Antes que me torne um eremita completo, ocuparei este espaço para falar e discutir um pouco, com simplicidade, sobre a vida, com suas alegrias e tristezas. Pode ser que acabe falando comigo mesmo. Neste caso, pelo menos prevalecerá a minha opinião.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
SOB A LUZ DE VELAS

Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.
William Shakespeare
FÁBULA
Fábula do Millor:
Régio Nonada ficou olhando o açougueiro empacotar cuidadosamente suas compras, e, quando o açougueiro já estava atento a seus próprios gestos, mexeu acintosamente na carteira e disse, pesaroso: "Xi, seu Antônio, estou sem um níquel, depois eu pago." Seu Antônio já conhecia o Régio. Disse: "Não faz mal, doutor Régio, eu aceito um cheque." Régio fez uma expressão inda mais pesarosa: "Seu Antônio, o senhor sabe que deixei tudo em cima da cama, na hora de sair? Mas, olha, de tarde mesmo passo por aqui e pago."
O açougueiro fez um ar de desespero e disse, botando a mão no embrulho: "O senhor vai perdoar, doutor Régio, mas da última vez que ficou devendo, levou três meses pra me pagar. Não posso fiar, não; eu vivo disso". Régio botou também a mão em cima do pacote: "Olha, seu Antônio, o senhor sabe como eu sou supersticioso. Juro que volto com o dinheiro logo depois do almoço. Se não voltar, quero que me caia a língua!” Régio falou com tal sinceridade que o açougueiro não teve jeito. Tirou a mão de cima do embrulho e deu de ombros, aborrecido, como quem diz “Tá bem!”. Régio saiu do açougue, dobrou a esquina e, ali mesmo, abriu o pacote de carne. No meio do acém, das tripas e das costeletas estava a língua. Pegou-a e deixou-a cair no chão.
Millor
PREMEDITANDO
Júlio,
Ontem em São Paulo veio a tona a questão: qual música lembraria mais a cidade: Éramos em quatro pessoas. Tiveram indicações: Sampa, Trem das Onze, Ronda, São Paulo, São Paulo (do Premê).
Os argumentos foram diversos e consistentes.
Eu gosto muito da "São Paulo, São Paulo" do nosso antigo Premeditando o Breque e do estilo "New York, New York, dado para a nossa São Paulo, se bem com um bom tempero de gozação (é de 76).
A votação foi decidida pela idade dos eleitores (o mais velho). Nesse quesito, sou imbatível.
Deu "Ronda".
ER
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
SOB A LUZ DE VELAS
As paixões são os ventos que enfunam as velas dos barcos, elas fazem-nos naufragar, por vezes, mas sem elas, eles não poderiam singrar.
Voltaire
RONDANDO SAMPA
Para muita gente a música "Sampa" do Caetano é o "hino nacional de São Paulo". Realmente: "...alguma coisa acontece no meu coração..." é extraordinariamente marcante. Lamento decepcionar a legião de seguidores do compositor baiano. Para mim, musicalmente falando, a primeira lembrança que vem a mente, é a dramática "Ronda", do Paulo Vanzolini. Doutor em zoologia.
"Ronda" é de 1953 e foi gravada primeiramente pela Inezita Barroso.
É a cara de São Paulo, que completa hoje 457 anos. Ouçam com o Jamelão.
vv
ER
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