Conheço há muitos anos (coloque anos nisso) um casal de missionários evangélicos. Desde que se casaram trabalham no "campo missionário". Atualmente estão no interior da África, cuidando, alfabetizando e evangelizando crianças.
No início da carreira missionária, moraram em uma aldeia da tribo wai-wai, em Roraima, bem próximo à fronteira do Brasil com Venezuela.
Na época, notícias só a cada 60 dias, com cartas sendo levadas de barco até uma aldeia vizinha (horas de barco) com um pequeno campo de pouso. De lá para Boa Vista onde eram colocadas no correio normal.
Certa vez, morando em Manaus, recebemos uma carta contando as novidades e noticiando que tiveram muito trabalho no domingo anterior.
Um grupo de caça de uma outra tribo, de passagem, atacou a aldeia onde eles moravam. Foi à noite e o pau quebrou feio. Lutaram só (?) com bordunas.
Os atacantes foram rechaçados e fugiram, ficando muita gente machucada. Ela e o marido passaram a noite fazendo curativos e ajeitando todos da melhor maneira. Ninguém morreu.
A notícia nos deixou preocupados.
Respondendo, recomendamos que eles arrumassem um jeito de vir embora, escapando daquela violência.
Tempos depois recebemos nova carta, informando estar tudo bem com eles. Para nossa surpresa, disseram estar muito preocupados conosco, morando junto aos civilizados, em Manaus.
Escreveram: Na última vinda do avião, quando recebemos a sua carta, nos foram enviados também, alguns jornais de Manaus.
Ficamos impressionados com a quantidade de assaltos, assassinatos e acidentes com vítimas, que ocorreram aí no mesmo final de semana.
Venham para cá.
Em tempo: A missionária é a minha irmã Eliane e o marido é o Enoque. (retirado por inconpreensão)