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terça-feira, 14 de setembro de 2010

VIDA DE ARTISTA

 LEILA PINHEIRO
A grande cantora Leila Pinheiro nasceu em 16/10/1957 em Belém, PA. Iniciou seus contatos musicais estudando piano a partir dos 10 anos e sempre gostando de cantar. Em 1980 abandonou o curso de Medicina da Universidade Federal do Pará para se dedicar integralmente à música. Em 1981 mudou-se para o Rio de Janeiro e através da amiga Jane Duboc conheceu o produtor musical Raymundo Bittencourt que lançou em 1983 seu primeiro LP "Leila Pinheiro", gravado de forma independente com a participação de Tom Jobim, João Donato, Ivan Lins, Francis Hime e Toninho Horta. Em 1985 classificou a canção "Verde" de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Neto em terceiro lugar no Festival dos Festivais da TV Globo, tendo recebido o Prêmio de Cantora Revelação. Em 1987, graças ao LP "Olho Nu", foi convidada para atuar no Japão, recebendo o prêmio de melhor intérprete no Festival Mundial Yamaha. Gravou CD produzido por Roberto Menescal comemorativo dos 30 anos da Bossa Nova, especialmente para o mercado japonês, mas também com grande sucesso no Brasil. Esses sucessos marcaram Leila como grande cantora da Bssa Nova, o que foi reforçado ainda mais pela gravação de "Isso é bossa nova", CD de 1994. Participou de inúmeros shows no Brasil e nos Estados Unidos, onde juntamente com Ivan Lins atuou no show de homenagem a Tom Jobim, no famoso Carnegie Hall de Nova York. Em 2000 gravou com muito sucesso o CD "Reencontro", com músicas de Gonzaguinha e Ivan Lins.
Ouçam um grande sucesso.
Dárcio Fragoso/ Enviado pelo Alfredo Junta

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FRASE DO DIA

"Está errado o povo? A resposta a essa pergunta será dada em algum momento, no futuro. De pronto, a explicação que ocorre é a de que, talvez, o povo de Lula seja constituído de consumidores, não de cidadãos."

(Trecho Editorial de hoje do OESP - enviado pelo Humberto Chiaradia)

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HÍBRIDOS POLÍTICOS

Salada completa nas eleições. No caso de candidatos a deputado, temos visto de tudo em termos de "solidariedade" entre os políticos. Temos apoiadores a Lula/Dilma, a Lula/Anastasia, Aécio/Marina, Marina/Hélio, Gabeira/Serra, Marina/Gabeira, Hélio/Itamar e outros. 
Em termos de propaganda a coisa ainda é mais "braba". São dois os santinhos na reta final. Um com o candidato sozinho e outro junto com o candidato a governador do seu partido. Esse último só é distribuído se o candidato a governador estiver bem nas pesquisas. Se não...
No corpo a corpo ? Depende do vento.  
Achar uma foto do Serra em Minas Gerais é um achado. Se estivéssemos tratando de álbum de figurinhas, a do ex-governador paulista seria "carimbada". Mais difícil só a do candidato a governador de Minas pelo PV. Você já viu ?

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APARELHAMENTO MOVIDO A DNA

(Editorial de "O Globo" de hoje- Parte final)

"...O caso Erenice Guerra e o escândalo da invasão criminosa de arquivos da Receita Federal, com objetivos político-eleitorais traçam em cores fortes um cenário de degradação de uma máquina pública cada vez mais custosa para o contribuinte. E por trás de tudo está o descuido com que tais cargos de confiança são preenchidos.
No governo Lula, em que o aparelhamento ideológico e, agora se vê, de compadrio, chegou aos píncaros, o contigente desses funcionários contratados sem concurso foi ampliado de 18.000 para aproximadamente 21.000.
A sociedade, então, vê-se numa situação desconfortável: paga altos impostos para sustentar uma máquina que não para de inchar, e descobre que, enquanto a qualidade dos serviços públicos continua baixa, parte do seu dinheiro é gasto no pagamento de salários a apaniguados de poderosos de ocasião. Mais ainda: Vê o dinheiro público que é seu, desviado para labirintos da corrupção, e sequer pode confiar em que o Estado guarde com a devida segurança informações de sua vida privada." 
O Globo

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SEM PALAVRAS!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ANASTASIA DISPARA EM MINAS GERAIS

Em pesquisa Ibope divulgada hoje, o governador Anastasia, candidato a reeleição, aparece com 41% das intenções de voto dos mineiros. O ex-ministro Hélio Costa caiu para 32%, estabelecendo uma diferença considerável de 9%. Se a eleição fosse hoje, Anastasia estaria eleito no primeiro turno.
Para o senado, lidera Aécio Neves (67%), seguido de Itamar (41%). Fernando Pimentel do PT aparece com 28%.
É isso aí.

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MARCHA DA INSENSATEZ E A ESTUPIDEZ PROTETORA


SANDRA CAVALCANTI

No ano de 1984, Barbara W. Tuchman premiou o mundo com um livro que, além de surpreendente, é admiravelmente bem escrito: "A marcha da insensatez". Obra para ser lida e relida, dedicada aos que se interessam pelos caminhos da humanidade e procuram explicações para a insensata adoção, por muitos governantes, de políticas contrárias aos seus próprios interesses.
A autora oferece quatro episódios da história mundial como exemplo de momentos muito emblemáicos.
1 - Os troianos puxam o misterioso cavalo de madeira para dentro dos muros de Tróia.
2 - Os Papas da Renascença não captam a importância das vozes reformistas e não impedem a cisão protestante.
3 - A arrogância dos lordes ingleses detona o processo de libertação da América do Norte.
4 - Os americanos se atolam no Vietnã.
Como entender que, com poder de decisão política, alguns ajam tão frequentemente de forma contrária àquela apontada pela razão e pelos próprios interesses em jogo? Por que o processo mental dessas inteligências, também tão frequentemente, parece não funcionar?
O último capítulo do livro - Uma lanterna na popa - oferece ao leitor conclusões bastante melancólicas sobre os relatos e feitos analisados. Uma dessas conclusões sustenta a tese de que, entre as causas que mais contribuem para a insensatez política, a principal é a ambição do poder.
A ambição do poder é definida por Tácito como sendo a "mais flagrante de todas as paixões". Ela só se satisfaz quando exerce o poder sobre os demais seres humanos. Governar acaba sendo a melhor forma de exercer o poder sobre as pessoas.
Ganhar muito dinheiro, ou conseguir muita fama, também oferece satisfação de poder. Mas isso só se forem muito bem sucedidos. Nos casos comuns, embora o dinheiro lhes propicie alta posição social e luzes de fama, fica faltando o domínio sobre os demais. O real domínio, que só o ato de governar lhes oferece! O domínio sobre os outros significa, para os governantes, o verdadeiro poder que ambicionavam. Por isso desejam-no ardentemente e conquistam-no a duras penas. Depois, lamentavelmente, se revelam incapazes de exercê-lo sobre si mesmos.
Nenhuma alma, segundo Platão, consegue resistir ao excesso de poder. Para livrá-la da insensatez, só a garantia das leis. Sem essas garantias, o excesso de poder conduz à desordem e à injustiça. Toda a insensatez começa assim...
Maquiavel, que sabia das coisas, dizia que todo o governante "deve ser um grande perguntador, escutar pacientemente a resposta sobre o que perguntou e manifestar sua ira ao verificar que lhe ocultaram a verdade."
No mundo de hoje, qualquer titular de governo enfrenta muitíssimos problemas. Às vezes, fica difícil a compreensão clara e sólida de muitos deles. Não sobre tempo para pensar e refletir. Além disso, o grupo que cerca o chefe só age em função de decisões que possam lhe garantir prestígio político e força eleitoral. E, dizia Maquiavel, "se ele fica à mercê do grupo que o cerca, ele abre caminho para uma situação que alguns estudiosos definem como ESTUPIDEZ PROTETORA".
A estupidez protetora é a responsável pelo fato de o Presidente não fazer muitas perguntas, não escutar pacientemente as respostas e não ficar irado quando verifica que lhe ocultaram a verdade.
A nossa Marcha da Insensatez vem sendo liderada lá do Planalto, por um grupo assim, todos movidos exclusivamente pelo objetivo de permanecer no poder. Põe em prática, como nunca antes, todos os famosos Princípios de Dominação pela Propaganda, seguidos por Goebbels, Stalin, Mao, Fidel e tantos outros.
Não se pode negar que, às custas de bilhões de reais, os efeitos dessa propaganda estão sendo alcançados. Lula nunca sabe de nada. E, quando sabe, passa a mão pela cabeça dos culpados e, irado, até se atreve a querer calar o Estadão, o mais corajoso e livre órgão de imprensa do Brasil.
O mais triste, ainda, é que apesar de todos os escândalos, da mais deslavada corrupção, da mais desavergonhada compra de consciências, da mais cínica postura em relação às leis, o brasileiro continua calado e anestesiado. A voz do país ainda não se fez ouvir.
Misteriosas e oportunas pesquisas de opinião dão a entender que o povo está feliz, achando que tudo vai bem. Mesmo com os problemas da assistência à Saúde. Mesmo com os níveis desastrosos da Educação. Mesmo com a vergonha da infraestrutura dos transportes. Mesmo com o aumento apavorante da violência. Mesmo com os portos ainda travados. Mesmo com as dívidas públicas não pagas.
De onde vem, então, essa apregoada visão positiva de um governo tão vulnerável ?
Vem da força terrível da propaganda. Da prática imoral da dominação de um povo pelas artimanhas, armadilhas e artifícios da mais poderosa e cara máquina estatal de propaganda governamental jamais montada antes no Brasil! Nem na ditadura de Vargas, nem no período militar. O grupo de Lula só tem um objetivo: continuar no poder. Como? Essa ambição é que leva à insensatez.
Sabendo que seria perigoso prorrogar o seu mandato, trilhando desde logo, o mesmo caminho de Hugo Chavez, Evo Morales, Rafael Correa e outros do mesmo time, o Presidente não hesitou, ditatorialmente, em afrontar a sua própria gente! Impôs uma candidatura ao PT. Derrubou os procedimentos democráticos usados pelo partido. Quem xingava tanto as oligarquias conservadoras conservadoras, cometeu a insensatez de imitar os troianos, os Papas da Renascença, os lordes ingleses e o atoleiro do Vietnã! Mas a História é implacável. Sempre há um cavalo de pau. Um Lutero. Um Washington. Um drama em Saigon. Sempre há.

(Sandra Cavalcanti é professora, foi deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Lacerda, fundadora e presidente do BNH - Texto publicado pelo Cláudio Humberto) 

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PRÉDIO TOMBADO (PELOS DEMOLIDORES)

                                               (Acervo-Dr.Aldo) 
Antigo prédio da cadeia de Itajubá. Ficava na Rua Nova, esquina com a Rua Francisco Masselli. Tirando o dono da foto, que de lá tem recordações, creio que a demolição do prédio não causou maiores tristezas para ninguém.
No interior do prédio só estive duas vezes. Explico: uma delas quando fui tirar a carteira de motorista e a segunda para acompanhar a liberação de dois grandes amigos lá recolhidos, logicamente por engano dos policiais (ou excesso de zêlo, não me lembro bem).
Numa conversa em Aiuruoca (já contei aqui) com o famoso advogado e intelectual, Dr. Dantas Motta, ele nos mostrou fotos de um preso, segundo ele "suicidado" nessa cadeia. Um caso que deu muito o que falar na cidade (assassinato de um médico).
Nos anos 60, quando eu cursava o ginasial  no Colégio Itajubá, mais conhecido como o Colégio dos Padres, o Professor Estácio Tavares, homem severo, rigoroso e respeitado cidadão, foi agredido por um policial (não me recordo dos detalhes). Foi um Deus nos acuda.
Na noite seguinte, os estudantes da cidade organizaram uma passeata de protesto. Na realidade foi um enterro simbólico da polícia, com caixão e tudo.
Moleque ainda, eu estava lá  carregando uma velinha acesa. O "féretro" atravessou toda a Rua Nova.
Os policiais apagaram todas as luzes da cadeia e se posicionaram armados nas janelas, preocupados com uma invasão e quebra-quebra.
O protesto correu tenso porém ordeiro.
No final, a multidão foi até a casa do Prof. Estácio (morava na mesma Rua Nova) e seguiu em frente, carregando-o nos ombros.
Ficou na história. Quem lá também esteve, ajude com mais detalhes.

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