O que todo mundo já sabia, foi revelado ontem pelo vereador Paulino (PT) em pronunciamento na Câmara Municipal. Em nota oficial o seu partido comunicou que terá candidatura própria para prefeito nas próximas eleições.
Nada mais normal um partido político almejar o poder.
A questão se complica quando se tem um vice-prefeito e com certeza muitos indicados fazendo parte de uma administração, cujo o líder, imagina-se, buscará a reeleição.
Pelo que se ouve falar do temperamento do atual prefeito, será bem possível acontecer um "esfriamento" do mesmo com relação ao seu vice Laudelino. É inevitável. Substituições nos cargos de confiança ? sem dúvida ocorrerão.
O atual prefeito pode não ser uma assumidade em estratégia política, mas deixar setores importantes sob o controle de futuros adversários ? Só se não encontrar mais técnicos capazes e disponíveis em Maria da Fé.
O Prof. Paulino fez sua oração como se o atual governo estivesse nos seus estertores, quando na realidade está praticamente no meio do mandato (menos 90 dias).
Fica difícil entender: continuam morando juntos, mas com data de separação determinada. Seria mais ou menos assim: Você pode namorar com quem quiser (até com o PSDB?) e eu estarei flertando com os meus conhecidos da esquerda.
Alguma coisa me diz que a grande batalha será travada (já começou) dentro do próprio PT. A perspectiva de perda de um cargo bem remunerado balança qualquer ideologia.
O PT é um partido disciplinado. Lembrem-se das eleições do ano passado. Tinham dois candidatos ao governo de MInas. Patrus e Pimentel. Fizeram um oba-oba e chegou uma ordem de Brasília para deixarem de gracinha e apoiar o Hélio Costa, do PMDB. Fizeram beicinhos mas acataram. Foi uma tragédia.
Oxalá não venha uma ordem, desta vez de BH, para deixarem de ser salientes e cerrar fileira com o PMDB local. Não duvido nada.
Não percam o filme "Terrinha em Transe".
ER