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terça-feira, 21 de julho de 2026

MERCADO LÓGICO


O novo tarifaço do Donald. É realmente sobre relações comerciais?

Por vários motivos NÃO! Senão vejamos:

1- Os USA têm superávit comercial enorme com o Brasil. Ou seja compramos muito mais deles que eles de nós. US$ 7,5 bilhões em 2025. Desde a suspensão do antigo tarifaço de 50% Donald procura outros meios para impor tarifas. Agora com a tal Seção 301 do seu Departamento do Comércio. Quer dizer procurou um meio legal para tarifas ilegais segundo a Suprema Corte de lá.

2- Como demonstrado em minha postagem anterior o Donald usa justificativas para investigações na Seção 301 em que eles também não cumprem nos USA. “Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço.”

Não é difícil até para nós leigos enxergarmos claramente que existem influências geopolíticas como pano de fundo. E criação de uma pressão política contra possíveis adversários para beneficiar aliados. Mostrar poder. E criar um modelo de dominação que em pleno século 21 julgávamos extinto.

Os motivos vão muito além da economia. Até porque na moderna teoria econômica tarifas absurdas fora dos estados de guerra não fazem sentido. Falaremos logo sobre isso.

Mas depois de tantas reuniões técnicas (+ de 30) entre representantes dos dois países textos vazaram. Aí dá pra perceber. Até cego enxerga imposição americana: exemplos?

1- Como naquele episódio de abril do ano passado Donald cria só um modelo de negociação. Igual para países e economias muito diferentes. P. ex. os mesmos textos apresentados recentemente à Argentina, ao Equador e a Guatemala fora apresentados ao Brasil. Como se a economia brasileira e a relação com os USA fosse igual a desses outros.

2- Outro bom exemplo é o caso do Etanol de milho americano. Teria o Brasil que zerar a tarifa por um produto menos competitivo que o nosso etanol de cana. Sem nada de compensação pro açúcar brasileiro. Esse paga US$ 0,33 por quilo para entrar nos USA.

3- Tentativa de levar o Brasil a acordos para “padronizar” os preços de commodities. Ou seja acabar com a avassaladora competitividade do agro brasileiro.

4- Queriam do Brasil apoiar a adoção multilateral de uma moratória permanente de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas. Sabem de onde vem isso? Das Big Techs/administradoras de cartões americanas. Alvo o PIX.

5- Para a indústria brasileira: eliminar tarifas para produtos químicos, veículos e medicamentos, de forma exclusiva para os USA. Compensações às exportações industriais brasileiras? Nenhuma.

6- Aí chegamos ao cerne da questão: Minerais críticos. Ou terras raras. A proposta deles seria considerar só eles como investidores na produção e beneficiamento desses minerais.

Soberania nacional jogada às favas. Investimentos de outros países seriam impossíveis.

Como se pode ver várias imposições inaceitáveis pois nunca se tratou de negociações mas de imposições que um estado soberano. E 10ª economia mundial não podem nem devem aceitar. Muitos itens técnicos mas é preciso explicar direitinho para os leitores as mentiras da “negociação”.

Mercado-Lógico

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

E as tarifas pro CANADÁ?? ?heim? Heim?
Hipocrisia...senso de vira lata...
Ah arruma outras desculpas....