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quinta-feira, 25 de março de 2010

TRANSPARÊNCIA

Ouvi hoje na Rádio Jovem, parte de uma entrevista concedida pelo Santiago, proprietário do Jornal "O Sul de Minas" e um criadores da ONG "Transparência Itajubá". Respondeu as perguntas com a facilidade e o conhecimento que lhe são peculiares.
Um ponto não me convenceu, e como ele agora atua também um homem de imprensa, tomo a liberdade de registrar:
Alguém da administração municipal tentou direcionar uma concorrência beneficiando ou facilitando o jornal "O Sul de Minas" ou melhor, buscando alijar do pleito o outro jornal da cidade, exigindo como pré-requisito para participação ter sua edição com no mínimo 18 páginas.
O próprio "O Sul de Minas", repudiou a "facilidade" e se manifestou publicamente a respeito.
Digo eu: Dentro do espírito que norteia a respeitada ONG, por que não solicitam uma investigação para descobrir quem fez, por que fez, a mando de quem, tal desvio ? Se fez uma vez poderá fazer outras.
Poderá também ter sido somente um erro de um funcionário inexperiente, talvez apaixonado pelo número 18.
ER

ALDEIA GLOBAL

Em 69 ou 70 se discutia muito sobre filosofia e política em Itajubá. Os "pratos do dia" eram os livros do Prêmio Nobel nascido alemão e naturalizado suiço, Hermann Hesse (O Lobo da Estepe e Sidarta). Na sequência, o guru dos "intelectuais" era o canadense Herbert Marshall MacLuhan, com o seu livro (tornou-se uma bíblia), " O Meio é a Mensagem", que pregava a idéia de que o mundo caminhava, com os avanços tecnólogicos, para se tornar uma aldeia global.
Esse assunto era um saco, mas conhecer um pouco proporcionava um tremendo Ibope junto a moçada do Colégio da Irmãs.
Isso foi só a introdução: Li no final de semana, em algum lugar, o interessante depoimento de um jornalista americano. Dizia ele:
"Meu filho se formou engenheiro e conseguiu trabalho na cervejaria Budweiser nos EUA. Após um período de treinamento foi deslocado para trabalhar em uma fábrica da empresa, situada na Índia. Tudo bem.
Continuando explicou: Com pouco tempo de Índia, foi enviado para o Brasil com o intuito de passar seis meses aprendendo o português.
Concluiu o Pai: Daí que tomei conhecimento que a Budweiser não é mais americana, mas sim da Ambev/Imbev, que vem a ser um grupo brasileiro/belga.
As coisas estão mudando. Há pouco tempo era a gente que ia prá lá.
ER

O ÓDIO SERÁ A TUA RUÍNA !

Lembra título de filme de bang-bang americano, daqueles bem antigos. Li hoje na coluna do Dr. Edson Ribeiro, advogado e colunista criativo do jornal Itajubá Noticias, que de forma engraçada fala de assuntos sérios, sobre o destempero que causa no "Seu Jorge" a simples menção do sobrenome Riera. Pelos últimos gestos do alcaide, deve ser verdade.
Acho estranho o seguinte:
Em Itajubá já apoiamos (participamos das campanhas) as candidaturas do Dr. Pedro Mendes, do Ambrósio Pinto, do Saulo Germiniani, do Chico por três vezes e logicamente da minha própria. Tivemos vários adversários duríssimos. Mas nunca deixamos de conversar, dialogar e a respeitar todos eles. Inclusive, nos três últimos pleitos estivemos politicamente em posição totalmente diversa dos meus primos Sebastião e Rodrigo Riera, que são do PMDB.
Lógico que pequenas chateações ficam, mas nada que impeça o relacionamento amigável, solidário e cordial.
O Sr. BPS venceu as eleições da qual eu participei e em nenhum momento deixamos de ter um relacionamento educado. O "Seu Jorge", que foi eleito Vice-Prefeito do BPS, de imediato entrou em rota de colisão e deixou de falar com o Prefeito, praticamente abandonando o cargo.
Ele que entenda que Itajubá não precisa simplesmente de um gerente. Precisa de muito mais. Mas será difícil para ele e o seu pessoal entender.
ER

PERCEPÇÃO DO VALOR

Sobre a Percepção de Valor

Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô: vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.

Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num
instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo
v=hnOPhttp://br.youtube.com/watch?u0_YWhw, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.

A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

Conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando elas estão num contexto.

Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife. Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares e que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. A grande pergunta é : o que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser? Disse Jesus: " A vida de qualquer pessoa não consiste na abundância do que possui . "

Essa experiência mostra como, na sociedade em que vivemos, os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detém o poder financeiro. Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho.

Louriberto Oliveira/Humberto Chiaradia


FRASE (ABOBRINHA ) DO DIA

Ouvido de um Professor num velório: "Engraçado como a morte acaba com a vida da gente."

ER

FRASE DO DIA


"Juiz tem que ser magistrado e não majestade"

(Ministro Gilson Dipp - STJ)

DEVE DAR PARA PAGAR AS DESPESAS



Uma publicação européia fez um estudo sobre os rendimentos (salários, publicidade, etc) dos craques de futebol. Os três mais bem pagos do mundo são:
Lionel Messi - Argentino do Barcelona - Em R$ 60 milhões por ano. Mais ou menos R$ 5 milhões por mês, o que daria mais ou menos R$ 170 mil por dia. Importante, para fazer o que gosta.
Cristiano Ronaldo -Português do Real Madrid - R$ 55 milhões/ano.
Kaká - Brasileiro do Real Madrid - R$ 32 milhões/ano
Não sou contra. São artistas.
ER

SEM PALAVRAS !