especialmente baixo, sob uivos de raiva da plateia. E a reação da plateia fazia parte do teatro. Havia uma suspensão voluntária de descrença, e todos torciam pelo Bem contra o Mal — ou pelo bonito contra o feio, o esbelto contra a barrigudo, o correto contra o falso — com um fervor que não excluía a consciência de que era tudo encenação.
Era fácil distinguir os bons e os maus. Os bons eram atletas como o Ted Boy Marino, caráter tão irretocável quanto os seus cabelos loiros, que lutava limpo. Os maus tinham nomes como Verdugo e Rasputin, e comportamento correspondente ao nome. Lembro de um Homem Montanha, que mais de uma vez derrubou o juiz junto com o adversário. E não havia um Tigre Paraguaio?
Os bons geralmente começavam apanhando e, quando parecia que estavam liquidados e que o Mal triunfaria, vinha a eletrizante reação, durante a qual o inimigo pagava por todas as suas maldades. Humilhação e vingança, nada na história do teatro é tão antigo e tão eficaz. Nove entre dez novelas de televisão têm o mesmo enredo.
Não sei se ainda fazem espetáculos de “catch” pelo interior do país. Hoje na TV o que se vê é o “ultimate fighting”, ou “mixed martial arts”, dois lutadores simbolizando nada trocando socos e pontapés sem simulação, quando não se engalfinham no chão como um bicho de duas costas e oito patas em convulsão.
Nessas lutas não vale, exatamente, tudo — parece que esgoelar o outro e xingar a mãe não pode. Mas é o “catch” despido da fantasia, com sangue de verdade. Não há mais mocinho e vilão, apenas duas máquinas de brigar, brigando.
Nem Ted Boy Marino nem Homem Montanha, apenas a violência em estado puro. Sei não, acho que empobrecemos.

Luís Fernando Veríssimo