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| Angie Dickson |
Antes que me torne um eremita completo, ocuparei este espaço para falar e discutir um pouco, com simplicidade, sobre a vida, com suas alegrias e tristezas. Pode ser que acabe falando comigo mesmo. Neste caso, pelo menos prevalecerá a minha opinião.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
É DISCO QUE EU GOSTO
Angie Vazquez, uma menina de 10 anos, que forma um grupo musical com seus irmãos: Abelardo, de 15 anos, toca piano, guitarra e baixo, Gustavo, de 13, bateria. Seu sucesso é tão reverenciado na internet que em pouco mais de um mês se tornou um fenômeno com mais 20 milhões de visualizações do cover de "Rolling in the deep" de Adele.
Vale a pena.
ER
CANTINHO DA SALA
Tomou o barco ontem nos Estados Unidos, aos oitenta e três anos, a pintora abstrata americana Helen Frankenthaler, conhecida por sua técnica de imprimir sobre a tela manchas de cor absorvidas.
A artista ganhou fama em 1957, quando se formou nos Estados Unidos o movimento vanguardista "Color Field", que apostou em misturar cores vivas sem aplicar as normas cromáticas.
Frankenthaler desenvolveu sua técnica inspirada no expressionismo abstrato de Jackson Pollock, que fazia diretamente a pintura sobre uma tela colocada no solo.
Frankenthaler desenvolveu sua técnica inspirada no expressionismo abstrato de Jackson Pollock, que fazia diretamente a pintura sobre uma tela colocada no solo.
Entretanto, ao invés de empregar pinturas de esmalte como Pollock, Frankenthaler misturou suas cores com resina ou solvente para que o pigmento pudesse absorver as manchas de cor dentro do próprio tecido ao invés de se limitar a pintar sobre o material.
ER
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
PERDIDO NO ESPAÇO
Depois de 50 anos resolveu vir passar o natal na terrinha. No Brasil, durante todo esse período esteve duas vezes em São Paulo. Viagens rápidas a trabalho. Desde a volta para o seu Peru, onde dedicou sua vida numa empresa mineradora, casou e se enviuvou e sem filhos, fugiu sempre de notícias da terrinha, onde conseguiu seu diploma de engenheiro eletrotécnico pelo IEI.
Também voltar como ?
Começou a namorar a Clotilde no baile do miss bicho ali pelos meados dos anos 50. Aliás, sua primeira namorada. Cabelo tipo escovinha, pele de cor indefinida e olhar assustado, foi atingido pela síndrome da beleza, que durante muito tempo assolou Itajubá. Era provocada pelo uso de uma tal jaqueta azul escuro, com o escudo do famoso instituto de engenharia bordado do lado esquerdo do peito.
Com três meses de namoro passou a tomar as refeições na casa da sogra. Almoço e janta eram sagrados, além do lanche noturno, após a sessão de namoro.
O café da manhã, pingado acompanhado de pão com manteiga encarava nas padarias e a vitamina do Sr. Edgar com uma lasca de bolo, salvava as tardes modorrentas de aulas práticas.
Cinco anos nesse bem bom.
Excepcionalmente recebeu o seu diploma, diretamente do Diretor, uma semana antes da festa oficial, para a qual, a noiva e toda a sua família esperavam com ansiedade.
Afinal o investimento fora alto e seria compensado em breve com o casamento.
Foi avistado pela última vez num ponto extra do Pássaro Marron, em frente ao mercado, logo pela madrugada. Não portava bagagens. Embarcava tão somente com a sua calça Lee e a sua, já desbotada, jaqueta azul.
Como se pode imaginar, houve choros e ranger de dentes. Mais ranger de dentes.
O homem sumiu. Uns achavam que era Boliviano (a embaixada não confirmou). Outros tinham certeza que era panamenho (as autoridades também não confirmaram).
O pessoal do Bar Sete de Ouros, onde costuma jogar um bilharzimho, jurava de pés juntos que o acadêmico era amazonense e o ligeiro sotaque castelhano era puro golpe.
Sei lá!
O certo é que a Clotilde, depois de muitas lágrimas e reconfortada pelo ódio da mãe pelo ex-namorado, se ajeitou com um sargento do batalhão, boa pessoa, constituiu família e parece que vive bem em Três Corações.
No último sábado, num Pálio alugado, o desertor buscava informações num posto de gasolina da terrinha.
- Como faço para chegar no Grande Hotel ?
- Moço, disse o frentista, Grande Hotel não tem mais não. Por que o Sr. não tenta o Hotel Coroados ? Dizem que é bom.
- E onde fica isso ?
- No BPS
- E onde fica esse tal de BPS ? Bom, depois eu localizo. Vou matar a saudade e almoçar agora lá no Bar Acadêmico.
De novo o frentista: - Moço, esse bar não existe mais.
- Tudo bem, almoço no Ponto Chic, ou no Café Royal, ou mesmo no Marabá.
- Moço isso tudo já fechou.
-PQP e o Pé de Porco ?
Com um sorriso o funcionário concluiu: Esse tá firme lá e a bóia continua de primeira.
Antes de ligar o carro fez a última pergunta:
- Você conhece o Roberto Lamóglia ? Foi um grande colega e amigo
Disse o rapaz de bate-pronto:
- Claro ! Tem um fazendão lá pelas bandas de Piranguçu.
E acenando da janela do veículo:
- Irei procurá-lo.
ER.
LIVRO: PRESENTE DE AMIGO
A PARISIENSE
O guia de estilo de Ines de la Fressange, escrito em colaboração com Sophie Gachet
Na realidade o livro estava sendo lido pela Rachel (terminou no sábado). Dei uma folheada, gostei e li numa tacada só. Aprendi um bocado sobre moda e tendências, além de dicas interessantes sobre Paris. Hospedagens, alimentação, etc. Tudo fora do tradicional roteiro dos guias práticos.
Ines de la Frassange é um ícone da elegância na França.
Curiosidade: Ela não é parisiense. Nasceu em Saint Tropez.
Leitura obrigatória para as mulheres e boa para os homens adquirir um conhecimento mínimo necessário para sobreviver.
Em tempo: O livro encontra-se na lista de best-seller do New York Times.
ER
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