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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

MENINOS EU VÍ - ORIGEM

Um velho timbira,
coberto de glória,
guardou a memória
do moço guerreiro,
do velho tupi !

E à noite nas tabas,
se alguém duvidava
do que ele contava,
dizia, prudente:
- Meninos eu vi !

(Y - Juca Pirama, Gonçalves Dias)

BRINCADEIRA TEM HORA

Perdão por insistir no assunto, mas o Sr. Luis Inácio apoiar o desenvolvimento nuclear no Irã PARA FINS PACÍFICOS ?
A região é um barril de pólvora milenar, direitos zero, etc, etc, etc...
A grosso modo, equivaleria a liberar aqui a plantação de maconha e produção de coca, porém, somente para fins médicos.
O Brasil não devia nem abordar esse assunto.
ER

COMO VOCÊ SE CONSIDERA ?

De acordo com as impressões e sensações que transmitem, as pessoas podem ser classificadas, quanto à aparência, de:
1 - BONITAS
Receberam de seus pais características corporais e faciais que se enquadram nos conceitos universais de beleza. Algumas nascem e crescem bonitas. Outras apresentam certos detalhes inestéticos que podem ser atenuados. Se além de bonitas, tiverem aparência bem cuidada, tornam-se maravilhosas. Se somarem a tudo isso uma beleza interior bem desenvolvida, tornam-se simplesmente irresistíveis.
2 - CHARMOSAS E AGRADÁVEIS
Transmitem, pelo conjunto de suas características físicas e psicológicas, sensações gostosas. Irradiam beleza interior graças ao equilíbrio, pelo menos aparente, do físico e do emocional.
3 - DE BOA APARÊNCIA
Não são bonitas, mas têm semblante agradável peso razoável, cabelos alinhados, expressão facial positiva, sorriso cativante, vestem-se com atenção. Agradam pela sensação de esforço que fazem para se mostrar interessantes. Todos teriam a obrigação de se enquadrar, pelo menos, nessa categoria de apresentação pessoal. Isso depende, em grande parte, de sua boa vontade e do desejo de fazer o mundo mais bonito.
4 - DESINTERESSANTES OU FEIAS
Tornam-se desagradáveis pelos detalhes de sua aparência ou personalidade ou pelo conjunto de características físicas e psicológicas. Transmitem uma sensação de desleixo ou de feiura interior. Têm a expressão facial carregada, os cantos dos lábios caídos, o olhar apagado ou entristecido, o corpo desleixado. Podem ser vítimas de conflitos interiores ou de problemas de infância que não conseguem resolver. Podem ter um modo de vida duro ou brutalizante, do qual não conseguem se libertar. Ninguém é feio porque quer. A vida não é mole para ninguém. Essa dureza, às vezes excessiva ou incontrolável, torna a pessoa desestimulante e sua aparência fica derrubada. Quem passou pela vida e não sofreu, passou pela vida mas não viveu, como dizia o poeta. Por isso todos têm sua cota de desestímulo ou de feiura.
Extraido do Livro "Bonito é Você", escrito pelo Médico Rolando Zani - Edit. Gente.
No livro tem uma tabela para que através de notas você mesmo se avalie.
É bom mudar de papo vez por outra.
ER

E A MÃE, TÁ BOA ?

O Brasil recusou uma proposta feita pelo Irã para comprar e/ou arrendar áreas agrícolas brasileiras, com vistas `a produção de alimentos e sua venda direta ao País islâmico.
Desta forma, o Irã teria a oferta de produtos agrícolas garantida e a preços não sujeitos a oscilações do mercado.
Que comprem do seu amigo e parceiro, Chaves.
ER

DE VEZ EM QUANDO...

Como apareceu "na última flor do lácio" outro dia: É bom perder o juizo de vez em quando.
Pois foi ontem. Fomos almoçar no Tererê, logo após o Country Clube. A leitoa é imbatível, bem como o torresmo e a comida em geral. (e o atendimento).
Fui até o fogão e coloquei no prato uma lasca generosa de leitoa e uns torresmos. Quando vi aproximava-se o médico cardiologista que me atende (só rotina) e sempre faz recomendações sobre a necessidade de uma alimentação mais leve, etc.
Disfarcei, virei de costas como uma criança fazendo arte. Ele não me viu.
Fiquei disfarçando por ali, enquanto ele montava o seu prato. Sem exagero: A mesma decoração do meu, só que em dobro.
Saí do anonimato tranquilo. Caminhando com o meu prato bem visível, forcei uma passada bem a sua frente e cumprimentei-o com mais ênfase do que o normal.
Ele, quase encoberto pelo seu prato aleitoado, respondeu o cumprimento com um sorriso e foi embora para a sua mesa.
Gente, comi e repeti sem um pingo de peso na consciência, como dizendo para mim mesmo: Se ele pode, por que não eu ?
Criancice.
ER

domingo, 22 de novembro de 2009

FESTÃO DE CASAMENTO

Ainda nas décadas de 50 e 60, as festas de casamento eram feitas nas casas das noivas. (os velórios também nas casas dos falecidos e será outra história).
Como quase ninguém tinha carro, o pai da noiva (sempre ele), alugava os carros de praça da Cidade (assim se chamavam os táxis). Normalmente, o carro mais bonito e invariavelmente branco, ficava reservado para levar a noiva e o seu pai.
Faziam a corrida, (o nome era esse) casa da noiva - Igreja e o retorno, Igreja - Casa da Noiva. Davam três ou quatro viagens cada carro, sempre lotados. Depois da festa, cada convidado, que se virasse por conta própria.
Cansei de encontrar pelas ruas pessoas vindo de festas de casamento. Era terrível.
Lembrava um quadro do Portinari, sobre retirantes nordestinos. Os homens tiravam os paletós e afrouxavam as gravatas. As mulheres, tiravam os sapatos de salto alto, carregando-os nas mãos. As meias de nylon (com costura atrás) caiam e empelotavam nas canelas, lembrando o Gérson na Copa de 70.
A pintura derretia junto com o suor, e o bom-bril usado para dar volume nos cabelos começava a aparecer, dando nos cabelos um tom cinza 1001 utilidades.
Nas bolsas, normalmente de couro sintético, amontoavam, pó de arroz, batom e outras armas químicas, bem como instrumentos de retoque.
Seguiam misturados com brigadeiros e língua de sogras, que disfarçadamente levados para as crianças, começavam a passarem da fase sólida para a pastosa.
Na sala da casa ficava o bolo de três andares, com o indefectível casal de noivinhos no topo.
O menu, não saia de empadinhas, coxinhas e pasteizinhos e para beber, chopp quente, com 80% de espuma. Para as crianças, Guaraná Rádio (não existiam garrafas grandes e nem garrafas de plástico). Para não desperdiçar, utilizando de um prego e de um martelo, faziam um furinho na tampinha para as crianças beberem.
As irmãs e tias da noiva ficavam na correria no serviço de garçonetes, desviando da criançada que brincavam de pique pelo quintal e pela casa toda.
Com os convidados esparramados pelos cômodos da casa (exceto no quarto de casal, onde os presentes ficavam expostos na cama), essas festas duravam de três a quatro horas, não mais.
Depois de uma hora com chopp quente e um só banheiro disponível, os homens ficavam todos, como jogadores na barreira, com o Adriano pronto para cobrar a falta.
Num determinado momento, a pedido do retratista do Foto Santos, a noiva cortava o bolo e o noivo estourava o "champanhe" sidra cerezer. Lá pelas tantas, os Noivos davam um jeito de trocar de roupa e partirem para a tão sonhada lua de mel, com as malas já guardadas no porta-malas do táxi. As noivas, não sei por que, sempre levavam uma frasqueira nas mãos.
As irmãs da noiva amarravam latinhas vazias de conservas em um cordão e o fixavam no para-choque traseiro do automóvel e com a devida permissão do motorista, escreviam com tinta branca, lavável, no vidro traseiro do automóvel, "Just Married" que viram no final de um filme da Elizabeth Taylor. Ficava chique.
O pessoal costumava traduzir "just married", por parabéns, e ficava por isso mesmo. A curiosidade e muita malícia imperavam, com tias dando conselhos secretos para a noivinha. O destino (sempre confidencial), ou era Campos do Jordão, ou São Lourenço ou preferidamente, o Clube dos Quinhentos, em Lorena.
Aliás, dizem, que esse nome foi dado pelos quinhentos casamentos iniciados lá, com noivos de Itajubá.
Quem ganhou um bom dinheiro na Cidade, foi um proprietario de Kombi, que promovia todos os domingos, uma "lotação" com viagem a Aparecida do Norte, incluindo no "tour", uma passada pelo parque do Clube dos Quinhentos.
Na rápida passagem, aproveitava para saudar, com sucessivas buzinadas, a primeira manhã dos noivos, que caminhavam a beira do lago, com aquelas caras de "Donald e Margarida".
Era tradicional o abraço de despedida, entre lágrimas, da noivinha e sua mãe. Parecia que a moça estava indo morar em Bagdá, acompanhada do próprio Saddam Hussein.

Após a festança, ficavam para os Pais da Noiva as contas para pagar. Para os vizinhos fuxiqueiros, a reclamação que tinha faltado alguma coisa.
E para os noivos, a eterna felicidade... (Ai de mim se escrevo um final diferente).


ER

PORQUE HOJE É DOMINGO - 3

Disse porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.
Rute 1;15 a 18 (Lealdade e amizade de Rute por Noemi)
Lembrem-se que Noemi era sogra de Rute.
ER

JUSTA OBSERVAÇÃO

O Vice-Presidente da República José Alencar é um homem que se diferencia do ambiente a sua volta. Nasceu pobre, ficou rico com trabalho e vence a adversidade sem uma única ínfima concessão à autocomiseração.
Não exige do mundo recompensa, nem transforma sua trajetória em cobrança de fatura e ainda ensina que o esforço, a confiança e a correção compõem a essência de uma vida profícua.

(Dora Kramer - O Estado de S.Paulo 22/09/2009)

Realmente o nosso conterrâneo tem dado a todos um exemplo de luta. Atenção para o "é um homem que se diferencia do ambiente a sua volta". Isso é forte e verdadeiro.

ER