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terça-feira, 10 de novembro de 2009

TODO O MUNDO MUSICAL

Uma vez que tem dado discussão, excetuando, o Brasil e EUA e as músicas clássicas, que merecem um postagem a parte, começamos resumindo o universo musical que consideramos.
Repito: Estados Unidos, Brasil e Clássicas terão cada, uma relação a parte.
Creio que não ficou ninguém bom de fora.
1 - PORTUGAL
Amália Rodrigues e Dulce Pontes.
2 - ESPANHA
Júlio Iglésias, Paco de Lucía e Montserat Caballé, Carreras e Plácido.
3 - FRANÇA
Edit Piaf, Charles Aznavour e Mirelle Mathieu
4 - ITÁLIA
Luigi Tenco, Peppino di Capri, Claudio Villa, Domenico Modugno, Gianni Morandi, Luciano Pavarotti, Lucio Dalla , Rita Pavone, Gigliola Cinquetti e Eros Ramazzoti.
5 - AUSTRÁLIA
Bee Gees
6 - BELGICA
Django Reinhardt
7 - SUÉCIA
Nilson e Abba
8 - GRÉCIA
Demis Roussos
9 - IRLANDA
U2
10 - INGLATERRA
Cliff Richards, The Shadows, Beatles, Rolling Stones, The Who, The Animals, Dave Clark Five, Gerry & Pacemakers, Joe Cocker, Led Zepelin, The Yarbyrds, Donovan, The Hollies, The Monkees, Herman´s Hermits, Queen, Eric Clapton, Dire Straits, Pink Floyd Cream, Tom Jones, Petula Clark, Lulu, Marianne Faithfull, Duffy e Amy Winehouse.
11 - PAÍS DE GALES
Tom Jones
12 - NORUEGA
A Ha
Sair daí, creio que é perder tempo.
ER

NÓ NA GARGANTA - 1

Fomos mexer na caixa de marimbondos selvagens, onde ficam guardados os sentimentos mais profundos e vejam no que deu. Muitos emails citandos músicas que provocam nós nas gargantas. Vou citando- as diariamente.
Ouçam (com certeza, de novo). The Hollies - "He Ain´t Heavy, He´s My Brother
Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão
A estrada é comprida
Com muitas curvas dificeis
Que nos leva a
Quem sabe onde, quem sabe onde
Mas eu sou forte
Forte o bastante para carrega-lo
Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão
E assim continuamos
O bem-estar dele é problema meu
Ele não é nenhuma carga para mim
Nós chegaremos lá
Pois eu sei
Ele não seria um estorvo para mim, oh! não
Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão
Agora, se estou realmente sobrecarregado
Então estou sobrecarregado de tristeza
(de saber) que o coração de todo mundo
Não está cheio de gratidão
Ou de amor, um pelo outro
Éuma estrada muito comprida
Da qual não há retorno
E quando estamos indo para lá
Por que não partilhar ?
E a carga (dele)
Não vai me pesar de jeito algum
Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

UM ITAJUBENSE EMPREENDEDOR

Imaginem Itajubá sem o Sr. Benedito Pereira dos Santos, mais conhecido como Sr. BPS. O antigo Pinheirinho e a Chácara do Dr. João Luis continuaria sendo uma enorme várzea. Da Pneusul adiante um brejão, com água dando pelas canelas. Vivos, só saracuras, garças, rãs, sapos e cobras. Onde iria residir, como diz o Sr, Gaspari, a turma do andar de cima ? E a UNIFEI ? Estaria até hoje empinhocada ao lado da matriz ? E Forum ? E o Rebourgeon e os bairros adjacentes ?
O que vou escrever pode ser uma surpresa para alguns, mas o Sr. BPS é o maior empreendedor vivo de Itajubá. Eu não tenho dúvida.
Tudo bem. Com fama de duro nos negócios, de mão fechada ao extremo, rude nas palavras e no trato, mas e dai ? Ganhou muito dinheiro nos negócios ? Sim, o sistema é esse. Comprou muitas propriedades na bacia das almas ? E daí, quem vendeu, aceitou.
Politicamente deixa muito ou tudo a desejar. Concordo
Não tem um mínimo de visão social. Concordo
Autoridade ? Sim, mesmo de maneira ultrapassada
Eterno adversário político ? Sim.
Na minha visão, O Sr. BPS fez muito mais por Itajubá, fora da política, do que dentro dela. Fez muito mais como empresário, do que como Prefeito.
Finalizando, o Sr. BPS voltou para uma Itajubá, com 50.000 habitantes e teve visão suficiente para imaginá-la com 80.000.
É uma verdade. Transformou fisicamente Itajubá, dentro das regras do jogo. Tem o seu valor.
ER

CLUBE ITAJUBENSE

Tem algo que vai muito bem em Itajubá, e não é de hoje. Estou falando do Clube Itajubense. Realmente muito bem cuidada a Sede Campestre na Rod. Itajubá - Maria da Fé. Constantes investimentos, funcionários treinados e opções de lazer para todo mundo. É muito fácil criticar, mas elogiar é bem mais difícil.
Lógico, contentar a todos é impossível e a existência de correntes de pensamentos diferentes é normal e saudável.
Penso que está na hora de se avançar com o projeto de construção do prédio no terreno anexo a Sede Social, com a sonhada expansão no salão e outras instalações.
O admirável nesse Clube é a idéia original de não existir títulos de proprietários mas sim o direito de frequentar (não transferível), com obrigações, as vezes, até severas.
Poderia até parabenizar a Diretoria, mas não o faço, porque seus membros têm capacidade e se dispuseram a isso, mesmo muitas vezes em prejuizo de seus afazeres particulares.
ER

domingo, 8 de novembro de 2009

PORQUE HOJE É DOMINGO

Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não abandonados; derrubados, mas não destruidos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo.
(Segunda Carta de Paulo aos Coríntios 4 - 8 a 10)

FRASE DO DIA

Maravilhosa colocação feita no Poema do sevilhano Antonio Machado:

"CAMINANTE NO HAY CAMINO, SE HACE CAMINO AL ANDAR"

O caminho se faz caminhando.


ER

A ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO (4)

"SEX HORAS DORMIRE SAT EST JUVENIQUE SENIQUE,/ SEPTEM VIX PIGRO, NULLI CONCEDIMUS OCTO"
"Dormir seis horas é o que basta ao moço e ao velho; apenas ao preguiçoso concedemos sete horas; a ninguém oito"
Adágio da Escola de Medicina de Salerno.
ER

sábado, 7 de novembro de 2009

SR. FELIPE PIZZUTO

Dizem que o diabo sabe muito, não porque é diabo, mas porque é velho.

Lógico! Os velhos já viveram mais, já viram mais e se não passaram a vida distraídos, obrigatoriamente sabem mais.
O que importa é que conheci o Sr. Felipe Pizzuto (1884/1963). Italiano, fabricante de charretes, bravo e nervoso como nunca vi outro. (hoje, em justa homenagem, é nome da rua onde moro).

Pois bem, o Sr. Felipe era de pouca ou nenhuma conversa. Depois de aposentado, ele saia de casa uma vez por semana para fazer a barba e o bigode na barbearia do Anibal, próxima á Igreja de São José.
E que bigode ! Tinha um palmo de cada lado e, no final de cada lado, dava uma subida como um ponto de interrogação. Era de um branco meio amarelado (talvez pelo cigarro).

O bigodão era o maior orgulho do Sr. Felipe. Dizia , para os poucos com quem conversava, que era das poucas coisas que o acompanharam na sua vinda da Itália.
Quando ele entrava na barbearia, o silêncio era total e ia direto para a cadeira do barbeiro. Quem estivesse lá , que saísse e esperasse. Passava na frente de todos.
Para o Sr. Felipe, nunca existiu fila nem para confessar e comungar. Todos já sabiam que ele era uma preferência nacional. Ninguém tinha peito para questionar.
Uma bela manhã, ele chegou, colocou a bengala no porta-bengalas que ficava debaixo do espelho principal e sentou .
Como sempre, ele sentava,deitava a cabeça no reencosto almofadado e imediatamente caia no sono. Naquele dia fatídico, o barbeiro principal Sr. Anibal tinha saído para resolver um problema particular e no seu lugar estava o Zé Passarinho (eterno reserva) apaixonado por futebol e pelo Vasco.
Enquanto ele desatento ensaboava a cara do Sr. Felipe, ia discutindo futebol e o seu Vasco com os sapos que lotavam a barbearia.

Vai dai, vai dali, aconteceu a tragédia. Discordando de um comentário de um sapo, ele deslocou bruscamente o braço direito e ,como uma motoniveladora, pegou o bigode do lado do nariz até a curva do ponto de interrogação. O Sr. Felipe continuou dormindo, porém completamente sem um lado do bigode. Tal um avião com uma asa só.
O Zé Passarinho ficou lívido e toda a platéia também. O barbeiro assassino de bigodes, tirou lentamente o seu jaleco pardo, que um dia tinha sido branco, pegou uns trocados que tinha na gaveta, saiu nas pontas dos pés e quando pisou na rua, disparou rumo à estação rodoviária.
Os sapos fugiram da barbearia e cada um ficou sondando pelas venezianas das janelas de suas casas, esperando pelo pior. A notícia se espalhou rapidamente e dali a pouco não tinha uma viva alma num raio de 500 metros, como se fosse um olho de furacão: Silencioso e deserto.
O Padre Generoso, avisado, pensou em chamar o Gérson da Farmácia para dar uma injeção de anestesia no Sr. Felipe.
Quando o velho acordou, estranhou o silêncio e o deserto de pessoas. Passou uma toalha no rosto, ainda com um pouco de espuma. Foi quando sentiu uma friagem facial do lado direito.
Quando ele viu aquele lado facial, parecendo bunda de neném, deu um rugido ensurdecedor, que a Boa Vista até hoje não esqueceu. Enrolou a toalha no rosto, pegou a bengala e deixou recado que o Passarinho era um homem morto. O Sr. Felipe ficou quase um ano sem sair de casa.
Quando Zé Passarinho chegou na rodoviária, registre-se, estabelecendo o novo recorde mundial dos 800 metros rasos (não foi homologado), estava saindo um ônibus da Pássaro Marron.
Ele pulou dentro e somente quando foi pagar a passagem, tomou conhecimento de que o destino era São José dos Campos.
Dias depois, mandou buscar a família e viveu lá por cinco anos. Só voltou para Itajubá em 1963, depois da missa de sétimo dia do Sr. Felipe.
Outro dia conto a razão do apelido Zé Passarinho.